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26 novembro 2025

Portuguese Cinema Days in Berlin 2025

 



Por estes dias tenho andado tão ocupada - e tão feliz - que até me esqueço de contar. Senhoras e senhores: este ano, os Portuguese Cinema Days in Berlin estão a ser assim. Estão a ser demais.


















18 outubro 2024

Portuguese Cinema Days in Berlin 2024



Novembro a chegar, e eu a ter pena de todos os portugueses que não estão em Berlim ao longo desse mês. A sério: coitadinhos! Vão perder a edição especial dos Portuguese Cinema Days in Berlin, inteiramente dedicada ao cinquentenário do 25 de Abril.
Este ano, para mais, temos uns cartazes com fotografias do Alfredo Cunha que são um luxo (obrigada, Gito Lima!). E também este trailer, feito pela fantástica equipa da Terra Líquida Filmes e do Ricardo Espírito Santo.
Portanto, estou assim: não sei se morra de gratidão por tanto apoio que recebemos, ou se morra de pena dos portugueses que não vão estar em Berlim no mês de Novembro.






29 novembro 2022

por estes dias

 






Caso haja aí alguém com curiosidade de saber da minha vida:


1. Ontem passámos "Fado - por amor à tristeza", de Zoe Spiegel, e "Paraíso", de Sérgio Tréfaut. Ora bem:

2. A Zoe e o Sérgio são responsáveis por não sei quantas rugas de riso e mais umas tantas de sorriso numa sala cheia de gente.

3. É juntar mais umas lagriminhas.

4. Uma sala cheia de gente feliz e tocada por aqueles dois filmes.

5. O Paraíso, já todos conhecem (e se não conhecem, olhem: estudassem...).

6. O "Fado" da Zoe Spiegel, ninguém conhece. Descobrimos praticamente por acaso.

7. Agora, a pergunta é: como é que se põe um filme destes no mercado, na RTP, no museu do fado? Ajudem, faz favor. Não é por mim (já o vi, hehehe), é por vocês.
Podem ver o trailer aqui: https://vimeo.com/637435369

8. Hoje é dia de irmos ao Minho: "O Movimento das Coisas" e "Histórias de Lobos".

9. "O Movimento das Coisas" já anda a dar a volta ao mundo. Mas: e o "Histórias de Lobos"?

10. E como hoje vamos de passeio ao Minho, no final em vez de servirmos vinho do Porto vamos servir tintol e bolinhos de bacalhau.

11. Como é que se tira duas demãos de cheiro a fritos do próprio corpo sem ir tomar banho outra vez? (é urgente)

12. Em termos resumidos, de momento a minha vida é isto.

13. Ai, não, esqueci-me que ainda tenho de ir para o cinema de autocarro, carregando uma caixa de vinho (o tal tintol) e mais uma caixa enorme com bolinhos de bacalhau, mas com paragem na Filarmonia para comprar uns bilhetinhos para um concerto fantástico na sexta-feira (a sério: fantástico!), que são para uma das realizadoras que cá vêm apresentar o seu filme nos próximos dias.
(Se virem uma pessoa de saco IKEA na Filarmonia, daqui a bocadinho: sou eu.)

14. Sim, que mostras de cinema português há muitas, mas ainda estou para ver em qual delas há uns simpáticos que passam dois dias à coca de bilhetes na Filarmonia de Berlim para dar aos realizadores convidados. Hehehe. (Embrulha, Berlinale, tanta coisa tanta coisa mas isto é que não fazes)

(15. Estava-me a armar, se calhar não repararam.)

16: Sim: por estes dias, ando feliz.

 


12 novembro 2022

Rua dos Anjos, ou: coisas do divino

 


"Ele há coisas do diabo!" é a expressão popular que me ocorre ao pensar no modo como o documentário Rua dos Anjos encontrou o seu caminho para o programa do Portuguese Cinema Days in Berlin 2022.

E imediatamente me corrijo: ele há coisas do divino.

