22 outubro 2021

há alguém por aí?

 





A pouco e pouco multiplicam-se as iniciativas no país para fazer um momento de paragem comunitária antes de seguirmos para o caminho da normalidade. Esta manhã já me comovi com desenhos de miúdos de 4 anos, que encontrei no youtube quando procurava filmes da Jornada Memória e Esperança. O que não terão sofrido estas crianças ao participar no esforço comum de vencer o vírus! E também: que grande exemplo levam para a sua vida, esta experiência de ética radical que fez a sociedade unir-se num enorme esforço  comum para proteger os mais frágeis.



Por todo o país haverá iniciativas diversas. Em Lisboa, no domingo, há um concerto de bandas no Rossio, às 11h; à tarde serão plantadas no hospital de Santa Maria e no Estádio Universitário as árvores da Memória e da Esperança. Quem quiser, pode ir lá deixar uma flor, um poema, um nome - o que quiser.

Também no domingo, 24 de outubro, às 14h00: fazemos Memória da pandemia e afirmamos a Esperança na sua erradicação em todo o planeta.

Guarda 1 minuto de silêncio, com a tua família, os teus companheiros de trabalho.


Mais detalhes e materiais: 

Memória e Esperança | Uma jornada de luto e de afirmação da esperança (memoriaeesperanca.pt)



21 outubro 2021

carne fresca

 

Continuo a pensar na notícia de que falei há dias, onde era revelado que numa importante empresa de comunicação social alemã as colegas jovens são abertamente apreciadas em termos de "fuckability". Continuo chocada e revoltada.

Vejamos: entendo que uma pessoa, ao ver um/a colega que lhe pareça interessante, congemine e sonhe no silêncio do seu coração e até um pouco mais abaixo. Mas algo muito diferente é falar-se abertamente disso no local de trabalho, como se as/os colegas mais jovens não fossem ali para trabalhar mas para se exibirem num talho de carne fresca.


#vergonha



Até há pouco tempo gostava de recorrer à palavra "vergonha" por ser forte e clara, sem subterfúgios. Mas desde que um político oportunista começou a usá-la na sua estratégia de conseguir um poleirozinho no poder à custa de acusar esse próprio poder de vergonhas a torto e a direito, fiquei de pé atrás com essa palavra. Perdeu o valor que tinha.

Coitada da Vergonha! Era uma palavra tão séria, e na boca daquele arrivista tornou-se uma galdéria.

(Quase a propósito, uma pergunta: é mesmo verdade que a proposta da Joacine Katar Moreira de levar o Aristides Sousa Mendes ao Panteão teve no Parlamento um único voto contra, que foi o do arrivista?) 


decisões dos consumidores e geopolítica - um caso prático


O preço do gás para aquecer as casas alemãs está a explodir: 5 vezes mais alto que no ano passado. E parece que é o Putin que está a mexer os cordelinhos, para pressionar as autoridades a autorizar a Nord-Stream 2-Pipeline.

Só agora (mais vale tarde que nunca) dou inteira razão ao Joachim: quando construímos a casa e tivemos de decidir qual seria o sistema de aquecimento, ele recusou-se a pôr a hipótese do gás, porque não queria ficar dependente do Putin. Pusemos uma bomba de calor.

(Embrulha, Putin!)


20 outubro 2021

abraço

 

Encontrei no facebook este texto que escrevi em 2018. Na idade pré-covid, éramos felizes e não sabíamos... O desfecho, contudo, fez-me pensar que nem tudo é mau nesta era que a pandemia iniciou. Os miúdos alemães raramente cumprimentam as pessoas com beijinhos. Cumprimentam com um aperto de mão.

Já me aconteceu com vários: passam a infância a dar-me um aperto de mão, e depois, em algum momento, decidem cumprimentar-me com um abraço. Adoro esses abraços dos adolescentes que eu conheci bebés: a passagem do nível da boa educação que os pais lhes deram para uma escolha afectiva pessoal. Gostam mesmo de mim.

(E depois, fico aqui a pensar na quantidade de pessoas a quem me esquivo de apertar a mão: os que sei que não lavam as mãos antes de sair da casa de banho; os que têm um aperto de mão que mete nojo por muito mole - bleeeeeergh! - ou muito longo - bleeeeeeergh! deslarga-me! - ou muito enérgico - ai! -, aqueles de quem não gosto e não me apetece fingir que gosto - tantos motivos para me esquivar, e tantas vezes que me esquivo)


19 outubro 2021

Gleis 17 - 80 anos





Fez ontem oitenta anos que saiu de Berlim o primeiro comboio de deportação de judeus: 18 de Outubro de 1941, mil duzentos e cinquenta e um seres humanos com destino a Lodz. As primeiras vítimas de um total de mais de 35.000 berlinenses que o regime nazi arrancou às suas casas para enviar para as máquinas da morte.

