Bom. Nem sei se vos diga, se vos conte. Fui meter dois pés de ruibarbo na terra
(eu não planto, eu meto para lá, e fico à espera que o divino faça a sua parte do milagre, que da minha parte já fiz o milagre de arranjar tempo para ir meter aquilo na terra)
e o chão estava cheio de abelhas aos pares. Ainda pensei que fosse um enxame tresmalhado, mas não. Andavam por ali, pelo meio das ervas e do musgo, muito animadas, aos pares. Deixei-as andar, que eu não sou de me meter nos assuntos dos outros, e além disso não estava a ver muito bem
(é cá um preconceito que tenho: não chegar demasiado perto das abelhas para as ver melhor)
fiz o que tinha que fazer, e voltei para casa. Ainda pensei fotografá-las, porque não tinha a certeza se seriam vespas ou abelhas. Eram mais redondas que vespas, mas um pouco diferentes das abelhas das nossas colmeias.
Depois de lavar as mãos, ajeitei o cabelo e... catrapum. Duas abelhas dessas enroladas caíram ao chão. Tinham-se metido no meu cabelo, as malandras! Caso para lhes dizer: arranjem um quarto.
Depois de acabarem o que estavam a fazer, separaram-se. Uma parecia mais cansadita que a outra. Ajudei-as a encontrar o caminho para a janela, e saíram ambas a voar.
Agora, o que gostava de perceber: da última vez que isto foi tema na minha cultura geral, era abelhinhas e florzinhas. Mas afinal há abelhas e abelhos? E andam assim enrolados uns com os outros na primavera? O bicho de baixo é sempre a abelha-rainha, ou quê, ou quê, ou quê?
Estava aqui tão bem, e de repente abro mais uma frente na guerra contra a minha imensa ignorância.
ADENDA: Deixo aqui um filme que torna o caso ainda mais estranho. É que... algo me diz que... enfim. Calateboca. Mas olhem para as antenas de uma e da outra e digam lá se vos ocorre alguma coisa que calateboca, mais uma palavrinha e ainda caímos todos no marxismo cultural, na ideologia de género, eu sei lá.
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