Estávamos na véspera da última reunião para fechar o programa. Já tínhamos visto dezenas e dezenas de filmes portugueses que um dos membros da equipa juntara numa lista aparentemente interminável, há muito tinha passado aquele ponto de inflexão em que, sucumbindo ao cansaço de tantas semanas a ver filmes nas horas livres, decidíramos focar-nos apenas nos filmes muito falados, muito premiados. Por um descargo de consciência, quis verificar ainda a lista toda, e bem lá no fundo encontrei este nome: "Rua dos Anjos". Por um descargo de consciência fui espreitá-lo - e o resto é (a nossa) história: os outros elementos da equipa confiaram no meu entusiasmo e concordaram em fazer mais uma sessão do que as que estavam previstas. A qual teve lugar há dias, no cinema Moviemento, perante um público completamente rendido a Rua dos Anjos. "É, de longe, o melhor filme sobre a questão das trabalhadoras sexuais", afirmou no final o jornalista Flávio Lenz, que há muito se ocupa com temas ligados ao estigma, às representações sociais e aos preconceitos ligados à prostituição. A conversa com a realizadora Renata Ferraz teria continuado longamente na sala se não tivéssemos sido expulsos por estarmos a atrasar a sessão seguinte. De modo que fomos para a Lounge do cinema continuar a conversa e brindar com vinho do Porto à vida da Maria Roxo, a co-realizadora de Rua dos Anjos. À saída, muitos comentaram que tinham de ver este filme de novo.

Também eu quero saborear de novo este filme de rara sensibilidade, que recusa a postura habitual dos documentários sobre, aceita o risco de criar um documentário com, e acaba por se transformar num trabalho para: recomeçado e concluído para oferecer à Maria Roxo, que perto do fim das filmagens adoeceu ainda mais gravemente, e acabou por morrer. Um filme feito a quatro mãos, modelo híbrido algures entre o documentário e a criação ficcional, atravessado por metalinguagem, em que a realizadora Renata Ferraz e a trabalhadora sexual Maria Roxo (a pessoa que, nas mãos de outro realizador de documentários, seria provavelmente apenas o "objecto" do filme), se ensinam mutuamente o respectivo ofício, trocando de papéis e confundindo-se: ambas realizadoras, ambas actrizes, ambas pessoas concretas e autênticas que aceitam o desafio de nos abrir janelas para a sua humanidade. Um filme que nos inscreve o trabalho sexual na área da representação teatral. O filme que Renata Ferraz, quando lhe pediram para o sintetizar numa palavra, definiu como "exchange"; eu escolheria "respeito" (se me deixassem usar duas palavras, acrescentaria: profundo).

Dias antes de o passarmos no Portuguese Cinema Days in Berlin, o documentário Rua dos Anjos tinha sido exibido no Porn Film Festival, e recebera uma crítica muito elogiosa de Manuel Schubert num blog do TAZ (aqui, em alemão), que o autor sintetizou assim no twitter: ""Em todos os festivais de cinema há aquele filme que nos desinstala, que faz tudo certo como nenhum outro, que nos toca, que nos faz pensar. No #Pornfilmfestival Berlin 2022, esse filme é o documentário „Rua dos Anjos“ de Maria Roxo & Renata Ferraz ..."

"Um filme que nos faz pensar". Como aconteceu a um amigo meu que, ao fim de um longo jantar em que não conseguia parar de falar do filme a pessoas que não o tinham visto, comentou comigo que o Rua dos Anjos é "uma obra de arte, como uma canção de Bob Dylan". Explicou: "Pode não ser perfeita, mas cada pessoa encontra nela uma frase que a toca de maneira especial". Também ele encontrou uma frase que o atingiu com toda a força, e agora quer regressar ao Rua dos Anjos com um grupo de amigos, um grupo de casais católicos que se reunem regularmente para debater temas diversos, para depois, em conversa com eles, tentar libertar-se da rede de impressões que o invadiu e da qual não está a conseguir sair sozinho. "Um filme que nos toca". Como a outro amigo, que agora repete, com um sorriso nos olhos brilhantes: "A Maria Roxo! Aquela mulher é um fenómeno!"

