14 abril 2026
para que serve o facebook
31 março 2026
o que somos
26 fevereiro 2026
nota mental
Trago do meu mural de facebook:
"Argumenta que os chocolates fazem bem à saúde mental e deviam ser comparticipados pelo SNS pois poupavam-se gastos em medicamentos para a dita saúde . Ela que passe uma receita a ver se resulta..."
"Leva-lhe um Tony's, ela vai perceber-te"
"O cacau é um fruto. Estou de dieta."
15 dezembro 2025
para reequilibrar a percepção do mundo
14 dezembro 2025
sobre o poder de escolher (aviso já: estou a brincar!)
15 novembro 2025
em bicos de pés
13 novembro 2025
mais queixas
Ontem, o telemóvel ouviu que estávamos a falar em comprar um pinheirinho de Natal como deve ser, com o seu aroma a floresta, e mais as velas de cera de abelha, e os pássaros de vidro checos, e tudo. É que vamos ter um convidado especial, directamente vindo da Trumpsilvânia(*), e queremos impressioná-lo e mostrar-lhe como tudo é lindo e aprazível aqui no nosso continente onde impera o comunismo. Mas não gostamos nada da ideia de comprar uma árvore para deitar fora logo a seguir (nós, os da seita do clima, somos assim).
Como ia dizendo: ontem, o telemóvel ouviu a conversa em português, e esta madrugada já me estava a informar em alemão que é possível comprar um abeto anão no vaso, com links e preços e tudo. Só cresce até 1,5 m, pode passar o ano todo na varanda, e no Natal vem para dentro de casa, e todos são felizes para sempre.
Agora, digam-me cá como devo reagir.
É que devia ficar chocada e aterrorizada por isto estar a acontecer, mas a verdade é que me sinto grata e muito tentada a aceitar a sugestão.
Será síndrome de Estocolmo?
[ pssst, ó telemóvel: se me dissesses onde arranjar mais pássaros de vidro com plumas na cauda, sem ter de ir ao mercado de Natal de Erfurt ali por volta de 2005, agradecidinha! ]
(*) o seu a seu dono: quem me dera ter inventado esta piadinha da Trumpsilvânia, mas não - ouvi-a à Nina Hagen, pouco depois de Trump ter ganho as eleições pela primeira vez.
10 novembro 2025
queixinha
19 outubro 2025
entardecer
01 março 2025
desabafo
18 fevereiro 2025
chuva de estrelas
07 fevereiro 2025
fazê-lo pagar
23 janeiro 2025
adeus twitter
19 janeiro 2025
viver na internet
27 junho 2024
ser feliz todos os dias
01 dezembro 2023
atrasos
Todos os dias publico na Enciclopédia Ilustrada a "palavra mágica" para o dia. Devia ser às 9 da manhã (minhas 10), mas poucas vezes consigo fazê-lo à hora certa. E quase sempre escrevo um comentário a explicar o motivo do atraso. Ontem, foi este: Bom dia. Estou aqui a pensar que desculpa dar para este atrasinho. Acho que vou escrever aqui uma série delas, e vocês sirvam-se à vontadinha (escolha múltipla):
- Tive de passar a ferro logo de manhãzinha (não perguntem) e para isso liguei a mediateca para ver o noticiário de ontem, que não pude ver por causa de termos passado o filme "Índia" no festival, e enquanto houve noticiário fui passando a ferro e dobrando roupa, e quando aquele acabou começou o do dia anterior, que também estava muito interessante, e eu sempre a passar, sempre a dobrar...
- Levei o Fox ao lago, e como nevou imenso fui andando mais devagar, com medo de escorregar nas placas de gelo que às vezes estão por baixo da neve fresquinha.
- Além disso, fui a conversar com uma vizinha que deve ficar muito irritada com as minhas perspectivas esquerdistas sobre quase tudo. O tema da discórdia de hoje era sobre o direito dos herdeiros das casas antigas do nosso belo bairro residencial a ganhar uns bons milhões para trocar as casas antigas por prédios horrorosos de apartamentos de luxo que acabam por transformar as poucas casas originais restantes em objectos anacrónicos e deslocados na paisagem. E como eu insistia na minha, e ela insistia na dela, a discussão demorou mais do que devia (caramba, não sei porque é que não me deixam logo ganhar estas discussões! É uma questão de eficiência: quanto mais depressa me derem razão, mais cedo podemos ir todos à nossa vida!)
