Dear friends,
This week in Annapolis, US President George W Bush announced a fresh Middle East peace process. Israel and the Palestinian Authority will "make all efforts" to reach a final agreement by the end of 2008. More meetings are planned in Paris, Moscow and the region. But are these talks a major advance toward peace, or a dangerous smokescreen?
Today, we're launching a global interactive poll -- to see if we, citizens around the world, can do any better. Together we will decide the direction of a powerful global campaign on the Israeli-Palestinian conflict over the coming months, pressing leaders on all sides to make the changes necessary for peace. Just click below to participate in the poll (it should take around 3 minutes), or to view other people's responses:
http://avaaz-annapolis.questionpro.com
This poll will decide Avaaz's course on the Israeli-Palestinian conflict -- an urgent global crisis where hope may soon run out. Many diplomats are warning of "devastating consequences" if this peace process is not genuine. But each of us has the chance to make our voice heard, and to act.
There are already over one and a half million people in the Avaaz network. Coming together in this interactive poll, many thousands of us around the world can share our views and look for consensus on the way forward. Some discussions can be difficult. But it's important to have them, and to listen to each other, because then our campaigning together will become all the stronger.
The Israeli-Palestinian conflict is an old problem -- but we are a new global force for democracy. If we can no longer rely on the politicians, generals and diplomats, maybe people power can help tackle the dynamics that have undermined peace before. We can hold our leaders accountable for doing better. And if we agree a way forward, our campaigning could achieve a lot more.
It all starts with this interactive poll -- so click below to share what you think, and find out what others have said:
http://avaaz-annapolis.questionpro.com
With hope and determination,
Paul, Galit, Ricken, Graziela, Pascal and the rest of the Avaaz team
30 novembro 2007
29 novembro 2007
fotogarrafa
Conheço o Marcelo Min há anos. "Conheço" é uma maneira de dizer, acompanho-o pela internet e pelo que amigos comuns vão contando. Quando me apetece passear pela vida real, visito o Fotogarrafa: o Brasil nu, as pessoas olhadas com um misto de ternura e muito respeito.
É dele uma das minhas fotografias preferidas: "desobediência civil".

E muitas outras - é entrar e passear, ver a carecada na Amazónia, o campo de futebol encoberto pela poeira, a adolescente grávida a cheirar cola, a gente pobre cujo olhar atravessa a foto com tanta dignidade...
O Marcelo Min faz a fotografia e conta as histórias - das pessoas e do momento em que se encontraram.
E agora conta uma história especial: o nascimento do filho.
Aqui vai uma amostra:

"Dra. Andrea Campos, obstetra, observa o trabalho de parto da Lu. Nascer é a coisa mais simples do mundo. A doutora não usou anestesia, nem fez cortes, nem colocou "sorinho" na veia. Só esperou.
Apesar da Maternidade do São Luiz estar abarrotada de partos entre a quarta e quinta feira, 08/11, assim que a bolsa da Lu rompeu, em casa, conseguimos com a maior facilidade a única sala de parto normal (delivery). Dos 15 partos, somente o nosso foi normal. Quero dizer, pelo espanto das enfermeiras, a palavra "normal" por lá é sinônimo de cesária."
É dele uma das minhas fotografias preferidas: "desobediência civil".
E muitas outras - é entrar e passear, ver a carecada na Amazónia, o campo de futebol encoberto pela poeira, a adolescente grávida a cheirar cola, a gente pobre cujo olhar atravessa a foto com tanta dignidade...
O Marcelo Min faz a fotografia e conta as histórias - das pessoas e do momento em que se encontraram.
E agora conta uma história especial: o nascimento do filho.
Aqui vai uma amostra:

"Dra. Andrea Campos, obstetra, observa o trabalho de parto da Lu. Nascer é a coisa mais simples do mundo. A doutora não usou anestesia, nem fez cortes, nem colocou "sorinho" na veia. Só esperou.
Apesar da Maternidade do São Luiz estar abarrotada de partos entre a quarta e quinta feira, 08/11, assim que a bolsa da Lu rompeu, em casa, conseguimos com a maior facilidade a única sala de parto normal (delivery). Dos 15 partos, somente o nosso foi normal. Quero dizer, pelo espanto das enfermeiras, a palavra "normal" por lá é sinônimo de cesária."