"Um filme que nos desinstala". Como a mim própria, que tenho passado a vida a conseguir não ver as prostitutas, e as mantenho confortavelmente arrumadas na minha gaveta de vítimas. Vítimas de homens de afectividade malsã - esses que, em vez de entrarem no jogo dos desejos em diálogo entre iguais, compram corpos que usam para os seus monólogos.

Curiosamente, Rua dos Anjos levou-me até Maria Madalena, que os evangelhos nos apresentam como uma prostituta muito próxima de Jesus Cristo. Sempre pensei que essa proximidade seria sinal da compaixão de Jesus Cristo, para desarrumar as nossas gavetas comodistas e ao mesmo tempo oferecer a Maria Madalena a redenção divina. Mas, desde que conheci a Maria Roxo da Rua dos Anjos, dou comigo a imaginar que Jesus Cristo não andaria com aquela mulher para a redimir a ela, mas para se acrescentar na sua própria humanidade. Talvez tenha encontrado em Maria Madalena a inteireza, a autenticidade, a força, a alegria e a tristeza desta Maria Roxo que nos ensina e enriquece.

A Maria Roxo quis fazer o Rua dos Anjos porque estava certa de que a vida dela dava um filme. O resultado é bem mais do que esse famoso título de uma secção na Crónica Feminina: o filme da Maria Roxo dá-nos vida a nós.


O documentário Rua dos Anjos vai ser exibido em Lisboa, na Cinemateca, no dia 22 de Novembro, às 19:00 e no Porto no Teatro Rivoli, no dia 4 de Dezembro, às 16:30.

Para os interessados em ler mais sobre este assunto, recomendo estes dois artigos: - Entrevista a Renata Ferraz, por Graham Douglas, em The Prisma. - Crítica na revista online de cinema Desistfilm.



07 novembro 2022

a "Berlinale Portuguesa"

 




A "Berlinale Portuguesa" (*) começou no sábado passado com o "Bem Bom", a casa cheia e, no fim do filme, o público a bater palmas a ritmo e a cantar - a vozes! - "uma da manhã, hey!, bem bom, duas da manhã".

Esqueci-me de fotografar o público (as caras alegres do público) e não tive coragem de filmar aquela finale grandiosa. De modo que as imagens que aqui deixo são como a estatística e os biquínis: mostram quase tudo, mas omitem o mais importante. (Para os São Tomés entre os leitores: da próxima vez venham ver para crer.)

Foto: Erica Bianca Faria





(*) "Berlinale Portuguesa": nome (fantástico!) da autoria de Elisa Costa Pinto.


maior fã



O primeiro fã dos Portuguese Cinema Days in Berlin é um mui famoso rafeirito português que enche Berlim de charme.

(Disseram ali ao lado que "rafeiro" é insulto. Eu acho que é elogio: rafeirice é liberdade, pura e dura. Nenhum deles foi produzido para vender.)


04 novembro 2022

espalhem a notícia

 


Acabei de me dar conta de que não tenho contado aqui o que ando a fazer. Antes que me expulsem das redes sociais por incumprimento das cláusulas, aqui vai: tenho andado a trabalhar na edição de 2022 dos Portuguese Cinema Days in Berlin. E, sinceramente, cheia de pena de todos os portugueses do mundo, inclusivamente os de Portugal, que não estão em Berlim nas próximas cinco semanas.
Espalhem a notícia aos vossos amigos que têm a sorte de estar em Berlim nesta altura, e digam, para já, o seguinte:
- Quem quiser bilhetes para o Bem Bom, que vai abrir amanhã a mostra de cinema, se calhar comprava já hoje, para não ter uma má surpresa.



- Quem não for ver o Rua dos Anjos na próxima segunda-feira perde o... o... (quem organiza uma mostra de cinema pode ter favoritos? ou é como as mães, que têm de gostar de todos os filhos por igual?)



- Quem quiser ver uma Maria de Medeiros em plena forma, e de caminho conhecer um episódio chocante do machismo português, está bem aviado com o Ordem Moral (próxima quinta-feira).




Para já é isto. Depois conto mais. "Me aguardem!"