Nem todos saíram de Grunewald. De facto, a maior parte dos judeus de Berlim foram levados da estação de mercadorias de Moabit. Desse vasto espaço resta agora um pequeno memorial entalado entre parques de estacionamento de grandes superfícies comerciais. Uma iniciativa de cidadãos está a tentar aumentar a dimensão e a forma do memorial.

Um dos voluntários desse projecto contou que há tempos se cruzou naquele local com uma velhinha que andava a passear o cão, e ela lhe disse que sabia bem o que ali aconteceu, porque em criança ouvia os gritos dos judeus.

Também foram levados do Anhalter Bahnhof cerca de 10.000 judeus. Eram os mais velhos, a quem o regime nazi vendia (isso mesmo: vendia) estadias em centros de repouso na Boémia. Eles pagavam, convencidos que iriam para um lugar menos mau que os campos sobre os quais se ouviam tenebrosos rumores - e ao chegar a Theresienstadt, ao verem as barracas onde iam ser metidos, apercebiam-se do logro.

O presidente da República alemão esteve ontem no Gleis 17, em Grunewald, e fez o discurso habitual destes momentos. "Nunca mais deve sair um comboio do Gleis 17. Nunca mais com destino a Theresienstadt, nunca mais para o ghetto de Lodz, nunca mais com destino a Auschwitz."

O discurso soube-me a uma confortável banalidade. "Nunca mais sairão daqui comboios para Auschwitz" - sim, é muito improvável que alguma vez voltem a partir da Alemanha comboios com pessoas levadas em carruagens de gado, com destino a câmaras de gás.

Tivesse ele dito "Nunca mais deixaremos que seres humanos sejam tratados como sub-humanos", e o caso mudava de figura. Porque o nosso olhar deixaria de repousar na segurança de uma Auschwitz transformada em museu (e portanto, remetida para um passado que não regressa), e seria obrigado a ver também os barcos no Mediterrâneo, a ver os campos de refugiados em Moria e na Turquia onde - pagos com dinheiro da União Europeia - tantos seres humanos vivem em condições que nem para animais são aceitáveis.











histórias de família

 

Depois da morte da mãe, um amigo nosso tirou férias para vir para Berlim esvaziar o apartamento - o que acabou por se tornar uma incursão em mais de 100 anos de História da Europa.
O avô materno era um "suábio do Banato", a minoria descendente de colonos alemães que, ao longo do século XVIII, o império austríaco enviou para repovoar as planícies do Banato, muito destruídas pelas guerras turcas. Sem mudar de residência, na primeira guerra mundial mandaram-no lutar pela Áustria, e na segunda pela Roménia. Nesta, foi ferido e estropiado. Veio morar com a família para Berlim, e foi preso num dia gelado do inverno de 1947, por ir com um sobretudo militar (em 1947 não havia muito pronto-a-vestir para as pessoas mudarem o guarda-roupa) sentado num eléctrico, e não ter cedido o seu lugar a um oficial soviético que entretanto entrara. Mandaram-no para Sachsenhausen, um dos antigos campos de concentração dos nazis que a URSS reabriu com nova gerência e igual arbitrariedade. Morreu em 1949, deixando viúva e três filhas pequenas. A avó materna morreu em 1957, mas ao pressentir o seu fim contactou familiares na Alemanha Ocidental para criar uma rede que segurasse as três filhas adolescentes. Em 1957 ainda era relativamente fácil fugir da RDA, onde elas estavam, e elas fugiram, deixando para trás a casa que tinham herdado dos pais.

A mais velha tinha 16 anos, e ficou em Berlim ocidental a estudar enfermagem numa escola com internato dirigido por freiras de mão forte e férrea moral. Ela aguentou a falta de liberdade e as humilhações porque, órfã de pai e mãe, num mundo a tentar reerguer-se das ruínas, não tinha grande alternativa.

No seu trabalho como enfermeira conheceu um jovem que também fugira da RDA, porque se apercebera de que, pelo facto de ser católico, o regime o impediria de estudar medicina como queria. Na Alemanha ocidental a sua situação não melhorou muito: não apenas não lhe reconheciam as cadeiras de medicina que já fizera na RDA, como nem sequer lhe aceitavam o diploma do secundário. Como regressar aos bancos da escola era impensável naquele tempo em que urgia conseguir um emprego para se poder sustentar, ele optou por se tornar enfermeiro.
Casaram, tiveram dois filhos, arranjaram um apartamento pequeno onde se acomodaram os quatro.

