Faz hoje 3 anos que escrevi este apontamento:
Hoje esteve um dia lindo. Nuvens enormes entrecortadas de sol e céu
azul. Aquela luz maravilhosa que antecede o temporal. Andei por aí, de
lago em lago, a fotografar em estado de exaltação e a perguntar-me que
bem terei eu feito na vida para merecer isto tudo. Foram 330
fotografias, depois mostro algumas.
Ao regressar a casa a vizinha
viu-me e convidou-me para um café, e levei bolo de chocolate que tinha
em casa. Daí a bocadinho vimos passar o Fox com a sua cauda farfalhuda espetada
no ar - tão querido, o Fox. O Matthias apareceu a seguir, ia levá-lo ao
lago. A vizinha abriu a porta e perguntou ao Matthias se também queria
um café, e ele respondeu da rua que não podia, obrigado, etc. - parecia
aquelas conversas calorosas de aldeia, da rua para dentro de casa.
Foram, voltaram, o Fox parou em frente ao portão a olhar para nós ainda
de volta do café e do bolo, "então, não me querem deixar entrar?"
Combinei com a vizinha que um dia destes marcamos uma data para todas as
pessoas da rua porem à porta os rebentos do jardim que não quiserem,
para os vizinhos levarem para o jardim deles.
Disse-lhe que já
estou toda contente a pensar nas batatas azuis que vou ter, nas
framboesas, nos tomates, nas abóboras. Ela disse:
- Ainda demora algum tempo.
- Mas já estou contente agora.
Vivo no centro de Berlim ocidental, rodeada de lagos, numa aldeia. Numa bolha.
Cuidado comigo, hoje estou hipersensível.
Garanto que nunca na vida fiz tanto bem para merecer isto tudo.
---
Foi na altura em que a água dos lagos gelava e degelava, criando texturas incríveis. Alguns exemplos da colheita desse dia:
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21 fevereiro 2020
23 agosto 2018
tomates (1)
De cada vez que vou ao quintal buscar o necessário para o jantar lembro-me daquele dia em que estava na nossa casa no Minho, e por me ter dado a preguiça de ir ao supermercado comprar alguma coisa para o almoço, fiz com o que a terra tinha para dar nesse dia: sopa de beldroegas, arroz de tomate e pimento, ovos estrelados.
A Christina, que teria uns oito anos, perguntou:
- Fizeste o nosso almoço sem ir comprar nada?
- Fiz.
Olhou para o prato, olhou para mim, e exclamou com os olhos enormes de surpresa:
- Mãe! Nós somos ricos!!!
Todos os dias ao fim da tarde, quando ponho na mesa um jantar feito quase só com produtos da hortinha, é nisso que penso: nós somos ricos!
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11 julho 2018
dilúvio, relâmpagos, óptimo!
Eu devia ter desconfiado, quando num passeio de barco no domingo que passou deparei com esta arca de Noé pronta a partir. O dilúvio chegou hoje, está aqui em Berlim. Com relâmpagos, granizo, tudo o que faz parte.
Não sei o que vai acontecer a seguir, não sei se o senhor da arca se lembrará de vir cá dar-me uma boleia, mas uma coisa é certa: hoje não preciso de regar o jardim. E amanhã também não.
Óptimo, óptimo!
Não sei o que vai acontecer a seguir, não sei se o senhor da arca se lembrará de vir cá dar-me uma boleia, mas uma coisa é certa: hoje não preciso de regar o jardim. E amanhã também não.
Óptimo, óptimo!
Estas fotos eram para mostrar a chuva, mas aproveito para contar que devo ter umas quinze qualidades diferentes de tomate nas varandas, mais aquele vaso onde crescem duas meloas, mais o pimento vermelho que já nasceu (e espero que nasçam muitos mais, porque se contar o preço da terra e da planta dá um custo demasiado alto per capita), mais as - pasmem, que eu também pasmei - batatas que estão a crescer no vaso da roseira. Tudo isso sem contar com tudo o que está a crescer no talhãozinho de quinta por trás da casa. Esta é a altura do ano em que olho para uma courgette amarela, dois pepinos, uma promessa de feijão, uns pés de batata e milhentos de tomate e encho o peito de ar e satisfação, sentindo-me intensamente rica.
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05 julho 2018
calor
Partilhei esta imagem há três anos, e bem posso repeti-la hoje. O noticiário informou que a Alemanha está perante a maior seca das últimas cinco décadas. Mostraram agricultores a queixar-se que vão perder metade da colheita. Eles e eu! Até estou a pensar pedir uma ajuda ao Estado por causa do meu microfúndio berlinense. Apesar de estar a ficar uma especialista em dilúvios várias vezes por semana, metade das ameixas e das maçãs estão no chão. E desconfio que o que gasto em água no tomatal dava para os comprar ao quilo na melhor loja biológica da cidade.