28 setembro 2022

água na boca

 

Estou aqui a olhar para o programa do Portuguese Cinema Days in Berlin 2022, e só vos digo isto (sem exagerar, nem nada): em novembro e princípios de dezembro, Berlim vai ser a capital do melhor cinema português dos últimos anos.

Olho para o programa, e: água na boca.

Depois conto mais.

 

25 novembro 2021

em beleza

 






Ontem terminaram os Portuguese Cinema Days in Berlin 2021. Em beleza, com a Metamorfose dos Pássaros.
Esta tarde fui ao jardim apanhar a salada para o jantar. (A ver se publico com mais frequência por aqui, agora que o maior stress já passou.)




19 novembro 2021

lost in translation

 

Nem sei se vos diga, se vos conte...

Quando, no âmbito do Portuguese Cinema Days in Berlin 2021, preparámos a exibição do filme "Henrique de Malaca - um malaio e Magalhães", de Pedro Palma, achei que as comunidades espanhola, malaia, indonésia e filipina de Berlim haviam de gostar de saber disto. Para lhes dar a boa notícia, andei à procura deles pela net e descobri um sítio chamado "Internations".

Inscrevi-me.

Mas como não percebi a lógica daquilo, desisti - e escrevi às respectivas embaixadas (que para alguma coisa lhes pagam, não é assim?) (por acaso, devem pagar mal, porque não recebi resposta de nenhuma - excepto uma, simpática e imediata, do conselheiro cultural espanhol) (viva España!).

Pois bem: há dias recebi do Internations uma mensagem de um tipo dizendo o seguinte:

"Hello dear, how are you doing? I must admit that you are a really beautiful and charming woman, but I am after the beauty of the heart. I am new here, nice to meet you. I will love to know you more, you can drop your email here, or you can contact me through my email xxxxxx@gmail.com"

Como não era nem espanhol, nem malaio, nem indonésio, nem filipino (e como além disso a sessão do Henrique de Malaca já há muito que passou à história), não respondi. Agora, a sério, digam lá: eu mereço???




14 outubro 2021

Portuguese Cinema Days in Berlin 2021

 A quem se pergunta porque é que este blogue passou tantos dias em silêncio, anuncio que...

* rufar de tambores *

... foi por andar atrapalhada com a preparação DISTO:



Os Portuguese Cinema Days in Berlin 2021 começam no dia 2 de Novembro, vão até 27 de Novembro e têm um programa que é um luxo. Inclusivamente um Especial 500 Anos, com uma palestra do Paulo Jorge de Sousa Pinto (vocês sabem quem é: o autor do programa da Antena 2 "Os Dias da História") no Instituto Ibero-Americano; e com a apresentação do documentário de Pedro Palma sobre o Henrique de Malaca, o malaio que talvez tenha sido a primeira pessoa a dar a volta ao mundo. 

Voltando aos Dias do Cinema propriamente ditos, antes de continuarem a ler agarrem nos olhinhos para eles não vos saltarem das órbitas, ó aqui:

Variações / A Metamorfose dos Pássaros / Mosquito / O Filme do Bruno Aleixo / O Labirinto da Saudade / Patrick / Tristeza e Alegria na Vida das Girafas / Technoboss / Amor Fati / Se o Mar Deixar - e algumas curtas: Tio Tomás - a Contabilidade dos Dias / Ursula / Cuidado / 28 de Outubro.

Mais informações: aqui e aqui

Se tiverem amigos em Berlim, e forem mesmo bons amigos deles, podem-lhes passar a informação. 

Como sei que há por aí muito boa gente que não atina com links, deixo aqui o programa por extenso. 
(De nada, de nada, é um prazer servir os clientes desta humilde casa.)