Quando chegaram à idade da reforma, os avós paternos e uma tia avó conseguiram autorização da RDA para se mudarem para Berlim ocidental (a RFA que lhes pagasse as reformas). Instalaram-se no pequeno apartamento da família de Berlim ocidental, dormiam os três num quartinho. A alegria do reencontro foi grande, mas ao fim de dois meses o avô, já muito doente, morreu. A avó e a tia acabariam por mudar para um apartamento ainda mais pequeno, que entretanto vagara no mesmo prédio, e ali viriam a morrer muitos anos depois.

Entre os papéis que encontrou na casa dos pais, o meu amigo encontrou uma carta que um antigo prisioneiro de Sachsenhausen enviara à família, com uma última mensagem do avô materno, a descrição do que fora a sua vida no campo e a reafirmação do amor que tinha pela sua família.

E havia um outro papel, uma revelação chocante da dificuldade em tirar a lógica da RDA da cabeça das pessoas que nela viveram. Acontece que depois da queda do muro e da reunificação, a mãe do meu amigo e as duas irmãs dela pediram a devolução da casa de família, que tinha sido expropriada pelo Estado após a fuga. Em finais dos anos 90, quase dez anos depois da reunificação, veio a decisão de um tribunal com sede no leste da Alemanha: não devolvia a casa porque o modo como as três irmãs tinham abandonado o país demonstrava uma atitude de falta de respeito às suas leis e às ordens da polícia.

A mãe do meu amigo morreu há alguns meses, depois de vários anos em sofrimento devido a uma osteoporose muito avançada. Morreu no seu pequeno apartamento de Berlim, onde criara os filhos e ajudara as muitas pessoas que a procuravam. Os dois filhos prepararam uma play list com as músicas favoritas da mãe, e acompanharam a moribunda até ao seu último suspiro.

Morreu no momento em que "What a Beautiful World" dava lugar a "Smile", e eu sinto-me comovida e reconfortada por ela se ter apagado ao som destes poemas que tão bem descrevem as estratégias de sobrevivência que a ajudaram a amar a vida tão cheia de golpes que foi a sua.



Smile though your heart is aching Smile even though it's breaking When there are clouds in the sky, you'll get by If you smile through your fear and sorrow Smile and maybe tomorrow You'll see the sun come shining through for you

em que mundo pensam eles que vivem?

O tema do momento na Alemanha é o duplo escândalo de o artigo de um grupo de jornalismo de investigação sobre o director do Bild usar o seu imenso poder para se servir sexualmente de mulheres que queriam trabalhar nesse jornal (escândalo nº1, o Harvey Weinstein do jornalismo alemão) ter visto a sua publicação proibida pelo dono da empresa de media para a qual trabalhava esta equipa de investigação (escândalo nº2, ataque à independência do jornalismo). 

Opá, a sério! Isto é o "homem branco velho" em todo o seu estertor.

Então Ippen, o dono do Ippen Verlag (o 5º maior grupo de media na Alemanha), acreditava que conseguia impedir a publicação de um artigo de investigação resultante de um trabalho de muitos meses?

Então Reichelt, o director do Bild, na segunda década do nosso século ainda acreditava que ia conseguir servir-se daquelas mulheres jovens, e o escândalo não lhe ia rebentar nas mãos?
(embora, tenho de reconhecer, no "men's world" dessa empresa se apreciasse descontraidamente as colaboradoras em termos de »fuckability«, e o sistema estivesse bem organizado para proteger o seu chefe - como relata um artigo da Spiegel em Março de 2021 com o título "fornicar, promover, descartar")

Enganaram-se ambos. Reichelt foi ontem despedido, e elementos centrais da investigação cuja divulgação Ippen tentou impedir foram publicados pelo New York Times no domingo, e pela Spiegel ontem e hoje. 

Tenho a certeza que a notícia chegará em breve aos meios de comunicação portugueses, pelo que me dispenso de dar mais detalhes. 

Limito-me a acrescentar que este tipos quase me fazem pena, porque ainda não se deram conta de que o mundo que os criou já não é o que era.
(eu disse: "quase") 



17 outubro 2021

memória & esperança

 



"A pandemia não te atingiu apenas a ti - aconteceu-nos a todos".

O próximo fim-de-semana vai ser o momento de parar e olhar uns para os outros, reconhecendo que estivemos juntos nesta tragédia e que foi a união de esforços que nos permitiu sair dela: a dimensão comunitária da pandemia.

