14 abril 2026
para que serve o facebook
19 outubro 2025
entardecer
10 outubro 2025
o Fox a fazer de arminho
(O Da Vinci que não saiba)
27 julho 2025
de paraíso em paraíso
E há um ano, neste mesmo dia, escrevi assim: Isto ultimamente é só paraísos na minha vida. Depois do fim-de-semana na Dinamarca, vim para Lisboa, e logo no primeiro dia de férias fui vom amigos a Sesimbra acender milhões de minúsculos luzeiros no mar. Às onze da noite estávamos todos na água, e cada gesto abria pontinhos de luz à nossa volta.
arduamente
Lembra-me o facebook que por esta altura, em 2011, estava a trabalhar arduamente...
11 junho 2025
e assim ia a vida
Lembra-me o facebook que há onze anos estava a mudar de casa, e não foi fácil:
01 junho 2025
16 maio 2025
do tempo em que chovia em Berlim
[ Inconseguimentos antigos - encontrei este post nas memórias do facebook. Vê-se que é antigo porque está a chover. Já não me lembro da última vez que choveu assim bonito em Berlim. ]
O trabalho no jardim avança muito lentamente, por um lado porque me ponho a fotografar em vez de arrancar, e por outro lado porque tenho imensas dúvidas sobre se estou a arrancar as plantas certas.
Se alguém me soubesse explicar se isto são ervas daninhas, era um grande favor que me fazia.
25 junho 2024
luz
Ao ver esta "The Swiftness of Time" de Kaoru Yamada no mural de facebook de uma amiga, ao ver a magia desta luz, lembrei por uns momentos a sensação de espanto e prodígio daquela noite em que fui à cozinha - que era no jardim de inverno do apartamento, tinha imenso vidro - e a encontrei inundada numa luz assim forte, mas branca. A luz do luar intenso no céu sem nuvens, multiplicado pela neve que cobria o mundo, entrava pela minha casa e por mim adentro. Espero que me revisite naquele momento final, quando - segundo dizem - passa o filme da nossa vida. Queria muito voltar a esse luar, e também ao dia em que fiz malabarismos com ovos crus, perante os olhos boquiabertos dos meus filhos, na cozinha transformada por uma luz assim e Chico Buarque a cantar "como se fora a primavera". (Vou repetindo por aqui momentos felizes na esperança de a sua recordação ser depois mais forte que o Alzheimer, ou a senilidade, ou a simples perda de memória.)
28 maio 2024
roubar para alimentar o espírito
25 maio 2024
"galinha"
30 novembro 2022
tudo isto existe, tudo isto é fado
A vantagem de escrever apontamentos sobre o que se vai vivendo é que, vinte anos depois, uma pessoa lê algo que já nem se lembrava que lhe tinha acontecido, e ri-se.
(Para a vantagem resultar, convém que, vinte anos antes, tenha escrito o apontamento num dia em que estava bem-disposta.)
Por exemplo, este aqui, de 2002:
Tenho um cliente, que aliás é o meu inimigo preferido no
grupo dos clientes, que ontem me explicou que fala bastante bem espanhol e só
não traduz os textos ele próprio porque não tem tempo, mas revê integralmente
tudo o que traduzimos.
Agora quer que eu lhe traduza
um texto para Illacano, que eu descobri que afinal é Ilocano, ou Ilokano, e descobri um tradutor dessa raridade que quer mil dólares, mil, por página
traduzida. Agora que escrevo isto aqui ocorreu-me que pode ter sido erro de
digitação...
PS: para os interessados em aprender um novo idioma,
Ilocano é um dialecto falado no norte das Filipinas. Não é preciso aprender a
falar muito bem, porque o meu cliente, o tal que só não traduz ele próprio por
falta de tempo, tem andado estes anos todos a pagar traduções para Ilocano
cheias de erros. Pelo menos é o que diz o gajo dos mil dólares, também pode ser
golpe, claro.
Ponho-me a olhar para o meu percurso, de brilhante
estudante de economia até chegar a head-hunter de tradutores de Ilocano para um
cliente merdolas, e descubro-lhe um sentido: um dia ainda escrevo um livro (a minha vida dava um filme...).
Só preciso de inventar um bom final feliz.
ADENDA (e a seguir fecho rapidamente o baú, que a minha vida de momento não pode ser isto):
Quero ter muitos tradutores como este!
Quero que todos os meus dias comecem desta maneira!
Ó aí: caí na asneira de mandar um contrato para um
tradutor português que deve estar em fase de desemprego técnico (como ele
próprio diz) e com tempo para ler o contrato e as entrelinhas, e quando chegou
ao nome da língua ele deu com o célebre "Portuguese (continental)" e responde-me assim:
"Alô, Helena
XXXXX"
27 novembro 2022
o livro do ano
Esta manhã o facebook lembrou-me que em 2015 estava num stress danado a preparar o álbum de fotografias do ano. Era uma tradição nossa desde 2009 - o livro que imprimia em duas línguas, português e alemão, e enviava a família e amigos mais próximos. Os livros que guardavam as nossas memórias mais importantes de cada ano.
Infelizmente, pouco depois daquele post o meu PC foi à vida, eu andei meses até conseguir recuperar as fotografias, e acabei por não fazer o livro de 2015. E o de 2016 também não. Todos os outros, até hoje.
Como cada ano me dava trabalho durante um mês, se recomeçar agora será um ano de trabalho intenso. Faço ou não faço? Mais vale não fazer, claro.
Mas olho para estas imagens e as suas legendas e fico cheia de pena por causa de todas as outras páginas do livro de 2015 que não escrevi.
(Não virá por aí nova pandemia? Prometo que na próxima pandemia vou ser mais disciplinada e aproveito o tempo todo com muito juízo...) (You wish, you wish...) (NOT!!!)
Tiques de filho e neto único.
(Também há outros Natais, claro, e mais valiosos, nomeadamente os que acontecem quando as pessoas querem. Mas este aqui, de cheiros de abeto fresco e cera de abelha, é de outra dimensão)
O momento mais difícil do ano: quando o Matthias partiu para um ano na Costa Rica.
15 novembro 2022
voz
11 dezembro 2021
saudades da Bay Area
20 outubro 2021
abraço
10 setembro 2021
Coral Pink Sand Dunes, 2001
Esta corrida inesquecível aconteceu há 20 anos.
Escusado será dizer que adoro esta fotografia. O tempo de verdadeira qualidade com os filhos - o mais simples possível: uma corrida, o pai inteiro para eles. A graça nas mãos da Christina. A velocidade a que eles se entregam naquela duna altíssima e íngreme. E um detalhe de pura ternura: o relógio "de homem" no bracinho de um rapaz de 4 anos.
Vivíamos na Califórnia. Um mês antes do 11 de Setembro éramos assim.