- Cheguei a casa depois do passeio do Fox e lembrei-me daquela roupa que deixei a lavar de noite, e fui estendê-la.
- Liguei o computador, fui ver se havia alguma coisa interessante e urgente para ler. Havia. 🙂
29 novembro 2023
gatos e flores
Tenho andado muito calada por aqui porque por estes dias tenho andado a dar água sem caneco no Portuguese Cinema Days in Berlin e, lamentavelmente, não consigo dar água sem caneco em todos os lugares ao mesmo tempo. O festival está a correr muitíssimo bem e já nos deu muitas alegrias (à equipa que o prepara e ao público), mas também me faz correr ainda mais do que o habitual.
Quando tiver tempo, virei cá com mais vagar. Hoje conto apenas que, por burrice do algoritmo do facebook, o fantástico grupo Enciclopédia Ilustrada está em risco de ser eliminado. E lá se vai um arquivo com oito anos de publicações sobre a "palavra mágica" de cada dia, feitas por gente com formação, sensibilidade e experiências de vida extraordinárias.
Para assinalar o perigo, ontem propus que o tema fosse "gatos e flores". Tentando evitar assuntos fracturantes...
E depois, por brincadeira, publiquei isto:
Com esta é que aposto que ninguém contava: aqui está um prato que junta #gatos_e_flores.
07 novembro 2023
lenha para a fogueira
Como ficaria o mundo se não houvesse redes sociais? Pessoalmente, eu perderia imenso. Mas: e o mundo?
Por estes dias, fujo do twitter. De cada vez que lá vou, encontro-o cheio de ódio, e de manipulações que excitam o ódio.
Ontem, por exemplo: na Alemanha, o escândalo do dia era um infantário que queria mudar o seu nome. De "Anne Frank" para "Descobridores do Mundo" (em alemão soa de forma muito positiva: abertura, curiosidade pelo mundo, iniciativa, dinamismo, etc.)
Esta decisão vem já do início deste ano, como parte de uma reformulação geral do funcionamento do infantário. Queriam ter um nome mais adequado a crianças daquela idade, e que estivesse ligado ao novo projecto pedagógico. Além disso, segundo a directora, os pais estrangeiros não se identificavam com este nome. ("Por que no te callas?", como dizia o outro.)
Lembraram-se de trazer o assunto para a ribalta justamente agora, num momento em que os judeus em todo o mundo se sentem ameaçados, em que o anti-semitismo na Alemanha é um tema central e o debate está a ser conduzido no sentido do reforço desenfreado de um primo daquele: o anti-islamismo.
Por estes dias, o caso apareceu posto nestes termos: "De repente, querem tirar 'Anne Frank' do nome de um infantário alemão!" (este "de repente" foi, como é óbvio, uma invenção do venenoso Bild), "Para não incomodar os imigrantes, querem outro nome" e, porque para o ataque ser completo ainda faltava reforçar a imagem negativa das regiões da antiga RDA, "na região onde em tempos um bando de neonazis queimou o Diário de Anne Frank".
Claro que o twitter foi ao rubro. E até os jornais sérios perderam o pé num finca-pé desnorteado.
Dá vontade de perguntar se está tudo maluco. Mas é pior: está tudo com vontade de acreditar nas piores maluquices, e de as ir atirar para as redes sociais com o prazer de quem mantém viva uma fogueira.
Ontem à tarde veio a notícia de que se recuou na decisão: de momento, o nome não muda. O que me parece mal.
Fosse eu o presidente da Junta daquela terra, e mudava. Miúdos de 3 anos - alemães ou não - não têm de ser confrontados com a tragédia de Anne Frank. Em troca, dava o nome "Anne Frank" a uma rua, a um hospital, a um liceu. Tirava de um lado, multiplicava do outro.
Aliás: para bem ser, como sinal de solidariedade para com os judeus alemães que neste momento se sentem isolados e à mercê do ódio, esta era a semana em que, em cada cidade alemã, se mudava o nome de uma rua, de um centro de dia, de um hospital. Infelizmente, nomes é algo que não falta: Anne Frank, Etty Hillesum, Janusz Korczak, e tantos outros. E em cada cidade haveria uma escola que esta semana ganhava o nome de alguém que se elevou acima do horror do seu tempo pelo exemplo de coragem ética: Sophie Scholl, Irena Sendler, Aristides Sousa Mendes, entre - felizmente! - muitos outros.