PROGRAMA:

2.11 / 20:00

VARIAÇÕES

João Maia, 2019, 109’ – biopic

Trailer: https://bit.ly/3lq6sRV

 

4.11 / 20:00

O FILME DO BRUNO ALEIXO

João Moreira + Pedro Santo, 2019, 91’ – drama

Trailer: https://bit.ly/3lsMyWh

 

8.11 / 20:00

*  SE O MAR DEIXAR

Luís Alves de Matos, 2020, 72’ – doc

Trailer: https://bit.ly/3FIK8LB

*  O LABIRINTO DA SAUDADE

Miguel Gonçalves Mendes, 2018, 65’ – doc

Trailer: https://bit.ly/3DtgeZK


10.11 / 20:00
CUIDADO

Sebastião Salgado, 2020, 17’ – short / curta

Trailer: https://bit.ly/3mCxYed

PATRICK

Gonçalo Waddington, 2019, 103’ – drama

Trailer: https://bit.ly/3Ath1aY

 

15.11 / 20:00

TIO TOMÁS, A CONTABILIDADE DOS DIAS

Regina Pessoa, 2019, 13’ – anim.

Trailer: https://bit.ly/3uZdU9M

TRISTEZA E ALEGRIA NA VIDA DAS GIRAFAS

Tiago Guedes, 2019, 109’ – drama

Trailer: https://bit.ly/30eOGcf

 

17.11 / 20:00

TECHNOBOSS

João Nicolau, 2019, 112’ – drama

Trailer: https://bit.ly/3BtjBz6

 

 

22.11 / 20:00

NATUREZA MORTA - com Homenagem a Fernanda Lapa

Bruno Fraga Braz, 2019, 15’ – short / curta

Image: https://bit.ly/3Fz4c2z
AMOR FATI

Cláudia Varejão, 2020, 101’ – doc

Trailer: https://bit.ly/3FwVeTC

 

23.11 / 20:00

28 DE OUTUBRO

Tiago Albuquerque, 2018, 10’ – anim.

Trailer: https://bit.ly/2YzlBYe
MOSQUITO

João Nuno Pinto, 2020, 125’ – drama

GUEST: João Nuno Pinto

Trailer: https://bit.ly/3Atulfu

 

24.11 / 20:00

URSULA

Eduardo Brito, 2020, 6’ – short / curta

Trailer: https://bit.ly/307EDp7

*  A METAMORFOSE DOS PÁSSAROS

Catarina Vasconcelos, 2020, 101’ – doc

Trailer: https://bit.ly/3Fz2Nt2

 

27.11

- 11:00

- 14:00

Repetição dos filmes favoritos do público. Para votar: https://www.facebook.com/portuguesecinemadays/posts/2975266702786464  

Mais informações sobre os filmes que serão repetidos: a partir de 25.11 em www.moviemento.de

 

ESPECIAL 2021 - Assinalando os 500 anos da primeira viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães e Elcano

1.11 / 18:00
BEFORE AND AFTER MAGELLAN’S VOYAGE – WORLD PERCEPTIONS AND GLOBAL IMPACTS

Public Lecture by Paulo Jorge de Sousa Pinto – Researcher at CHAM – Centre for the Humanities (NOVA FCSH, Lisbon)

The 500 years of Ferdinand Magellan’s voyage is an appropriate time to promote debate about the

global significance of the journey. Public discussions on the subject are too often limited to non-

historical issues and quarrels and it is time to raise some relevant approaches about the real impacts

of the expedition: can we say there was “a world before and after” Magellan? What rivalry existed

between Portugal and Spain and what was effectively at stake in their “quest for Asia”? How did the

journey change images and representations of the Earth? Did it mark the beginning of the

globalization process? These are some of the questions raised by the expedition under a

comprehensive scope that can provide insightful debates and reflections for a better understanding

of the past.

Ibero-Amerikanisches Institut, Potsdamer Str. 37, 10785 Berlin

Only in English - FREE ENTRY

Pre-registration is required : https://iai-veranstaltungen.einladbar.de/


3.11 / 20:00

HENRIQUE DE MALACA – UM MALAIO E MAGALHÃES

PEDRO PALMA, 2016, 70´- DOC

Trailer: https://bit.ly/3iNHUke

Este documentário explora a possibilidade de ter sido afinal um malaio a primeira pessoa a completar a volta ao mundo.

Depois da exibição haverá uma sessão de Q&A com o realizador Pedro Palma e o historiador Paulo Jorge de Sousa Pinto, historiador (FCSH, Univ. Nova de Lisboa).