Muito trabalho há ainda a fazer, nomeadamente na luta contra a pobreza que se abateu sobre tantos portugueses, que não podem ser abandonados à sua má sorte. Mas no próximo fim-de-semana vamos parar. Será o momento de, como comunidade, respirarmos fundo antes de seguir caminho.
Esta Jornada vai ser o somatório de iniciativas locais que as pessoas queiram organizar (trabalhos em escolas, acções em grupos de escuteiros, encontros de amigos para conversar sobre textos da pandemia, minuto de silêncio em memória das vítimas antes de um evento desportivo ou cultural, vizinhos que se encontram para pintarem em conjunto uma faixa evocativa, etc.). Talvez até sirenes de bombeiros e sinos das igrejas a tocar à mesma hora.

No domingo, dia 24, vai haver um concerto de Bandas de Música no Rossio, a partir das 11h, em homenagem às vítimas da covid. À tarde, a partir das 17h00, nos terrenos do Hospital de Santa Maria (HSM), decorre a cerimónia de encerramento da Jornada Memória e Esperança, que terminará junto do Pavilhão 1 do Estádio Universitário de Lisboa (EUL), presidida pelo Presidente da República. Será plantada a Árvore da Memória nos terrenos próximos do HSM e, posteriormente, a Árvore da Esperança nos terrenos do EUL: para lembrar, para agradecer e para afirmar que permanecemos juntos na construção de uma sociedade que não deixa ficar ninguém para trás.
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Há alguns meses, convidaram-me para fazer parte do grupo que faz esta proposta à sociedade portuguesa. É nessa qualidade que peço que partilhem e, se tiverem vontade, organizem a vossa própria iniciativa. Nem que seja - os de Lisboa - irem em família ou com amigos ao Rossio no domingo de manhã ouvir as bandas de música ("não perguntes por quem tocam as bandas: elas tocam por ti"). Mais informações: homepage e facebook.


16 outubro 2021

o que é mais importante na vida?

 


Bom sábado para quem aqui passa.
(para os outros também, claro - só que esses não sabem que lhes desejei bom sábado)

(encontrei esta imagem num texto com o título "escaping false dichotomies in life" - pareceu-me muito bem, mas só o vou ler na segunda-feira, que hoje estou de fim-de-semana)

(ai caraças! ao lado tinha um com 4 regras simples para usar a vírgula! coitadinha da minha segunda-feira, já está a ficar muito sobrecarregada)

(e vi que esta imagem foi partilhada também no site da Congregatio Jesu, e comecei a ler a história dessa ordem de freiras e achei a história dos seus nomes interessantíssima. Dava um post óptimo, mas...)

(...como disse, e repito: votos de bom sábado para todos - inclusivamente para mim)

(adeusinho, internet - hoje vais ter de te desenrascar sozinha)


15 outubro 2021

nas bocas do mundo

Não sei se se deram conta disso em Portugal, mas ultimamente a Alemanha olha para nós com admiração e (diria quase) inveja.

É por causa dos 98% de total da população com mais de 12 anos que já está completamente vacinada.

(Desculpem que vos diga, mas: somos um país que é um luxo!)


14 outubro 2021

Portuguese Cinema Days in Berlin 2021

 A quem se pergunta porque é que este blogue passou tantos dias em silêncio, anuncio que...

* rufar de tambores *

... foi por andar atrapalhada com a preparação DISTO:



Os Portuguese Cinema Days in Berlin 2021 começam no dia 2 de Novembro, vão até 27 de Novembro e têm um programa que é um luxo. Inclusivamente um Especial 500 Anos, com uma palestra do Paulo Jorge de Sousa Pinto (vocês sabem quem é: o autor do programa da Antena 2 "Os Dias da História") no Instituto Ibero-Americano; e com a apresentação do documentário de Pedro Palma sobre o Henrique de Malaca, o malaio que talvez tenha sido a primeira pessoa a dar a volta ao mundo. 

Voltando aos Dias do Cinema propriamente ditos, antes de continuarem a ler agarrem nos olhinhos para eles não vos saltarem das órbitas, ó aqui:

Variações / A Metamorfose dos Pássaros / Mosquito / O Filme do Bruno Aleixo / O Labirinto da Saudade / Patrick / Tristeza e Alegria na Vida das Girafas / Technoboss / Amor Fati / Se o Mar Deixar - e algumas curtas: Tio Tomás - a Contabilidade dos Dias / Ursula / Cuidado / 28 de Outubro.

Mais informações: aqui e aqui

Se tiverem amigos em Berlim, e forem mesmo bons amigos deles, podem-lhes passar a informação. 

Como sei que há por aí muito boa gente que não atina com links, deixo aqui o programa por extenso. 
(De nada, de nada, é um prazer servir os clientes desta humilde casa.)