26 novembro 2007
vigília no dia 29 de Novembro
Recebi, traduzo (parte do texto), repasso:
Amigos,
Na quinta-feira, 29 de Novembro, às 17:00, por ocasião do 60º aniversário do plano de partilha Israel-Palestina realizado pela ONU, faremos uma vigília na Brandenburger Tor/Pariser Platz.
Convidamos todos a participar nesta vigília.
Teremos um placard com 10 m de altura onde se verá um segmento de um muro e a frase
“Fim do muro israelita! Por uma paz justa entre Israel e a Palestina!”
Contamos com a participação de Reuven Moskovitz, um pacifista israelita.
O texto que se segue será distribuído nessa vigília e apresentado ao governo alemão.
(...)
29. 11. 2007: 60 anos do plano de partilha da ONU
Para uma Paz justa entre Israel e a Palestina
Há 60 anos, as Nações Unidas decidiram dividir entre judeus e palestinianos a região então sob administração britânica.
Anteriormente assistira-se a uma década de imigração de judeus, apoiada pelo movimento sionista. O domínio nazi da Alemanha e a consequente segunda guerra mundial, a par dos milhões de judeus vítimas do Holocausto, levaram a um enorme aumento na pressão para que os judeus sobreviventes emigrassem para a Palestina.
Contudo, havia um problema: há séculos que vivem naquela região palestinianos muçulmanos e cristãos, cujos direitos humanos e vitais têm de ser respeitados. Em 1947 viviam aí 1.300.000 palestinianos e 600.000 judeus.
A resolução 181, pela assembleia geral da ONU, em 29.11.1947, previa a criação de um estado judaico e outro palestiniano.
No entanto, para os palestinianos começou a destruição dos seus direitos humanos e vitais.
56% da região foi prometida aos judeus, 42% aos palestinianos.
Jerusalém deveria ficar sob administração da ONU. As regiões do país deviam ficar ligadas numa união económica de cariz federal.
Os palestinianos e os países árabes recusaram este plano de partilha. Seguiu-se, ainda antes da fundação do Estado de Israel, em 14 de Maio de 1948, a expulsão de centenas de milhares de palestinianos perpetrada por milícias sionistas, massacres da população e destruição de aldeias palestinianas
A 15 de Maio de 1948, os países vizinhos declararam guerra contra Israel.
Israel ganhou essa guerra e anexou mais terra palestiniana. Como resultado desta guerra, 800.000 palestinianos foram expulsos e muitos deles vivem ainda hoje em campos de refugiados nos países vizinhos; praticamente metade das aldeias palestinianas foram destruídas; Israel passou a dominar 78% do total da região anteriormente sob administração britânica.
Até hoje, o Estado Palestiniano prometido pela ONU não foi criado.
Na guerra dos seis dias, em Junho de 1967, Israel ocupou definitivamente a Cisjordânia, Jerusalém-Leste, os montes Golã e a Faixa de Gaza.
Há décadas que se realizam “negociações”: Camp David, Oslo, Cairo ou Scharm el Scheich são nomes que despertam esperança e desiludem. O „Road Map" do „Quarteto para o Médio Oriente" é há muito um beco sem saída. Tolerou a construção de colonatos ilegais, cujo número duplicou, a expulsão de pessoas e o confisco de terras, e a construção do chamado “muro de segurança”. Este muro, com 10 m de altura, contrário aos direitos humanos e dos povos, serve a continuação da política israelita de confisco de terras.
Os mais de 500 pontos de controle israelitas tornam quase impossível, para os palestinianos, o acesso aos campos, à água, às escolas, aos mercados e aos hospitais.
Uma rede de estradas autónoma, construída exclusivamente para os colonos israelitas e o exército, divide ainda mais o pequeno resto da região ocupada pelos palestinianos.
As condições de vida dos palestinianos sofreram uma degradação drástica.
Não passa um único dia sem ofensas aos direitos humanos perpetradas por Israel, tendo como consequência a depressão e a falta de perspectivas. Muitos abandonam o país.
Tal como a reconciliação entre Israel e a Alemanha foi e é uma obrigação para nós, alemães, do mesmo modo temos o dever de encontrar uma solução para os palestinianos, cuja expulsão é, também, consequência do Holocausto.