Esta parte, seria fácil. Apesar do que se diz nas redes sociais, sobre este assunto há um consenso vasto. E o país está a precisar de se unir em torno de iniciativas com este simbolismo.
Mais complicado seria tentar um olhar mais abrangente: uma Rua da Naqba, uma Praça de Gaza, um Hospital dos Mártires da UNRWA, uma escola Iqrit e um liceu Bir Am.
A ausência de consenso sobre isto é, também, lenha altamente indendiária para a fogueira que está a devorar a paz social.
13 setembro 2023
coisas da minha vida
Esta manhã atrasei-me mais de hora e meia a publicar o post com o tema do dia na Enciclopédia Ilustrada, o que deixou as pessoas preocupadas - e bem tinham razão para isso, porque à hora a que se começaram a preocupar já eu estava com os nervos em fanicos.
O caso é que hoje ainda tinha mais que fazer que de costume, porque tinha de fazer de taxista para o Joachim e a seguir tinha de ir ao hospital, como faço todos os anos, para os médicos verificarem se ainda estou viva.
Comecei a adiantar trabalho às seis da manhã, depois fui fazer de táxi, depois fui para o hospital, onde costuma ser assim: tiro uma senha, espero imenso tempo, atendem-me, mandam-me esperar à porta do médico, espero imenso tempo, sou atendida pelo médico e enviada para a sala de espera do ultra-som, espero imenso tempo, outro médico faz-me o ultra-som e manda-me para o laboratório, espero imenso tempo, tiram-me o sangue e vou-me embora.
Tencionava publicar o post com o tema do dia numa dessas cenas de esperar imenso tempo, mas hoje não esperei tempo nenhum. Tirei a senha, fui chamada, fui enviada para a médica, ela chamou-me logo e levou-me logo para o ultra-som onde fui imediatamente atendida e logo a seguir tiraram-me o sangue. Nem dava tempo para sentar, quanto mais para escrever.
Até aqui, até parece que estava tudo a correr bem. O problema: era o primeiro dia da médica naquele serviço. Não se dava bem com o sistema informático, não sabia o que tinha de fazer, com o nervoso dizia piadinhas e ria-se sozinha, perguntou pelo menos cinco vezes se eu ia lá todos os anos, etc. E eu a ver o tempo passar. Finalmente levou-me para o ultra-som, e eu a pensar "ok, escrevo agora enquanto espero para me fazerem este exame, só tenho 8 minutos de atraso, eles estão tão habituados que nem vão reparar". Mas, oh, tragédia!, quem ia fazer o exame era ela. E nunca tinha feito antes. Um colega estava ali a explicar, com toda a calma, como se fazia. E ela cada vez mais nervosa, no limite do ataque de nervos (sei, porque disse muitas vezes Scheiße à minha frente), e eu também a ver o tempo a passar, ai é hoje que me desgraço, etc., e a pensar: será que os dois médicos levariam a mal se eu pedisse para interromperem um minutinho o exame enquanto eu escrevo rapidamente um post no facebook?
Ao fim de uma infinidade de tempo ela deu o exame por terminado, e garantiu-me que ainda estou viva, Mas confesso que não sei se acredite, porque foram pelos menos 10 Scheiße. No próximo ano, veremos.
Saí dali a pensar que finalmente tinha um tempinho para escrever o post enquanto não me chamavam para tirar sangue, mas...
- Frau A... A... Ara... iu, kommen Sie bitte!
Quando a enfermeira me espetou a seringa, o sangue jorrou com tanta força e em tal quantidade que até parecia que estávamos em Anadia (*).
(*) Alusão a um acidente na Anadia, quando o rebentamento de um tanque numa destilaria provocou um autêntico rio de vinho. Dois milhões de litros foram derramadas na estrada.
07 junho 2023
"Bimba" e "Lola" na cozinha
*** E assim vai a vida. Acho que vou comprar a Bimby, mas primeiro tenho de ver que banco assalto, e depois tenho de ver como a escondo da minha amiga que tem tanta razão... ;)