PROGRAMA:

2.11 / 20:00

VARIAÇÕES

João Maia, 2019, 109’ – biopic

Trailer: https://bit.ly/3lq6sRV

 

4.11 / 20:00

O FILME DO BRUNO ALEIXO

João Moreira + Pedro Santo, 2019, 91’ – drama

Trailer: https://bit.ly/3lsMyWh

 

8.11 / 20:00

*  SE O MAR DEIXAR

Luís Alves de Matos, 2020, 72’ – doc

Trailer: https://bit.ly/3FIK8LB

*  O LABIRINTO DA SAUDADE

Miguel Gonçalves Mendes, 2018, 65’ – doc

Trailer: https://bit.ly/3DtgeZK


10.11 / 20:00
CUIDADO

Sebastião Salgado, 2020, 17’ – short / curta

Trailer: https://bit.ly/3mCxYed

PATRICK

Gonçalo Waddington, 2019, 103’ – drama

Trailer: https://bit.ly/3Ath1aY

 

15.11 / 20:00

TIO TOMÁS, A CONTABILIDADE DOS DIAS

Regina Pessoa, 2019, 13’ – anim.

Trailer: https://bit.ly/3uZdU9M

TRISTEZA E ALEGRIA NA VIDA DAS GIRAFAS

Tiago Guedes, 2019, 109’ – drama

Trailer: https://bit.ly/30eOGcf

 

17.11 / 20:00

TECHNOBOSS

João Nicolau, 2019, 112’ – drama

Trailer: https://bit.ly/3BtjBz6

 

 

22.11 / 20:00

NATUREZA MORTA - com Homenagem a Fernanda Lapa

Bruno Fraga Braz, 2019, 15’ – short / curta

Image: https://bit.ly/3Fz4c2z
AMOR FATI

Cláudia Varejão, 2020, 101’ – doc

Trailer: https://bit.ly/3FwVeTC

 

23.11 / 20:00

28 DE OUTUBRO

Tiago Albuquerque, 2018, 10’ – anim.

Trailer: https://bit.ly/2YzlBYe
MOSQUITO

João Nuno Pinto, 2020, 125’ – drama

GUEST: João Nuno Pinto

Trailer: https://bit.ly/3Atulfu

 

24.11 / 20:00

URSULA

Eduardo Brito, 2020, 6’ – short / curta

Trailer: https://bit.ly/307EDp7

*  A METAMORFOSE DOS PÁSSAROS

Catarina Vasconcelos, 2020, 101’ – doc

Trailer: https://bit.ly/3Fz2Nt2

 

27.11

- 11:00

- 14:00

Repetição dos filmes favoritos do público. Para votar: https://www.facebook.com/portuguesecinemadays/posts/2975266702786464  

Mais informações sobre os filmes que serão repetidos: a partir de 25.11 em www.moviemento.de

 

ESPECIAL 2021 - Assinalando os 500 anos da primeira viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães e Elcano

1.11 / 18:00
BEFORE AND AFTER MAGELLAN’S VOYAGE – WORLD PERCEPTIONS AND GLOBAL IMPACTS

Public Lecture by Paulo Jorge de Sousa Pinto – Researcher at CHAM – Centre for the Humanities (NOVA FCSH, Lisbon)

The 500 years of Ferdinand Magellan’s voyage is an appropriate time to promote debate about the

global significance of the journey. Public discussions on the subject are too often limited to non-

historical issues and quarrels and it is time to raise some relevant approaches about the real impacts

of the expedition: can we say there was “a world before and after” Magellan? What rivalry existed

between Portugal and Spain and what was effectively at stake in their “quest for Asia”? How did the

journey change images and representations of the Earth? Did it mark the beginning of the

globalization process? These are some of the questions raised by the expedition under a

comprehensive scope that can provide insightful debates and reflections for a better understanding

of the past.

Ibero-Amerikanisches Institut, Potsdamer Str. 37, 10785 Berlin

Only in English - FREE ENTRY

Pre-registration is required : https://iai-veranstaltungen.einladbar.de/


3.11 / 20:00

HENRIQUE DE MALACA – UM MALAIO E MAGALHÃES

PEDRO PALMA, 2016, 70´- DOC

Trailer: https://bit.ly/3iNHUke

Este documentário explora a possibilidade de ter sido afinal um malaio a primeira pessoa a completar a volta ao mundo.

Depois da exibição haverá uma sessão de Q&A com o realizador Pedro Palma e o historiador Paulo Jorge de Sousa Pinto, historiador (FCSH, Univ. Nova de Lisboa).