Chegou finalmente o momento de o Governo da Alemanha Federal e a União Europeia assumirem esta obrigação. A Alemanha, que assumiu a defesa dos Direitos Humanos, permanece em silêncio perante as ofensas a esses direitos nas regiões ocupadas.
Desafiamos o Governo Federal Alemão a:
- intervir activamente nas negociações de Paz entre Israel e a Palestina (a Iniciativa de Genebra, de 1.12.2003, é uma boa base para isso)
- tomar partido por uma Palestina viável, orientada pelas fronteiras de 1967,
- respeitar as decisões democráticas do povo palestiniano e dialogar com todas as forças políticas,
- assumir, à semelhança do que aconteceu no caso da guerra do Iraque, uma posição contra a actual política dos EUA, que no conflito Israel-Palestina se tem revelado muito parcial, e referir, nas relações especiais com Israel, as ofensas aos Direitos Humanos,
- pressionar para a destruição do muro, contrário ao Direito dos Povos, e dos colonatos israelitas nas regiões ocupadas,
- reconhecer o direito de regresso dos refugiados, garantido pelo Direito dos Povos, e procurar uma solução em acordo com ambas as partes,
Tudo isto foi formulado na oferta de Paz da Liga Árabe, de 28 de Março de 2007:
- Paz com Israel, com reconhecimento mútuo das fronteiras de 1967,
- relações diplomáticas, culturais e económicas,
- solução para a tragédia dos refugiados palestinianos, sem pôr em risco a estabilidade e a segurança de Israel.
Berlim, 29. Novembro de 2007
Ökumenisches Zentrum für Umwelt-, Friedens- und Eine-Welt-Arbeit
(Centro Ecuménico para Ambiente, Paz e Trabalho para Um Mundo)
Amigos,
Na quinta-feira, 29 de Novembro, às 17:00, por ocasião do 60º aniversário do plano de partilha Israel-Palestina realizado pela ONU, faremos uma vigília na Brandenburger Tor/Pariser Platz.
Convidamos todos a participar nesta vigília.
Teremos um placard com 10 m de altura onde se verá um segmento de um muro e a frase
“Fim do muro israelita! Por uma paz justa entre Israel e a Palestina!”
Contamos com a participação de Reuven Moskovitz, um pacifista israelita.
O texto que se segue será distribuído nessa vigília e apresentado ao governo alemão.
(...)
29. 11. 2007: 60 anos do plano de partilha da ONU
Para uma Paz justa entre Israel e a Palestina
Há 60 anos, as Nações Unidas decidiram dividir entre judeus e palestinianos a região então sob administração britânica.
Anteriormente assistira-se a uma década de imigração de judeus, apoiada pelo movimento sionista. O domínio nazi da Alemanha e a consequente segunda guerra mundial, a par dos milhões de judeus vítimas do Holocausto, levaram a um enorme aumento na pressão para que os judeus sobreviventes emigrassem para a Palestina.
Contudo, havia um problema: há séculos que vivem naquela região palestinianos muçulmanos e cristãos, cujos direitos humanos e vitais têm de ser respeitados. Em 1947 viviam aí 1.300.000 palestinianos e 600.000 judeus.
A resolução 181, pela assembleia geral da ONU, em 29.11.1947, previa a criação de um estado judaico e outro palestiniano.
No entanto, para os palestinianos começou a destruição dos seus direitos humanos e vitais.
56% da região foi prometida aos judeus, 42% aos palestinianos.
Jerusalém deveria ficar sob administração da ONU. As regiões do país deviam ficar ligadas numa união económica de cariz federal.
Os palestinianos e os países árabes recusaram este plano de partilha. Seguiu-se, ainda antes da fundação do Estado de Israel, em 14 de Maio de 1948, a expulsão de centenas de milhares de palestinianos perpetrada por milícias sionistas, massacres da população e destruição de aldeias palestinianas
A 15 de Maio de 1948, os países vizinhos declararam guerra contra Israel.
Israel ganhou essa guerra e anexou mais terra palestiniana. Como resultado desta guerra, 800.000 palestinianos foram expulsos e muitos deles vivem ainda hoje em campos de refugiados nos países vizinhos; praticamente metade das aldeias palestinianas foram destruídas; Israel passou a dominar 78% do total da região anteriormente sob administração britânica.