Com tanto calor, o que nos vale é o lago. Ao fim da tarde vamos dar um mergulho para refrescar.
Ou melhor: a ideia é ir dar um mergulho para refrescar, mas as árvores frondosas do caminho já nos refrescam de tal modo que ao chegar lá quase nem apetece. O Joachim atira-se logo, e nada meio quilómetro enquanto eu fico ali, vou?, não vou?, até que finalmente me decido - e me arrependo do tempo todo que estive para me decidir. Isto dava uma metáfora para uma coisa qualquer, mas está demasiado calor para pensar nisso.
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06 maio 2018
atraso de vida
Estava aqui tão sossegadinha a fazer planos para passar um domingo na
horta (plantar os pés de tomate, mais os de pepino e os de pimento,
deitar na terra sementes de abóbora e assim) e toca o telefone. A
professora de zumba, a lembrar-me que hoje há aula (espertinha, ela!
prevenida. já sabe do que é que a casa gasta).
E lá vou eu.
Maldito fitness. Pode ser que me dê muita qualidade de vida daqui a cinquenta anos, mas já me estragou a manhã de domingo.
E lá vou eu.
Maldito fitness. Pode ser que me dê muita qualidade de vida daqui a cinquenta anos, mas já me estragou a manhã de domingo.
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20 abril 2018
promessas
Promessas de damascos.
Será que as árvores têm dores de parto quando dão estas flores à luz? Será que sentem prazer?
Será que não sentem nada? Será que as flores rebentam e abrem como as unhas me crescem a mim, "que chatice, tenho de as ir cortar outra vez", e pronto, olha, fez-se primavera - será isso?
Em todo o caso: fez-se finalmente primavera.
As tulipas já estão em festa, o damasqueiro já prometeu, agora prometem a macieira e as cerejeiras. Ainda espero sinais do marmeleiro, das ameixoeiras. Hoje andei a regar os exageros de pés de morangos e de framboesas que rebentam da terra por entre as folhas que sobraram do outono.
Estou quase quase a encomendar os pés de tomate - de todas as cores, grandes e pequenos, como os que tantas alegrias me deram no ano passado. E as batatas azuis. Este ano vou tentar ter batatas azuis a crescer em sacos pretos na varanda.
(Agarrem-me, que este blogue corre o risco de se tornar a filial berlinense do Almanaque Borda d'Água.)
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02 dezembro 2017
Ideiafix
Esta manhã levei o Fox a passear na floresta de Grunewald, que é, a bem dizer, por trás da minha casa.
Entretida a fotografar umas casinhas encostadas aos troncos das árvores, pensando que seriam obra dos miúdos do infantário da floresta (sim, há infantários que funcionam na floresta: juntam os miúdos na paragem de autocarro, e passam a manhã inteira ao ar livre, sem livros nem brinquedos, faça o tempo que fizer), não dei conta do que se estava a passar bem perto. Às tantas, o Fox começou a olhar atentamente numa direcção, e daí a nada largou a correr como um maluco. Parecia uma cena do Ideiafix: pai, mãe, filhos, primos e tios javalis a correr em fila pelo caminho adiante, e o Fox a correr atrás deles todos. Contei oito, mas penso que o grupo era maior. E o último da fila era mesmo muito grande. Não fotografei, mas podem crer que não vos estou a enganar. Aliás: não ter tirado fotografias é a prova provada de que eles passaram demasiado perto - fiquei cheia de medo que um dos machos se virasse para trás e corresse atrás do Fox, e o maluco do cão fugisse na minha direcção. Ainda sobrava para mim.
Decidi que só volto àquela floresta depois de aprender a subir muito depressa a árvores de tronco liso e húmido.
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01 outubro 2017
nós somos ricos
Uma vez há muitos anos, de férias na nossa "quintinha minhota", por preguiça de ir ao supermercado resolvi desenrascar o almoço com o que tinha por ali: apanhei beldroegas, tomates e pimentos no campo, levei dos cobertos algumas batatas e cebolas da vizinha, ovos da capoeira.
Sopa, arroz de tomate e pimentos e ovos estrelados.
À mesa, a Christina perguntou:
- Fizeste isto tudo sem ir ao supermercado?!
- Fiz.
- Ooooh... então nós somos ricos, mãe!
Ontem fui à minha "quintinha berlinense", o talhão de jardim por trás da casa, e fiz esta colheita: tomates de oito tipos diferentes, feijão verde e amarelo, batatas azuis, menta e hortelã, pimentos vermelhos e laranja, marmelos, courgettes.
São uns oitenta metros quadrados de terra-areia, esta triste terra berlinense, e dão-me uma reconfortante sensação de abundância. Nós somos ricos!
