08 abril 2026

acudam, que não percebo nada de Biologia!

 

Bom. Nem sei se vos diga, se vos conte. Fui meter dois pés de ruibarbo na terra
(eu não planto, eu meto para lá, e fico à espera que o divino faça a sua parte do milagre, que da minha parte já fiz o milagre de arranjar tempo para ir meter aquilo na terra)
e o chão estava cheio de abelhas aos pares. Ainda pensei que fosse um enxame tresmalhado, mas não. Andavam por ali, pelo meio das ervas e do musgo, muito animadas, aos pares. Deixei-as andar, que eu não sou de me meter nos assuntos dos outros, e além disso não estava a ver muito bem
(é cá um preconceito que tenho: não chegar demasiado perto das abelhas para as ver melhor)
fiz o que tinha que fazer, e voltei para casa. Ainda pensei fotografá-las, porque não tinha a certeza se seriam vespas ou abelhas. Eram mais redondas que vespas, mas um pouco diferentes das abelhas das nossas colmeias.
Depois de lavar as mãos, ajeitei o cabelo e... catrapum. Duas abelhas dessas enroladas caíram ao chão. Tinham-se metido no meu cabelo, as malandras! Caso para lhes dizer: arranjem um quarto.
Depois de acabarem o que estavam a fazer, separaram-se. Uma parecia mais cansadita que a outra. Ajudei-as a encontrar o caminho para a janela, e saíram ambas a voar.
Agora, o que gostava de perceber: da última vez que isto foi tema na minha cultura geral, era abelhinhas e florzinhas. Mas afinal há abelhas e abelhos? E andam assim enrolados uns com os outros na primavera? O bicho de baixo é sempre a abelha-rainha, ou quê, ou quê, ou quê?
Estava aqui tão bem, e de repente abro mais uma frente na guerra contra a minha imensa ignorância.

ADENDA: Deixo aqui um filme que torna o caso ainda mais estranho. É que... algo me diz que... enfim. Calateboca. Mas olhem para as antenas de uma e da outra e digam lá se vos ocorre alguma coisa que calateboca, mais uma palavrinha e ainda caímos todos no marxismo cultural, na ideologia de género, eu sei lá.

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