18 maio 2019

histórias de família


Mais recordações lá dos confins do blogue:
A meio de uma frase, a Christina estaca e pergunta:
- Como é que se chama um poeta da música?
Eu nem entendi a pergunta, mas o Matthias respondeu logo:
- Compositor.

***


Conversa ao jantar:

Christina: Mãe, viste o postal na casa de banho de Barbara, onde se lia "adoro ser mulher, posso chorar quando me apetece, vestir roupa bonita e, em caso de naufrágio, sou a primeira a saltar para o salva-vidas"?
Eu: Vi.
Matthias: Porquê?! Porque é que as mulheres se salvam primeiro?
Christina: Porque é assim, e pronto.
Eu: Então, Matthias, como é que te sentias se, em caso de naufrágio, saltasses logo para o salva-vidas e deixasses a tua mulher e os teus filhos para trás?
Matthias, ainda mais zangado: E como é que a minha mulher se sentia se se salvasse e me deixasse para trás?
Christina, já a pensar noutra coisa qualquer: Melhor seria um casal de lésbicas, salvava-se marido e mulher, a bem dizer.

(cá para nós: quanto mais penso no caso, mais me parece que o Matthias, nos seus seis anos, estava cheio de razão)

***
Lógica das sobrinhas gémeas:

Como de costume, chamei uma delas pelo nome da outra, e ela reagiu logo:
- Eu sou a Leonor! Eu sou a Leonor, puque... puque... puque...
E eu, realmente curiosa:
- Porquê?
- Puque o meu nome é diferente!!!
E a irmã, muito despachada:
- O meu nome também é diferente!

Tempos houve em que a Leonor sabia que era a Leonor porque a madrinha dela era a tia Xana.

***

E também há aquela pergunta, um clássico:

"Mãe, hoje é o amanhã de ontem?"