12 junho 2017
garota de Ipanema
A vizinha bateu à minha porta, já vinha de fato de banho. Por causa do calor insuportável, recebi-a em trajes menores: uma combinação branca de linho bordada, daquelas que as nossas avós usavam há cem anos. Sabiam muito, as nossas avós.
"Queres ir ao lago?"
"Claro que sim!" - em menos de um minuto desarranjei-me e saí com ela pela rua. Mais à frente, parámos a convidar os vizinhos que estavam alapados no jardim. Mais uma campainhada à esquerda e outra à direita, e formou-se um grupo de mulheres em fato de banho, toalha à volta do corpo, e chinelos de dedo. Elas é que iam assim - a minha vizinha e eu, que já somos profissionais disto, temos um vestido e umas sandálias de ir ao lago.
Contei-lhes de quem mora perto da praia no Rio de Janeiro, e vai pela rua em biquíni e páreo. Concluímos: "somos as garotas de Ipanema!"
Muitas gargalhadas no princípio da tarde de domingo na ruas sossegadas do meu bairro, à sombra das árvores frondosas.
Depois entrámos na água fresca - e que bem nos soube! - e elas foram dar a volta ao mundo. Eu fiquei por ali a nadar em estilo livre sem sair do sítio, para não me afastar demasiado do Fox. O verde da vegetação banhava-se nas covas largas da água, e as flores brancas dos nenúfares erguiam-se sobre mim. Tenho de arranjar maneira de levar uma boa máquina fotográfica para debaixo da água.
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09 junho 2017
bad vibes
A festa de vizinhos da minha rua vai na terceira edição, e começou a dar problemas, porque metade dos organizadores querem que isto permaneça um simples convívio de vizinhos (com cerveja e salsichas grelhadas, e um pequeno palco para o pessoal da rua vir mostrar o que sabe - desde o pequenito de fraldas a cantar o hino do clube do pai dele até às bandas das pessoas que aqui vivem) e outros querem uma coisa cada vez mais em grande. Na última reunião, um dos vizinhos disse que a sua banda não pode actuar, mas que arranjou em troca quatro bandas que vêm tocar de graça, e "só" tínhamos de pagar os 500 euros para a técnica. Ainda tentei argumentar que isso nos afasta do espírito da festa, e que eu quero conversar e saltar à corda com os vizinhos, não quero passar a tarde a ouvir bandas, e patati patata, mas eles estavam eufóricos com a ideia de ter quatro bandas a actuar de graça, e eu, num daqueles meus momentos de pura patetice, cedi à vontade da maioria.
Depois caí em mim, e comecei a fazer contas. Se isto correr mal, é bem capaz de custar 100 ou 200 euros, ou mais, a cada família. Sem contar as multas que nos arriscamos a apanhar se correr tão mal que nos venham chatear por termos organizado um grande evento sem ter obtido todas as autorizações necessárias, desde "uso do espaço público" até "venda de bebidas", passando pelo ruído, e pelos regulamentos sanitários para servir comida (e ainda bem que a ASAE alemã é um bando de dorminhocos - fosse com a ASAE portuguesa, e estávamos feitos ao bife).
De modo que, quando caí em mim, escrevi a todos dizendo que tínhamos de pensar melhor a decisão, e que espalhar por aí flyers a dizer que vamos ter comidas, bebidas e muitas bandas é andar a oferecer de bandeja centenas de provas a um eventual inimigo, e que não quero pagar do meu bolso, e que só participo nisto depois de saber quem se assume como responsável caso as autoridades venham cá investigar o que andamos a fazer.
Desde então, ouvi de tudo: que não custa nada cada um pagar 100 euros, que escuso de complicar o que é simples, e que vai correr tudo bem, e que ando a espalhar bad vibes.
Bad vibes! Bad vibes!
Em primeiro lugar: no meu tempo isto chamava-se Gestão dos Riscos e dos Custos.
Em segundo lugar: como se atrevem a dizer "bad vibes" a uma gaja do Porto, fuôssssca-se?!!! É que não admito! Podem-me chamar tudo, mas "bad vibes" não admito!
É que, de cada vez que falo disso, entaramelo-me toda: vad bives, vad vives, bad bibes, bad bives.
Depois caí em mim, e comecei a fazer contas. Se isto correr mal, é bem capaz de custar 100 ou 200 euros, ou mais, a cada família. Sem contar as multas que nos arriscamos a apanhar se correr tão mal que nos venham chatear por termos organizado um grande evento sem ter obtido todas as autorizações necessárias, desde "uso do espaço público" até "venda de bebidas", passando pelo ruído, e pelos regulamentos sanitários para servir comida (e ainda bem que a ASAE alemã é um bando de dorminhocos - fosse com a ASAE portuguesa, e estávamos feitos ao bife).
