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12 março 2021

o céu sobre Berlim - em tresloucado



Ontem Berlim parecia os Açores: quatro estações do ano num dia só. Num momento fazia um sol radioso, e no momento seguinte o céu escurecia e a cidade era zurzida por um temporal. Para pouco depois voltar o céu azul, espreitando por baixo de uma estranha nuvem que se apressava em direcção a Leste. 


No mural do facebook da estação de rádio Fritz começaram a partilhar fotos dessa nuvem. Trago algumas para aqui, com o nome do respectivo autor. 



(Katharina Karenina)


(BaLu Schulze)



(Nils Kaiser)




(Anja Moritz)


(Nico Suchantke)


24 fevereiro 2021

primavera anunciada

 


Estava a tirar um café, e de repente ouvi uma barulheira de pássaros. Fui à varanda, pensando que seriam os corvos que têm andado muito pelo telhado dos vizinhos.
Nada disso. Bandos enormes de grous passavam por cima do meu bairro em formação de V em direcção à Polónia.
Acho que nos próximos dias não tiro café nenhum sem ter comigo a máquina fotográfica e o telemóvel.

16 dezembro 2020

uma festa de Natal muito zoomarenta

 



Ao pequeno-almoço o dia anunciou-se especial, e previ o que se seguiria. 
(sim, que isto são já vários anos de espectáculo deslumbrante durante cerca de meia hora ao pequeno-almoço) 






O café ficou frio, mas não importa. E ainda não foi hoje que fiquei doente por estar na varanda a fotografar descalça e em camisa de dormir no Dezembro berlinense. 

Depois fui trabalhar muito, e muito depressa, e daí a nada já estava assim outra vez:


Continuei a trabalhar o mais depressa que podia, porque não queria chegar atrasada à festa de Natal do meu coro.

Foi no zoom, e foi a melhor festa de Natal de um grupo grande em que alguma vez participei. Por mim, passávamos a fazer todas as festas de grupos de empresa ou tempos livres assim, por um motivo muito simples: o zoom permite que todos ouçam o que cada um está a dizer. Ao passo que nas festas de grupos grandes o pessoal rapidamente se divide em pequenos grupos.

Caso precisem de algumas ideias para uma festa de Natal daquelas de chegarmos ao fim com pena de ter acabado, a nossa foi assim:

Alguns dias antes enviaram um questionário para nós respondermos sem pensar muito: 
1. O que foi o melhor e o pior deste ano?
2. Se o nosso coro fosse um animal, que animal seria?
3. Se pudesses dar livre curso à tua fantasia, qual seria o teu desejo para o próximo ano?

Também pediram que enviássemos algumas fotos tiradas nos eventos do coro, e preparássemos uma história engraçada de Natal que quiséssemos contar a todos. 

Por causa do trabalho perdi a parte das fotos e das histórias. Cheguei no momento em que nos deram uma lista de coisas que tínhamos de juntar em menos de 3 minutos. Enquanto o nosso pianista tocava uma peça de 3 minutos, nós desatámos a correr pela casa em busca de:
- uma fotografia com mais de 10 anos
- um sapato de ir a concertos (esse foi fácil: uma pantufa, porque ultimamente só vou aos concertos no digital concert hall)
- algo feito à mão por nós próprios
- algo de desporto
- o meu livro favorito
- um postal com uma paisagem

Quando o piano se calou voltámos aos nossos lugares, e cada um mostrou as suas coisas e contou as respectivas histórias. Para mim, este foi o momento alto da festa de Natal: nunca estive tão próxima dos meus colegas de coro como neste momento em que mostravam uma fotografia do casamento, ou de algum filho, ou de uma palermice qualquer, ou o leque de tai-chi, ou o colchão de yoga, etc.

Depois estivemos a apreciar os adereços de Natal que alguns tinham posto em si próprios (o meu favorito foi a nossa solista, que meteu a cabeça dentro de embrulhos de Natal, com luzinhas a piscar à volta).

Outro dos momentos altos da festa foi a leitura das nossas respostas, arranjadas num texto muito bem composto que nos fez sorrir e soltar uma ou outra lágrima: ouvindo o que alguns têm encontrado de bom neste estranho tempo, sorrindo com os desejos mais divertidos, rindo com os animais malucos que inventaram. 

No fim cantámos da mesma maneira que temos ensaiado ao longo de todos estes meses: o pianista a tocar a peça, e nós a cantar com ele, cada um em sua casa. Entoámos uma canção de Natal da RDA que eu não conhecia, e é muito bonitinha:


As pessoas foram saindo a pouco e pouco, até que ficou apenas um pequeno grupo a saborear até ao último momento o copo de vinho e a presença dos outros. 

Nunca pensei que uma festa de Natal no zoom me pudesse deixar com o coração tão cheio. 
E já combinámos que na próxima festa - que será com certeza ao vivo! - vamos repetir o jogo dos objectos. 


20 novembro 2020

a época delas




Está oficialmente aberta a época de me arriscar a apanhar uma gripezinha qualquer, por interromper o pequeno-almoço para ir tirar fotografias no terraço - descalça e em camisa de dormir.











14 janeiro 2020

à espera

Outras pessoas esperam pelo Godot, eu espero que o cenário do meu pequeno-almoço desenvolva as suas potencialidades para vos dar a fotografia non plus ultra...
Descalça, em pijama, com a porta do terraço aberta.
Se apanhar uma constipação, a culpa é vossa.



Esta janela iluminada fascina-me. Infelizmente, desta vez o vizinho apagou a luz antes de o dia nascer. Estava a contar com melhores condições de luminosidade para tirar uma fotografia mais bonita, mas o vizinho não cumpriu a parte dele...


Agora começa a melhorar:



 

Os patetas dos meus vizinhos, se haviam de construir casas térreas baixinhas e confortáveis para a terceira idade, não: fizeram-nas quase tão altas como a minha, com telhados e chaminés que estorvam imenso a ilusão de amanhecer no Kruger. Humpf!


Mais do mesmo:





 
E agora com licencinha, o resto do amanhecer vai ter de de desenrascar sem mim.
Bom dia a quem passar por aqui!
(Vá, e aos outros também )




29 novembro 2018

a verdadeira artista...

Não é que a gente se levante realmente cedo. O sol é que chega tarde ao nosso dia, aqui perto da Sibéria.

Pelo que esta manhã, ao pequeno-almoço, reparei que o amanhecer ia ser especial, fui buscar a máquina fotográfica, e comecei a ir de cinco em cinco minutos à varanda para tirar fotografias.
Em camisa de dormir (de Verão) e descalça.

Se me der uma coisa má, é porque sou a Madame Curie da fotografia. A verdadeira artista. :)

 



06 abril 2017

drama queens

Esta manhã, as nuvens fartaram-se de me fazer cenas. O que eu gosto de dramas ao pequeno-almoço...
Depois desapareceram - as inconstantes.


 
   


04 abril 2017

previsão metereológica: nem no fim do jogo!

 


Estou desde as sete da manhã sem conseguir perceber se hoje está de chuva, ou quê.
("Quê", é isso. Hoje o tempo está completamente quê.)
(Mas continuo sem saber se devo levar o guarda-chuva quando sair, ou - lá está - quê.)