De modo que, quando caí em mim, escrevi a todos dizendo que tínhamos de pensar melhor a decisão, e que espalhar por aí flyers a dizer que vamos ter comidas, bebidas e muitas bandas é andar a oferecer de bandeja centenas de provas a um eventual inimigo, e que não quero pagar do meu bolso, e que só participo nisto depois de saber quem se assume como responsável caso as autoridades venham cá investigar o que andamos a fazer.
Desde então, ouvi de tudo: que não custa nada cada um pagar 100 euros, que escuso de complicar o que é simples, e que vai correr tudo bem, e que ando a espalhar bad vibes.
Bad vibes! Bad vibes!
Em primeiro lugar: no meu tempo isto chamava-se Gestão dos Riscos e dos Custos.
Em segundo lugar: como se atrevem a dizer "bad vibes" a uma gaja do Porto, fuôssssca-se?!!! É que não admito! Podem-me chamar tudo, mas "bad vibes" não admito!
É que, de cada vez que falo disso, entaramelo-me toda: vad bives, vad vives, bad bibes, bad bives.
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19 setembro 2015
visto de cima, o meu jardim quase parece um quadro do Mondrian
Esta manhã a minha vizinha trouxe-me um carrinho de mão cheio de flores para o meu jardim. Fui-lhe devolver o carrinho com a terra que se soltou (que a terra é cara, eu bem sei a como vendiam o m2 nesta rua) e ela deu-me mais um torrão de margaridas. Veio comigo, para ver como as outras já estavam bonitas no canteiro, e depois fomos a casa dela buscar uns catálogos de trepadeiras. A seguir ela veio ver as clematites que plantei ontem. De tanto andarmos ó pra trás e ó prá frente, ainda vamos fazer sulcos no passeio.
À tarde fui comprar uma figueira. Uma figueira em Berlim: é o que vos digo, nesta cidade há malucos para tudo. Daqui a vinte anos logo direi se resultou ou não. Caí na asneira de perguntar ao senhor do horto o que pensava de fazer uma sebe ao longo da rua com árvores de fruta em coluna (será que é este o nome certo, em Portugal?), e zimbas: saí de lá com cinco delas: pera-nashi, maçãs vermelhas, damascos, diospireiro ("portugiesisch"! - tinha de comprar, claro!), e uma que eu pensei que era de nêsperas (e fiquei toda contente) mas é nespereira-europeia, o que não é nada a mesma coisa, de modo que amanhã vou lá tentar trocar por abrunhos.
Na próxima semana tenho de encomendar uns belos metros cúbicos de boa terra para substituir o solo arenoso de Brandeburgo, depois faço a tal sebe com árvores de frutas variadas com 1 m de diâmetro e 2 m de altura. E daqui a vinte anos voltamos a falar, e eu conto se foi boa ideia.
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17 setembro 2015
viver no campo
O dia amanheceu com efeitos especiais, e a garantir chuva da grossa.
Mas afinal apenas chuviscou um pouco, e desde então parece Agosto. Já nem no céu alemão se pode confiar? A culpa deve ser dos muçulmanos, ouvi dizer por aí que onde se instalam mudam tudo...
Tanto melhor: enfiei os pés nas galochas e fui para trás da casa plantar vinha virgem. São 22 pés, ainda só plantei sete e já estou com as costas num oito. Mas agora cheguei à parte fácil. O Fox parece que quando for grande quer ser engenheiro de obras públicas, tem andado a treinar a escavação de túneis. Já tem uma boa dúzia de buracos profundos, e a terra está solta, sem ervas. Meu rico Fox!
De galochas e vestido florido, até me sinto uma camponesa soviética. Só me faltam os músculos, o ar sadio, e as canções.
E lá vou eu outra vez para as grandes conquistas do proletariado e da vinha virgem.
(Enquanto cavava ocorreu-me que na Europa há segundas residências em número suficiente para alojar todos os desalojados do mundo: diz que são 60 milhões, e tenho a certeza que na Europa há muito mais que isso em casas que ficam vazias praticamente o ano inteiro. Acho que vou devolver aquelas galochas, andam-me a dar ideias perigosas...) (ai, se calhar a culpa não é das galochas, vai-se a ver e às tantas é dos muçulmanos...)
(Enquanto cavava ocorreu-me que na Europa há segundas residências em número suficiente para alojar todos os desalojados do mundo: diz que são 60 milhões, e tenho a certeza que na Europa há muito mais que isso em casas que ficam vazias praticamente o ano inteiro. Acho que vou devolver aquelas galochas, andam-me a dar ideias perigosas...) (ai, se calhar a culpa não é das galochas, vai-se a ver e às tantas é dos muçulmanos...)
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