Até hoje, o Estado Palestiniano prometido pela ONU não foi criado.
Na guerra dos seis dias, em Junho de 1967, Israel ocupou definitivamente a Cisjordânia, Jerusalém-Leste, os montes Golã e a Faixa de Gaza.
Há décadas que se realizam “negociações”: Camp David, Oslo, Cairo ou Scharm el Scheich são nomes que despertam esperança e desiludem. O „Road Map" do „Quarteto para o Médio Oriente" é há muito um beco sem saída. Tolerou a construção de colonatos ilegais, cujo número duplicou, a expulsão de pessoas e o confisco de terras, e a construção do chamado “muro de segurança”. Este muro, com 10 m de altura, contrário aos direitos humanos e dos povos, serve a continuação da política israelita de confisco de terras.
Os mais de 500 pontos de controle israelitas tornam quase impossível, para os palestinianos, o acesso aos campos, à água, às escolas, aos mercados e aos hospitais.
Uma rede de estradas autónoma, construída exclusivamente para os colonos israelitas e o exército, divide ainda mais o pequeno resto da região ocupada pelos palestinianos.
As condições de vida dos palestinianos sofreram uma degradação drástica.
Não passa um único dia sem ofensas aos direitos humanos perpetradas por Israel, tendo como consequência a depressão e a falta de perspectivas. Muitos abandonam o país.
Tal como a reconciliação entre Israel e a Alemanha foi e é uma obrigação para nós, alemães, do mesmo modo temos o dever de encontrar uma solução para os palestinianos, cuja expulsão é, também, consequência do Holocausto.
Chegou finalmente o momento de o Governo da Alemanha Federal e a União Europeia assumirem esta obrigação. A Alemanha, que assumiu a defesa dos Direitos Humanos, permanece em silêncio perante as ofensas a esses direitos nas regiões ocupadas.
Desafiamos o Governo Federal Alemão a:
- intervir activamente nas negociações de Paz entre Israel e a Palestina (a Iniciativa de Genebra, de 1.12.2003, é uma boa base para isso)
- tomar partido por uma Palestina viável, orientada pelas fronteiras de 1967,
- respeitar as decisões democráticas do povo palestiniano e dialogar com todas as forças políticas,
- assumir, à semelhança do que aconteceu no caso da guerra do Iraque, uma posição contra a actual política dos EUA, que no conflito Israel-Palestina se tem revelado muito parcial, e referir, nas relações especiais com Israel, as ofensas aos Direitos Humanos,
- pressionar para a destruição do muro, contrário ao Direito dos Povos, e dos colonatos israelitas nas regiões ocupadas,
- reconhecer o direito de regresso dos refugiados, garantido pelo Direito dos Povos, e procurar uma solução em acordo com ambas as partes,
Tudo isto foi formulado na oferta de Paz da Liga Árabe, de 28 de Março de 2007:
- Paz com Israel, com reconhecimento mútuo das fronteiras de 1967,
- relações diplomáticas, culturais e económicas,
- solução para a tragédia dos refugiados palestinianos, sem pôr em risco a estabilidade e a segurança de Israel.
Berlim, 29. Novembro de 2007
Ökumenisches Zentrum für Umwelt-, Friedens- und Eine-Welt-Arbeit
(Centro Ecuménico para Ambiente, Paz e Trabalho para Um Mundo)
22 novembro 2007
fui apanhada
O José Luis Sarmento pergunta qual é a quinta frase da página 161 do livro que está mais à mão. Calculo que o catálogo da Ikea e a lista de telefones de Weimar não contem, por isso:
Do diário do pós-guerra de Ruth Andreas-Friedrich, no dia 31 de Dezembro de 1946:
Por isso não nos dão batatas.
E faço batota, como o José Luis. Explico que está a falar da fome que grassa na Alemanha e dos comentários dos alemães: que os campos da Pomerânia e da Silésia estão ao abandono, que no tempo de Hitler havia batatas, que suspeitam que os Aliados queiram que os alemães morram de fome.
Continuo pela sexta frase: E os que eram contra o nazismo? Penso centenas de vezes na frase de Andrick: "É muito mais fácil sermos solidários contra do que a favor de algo".
E faço de novo batota. Não continuo a cadeia.
Do diário do pós-guerra de Ruth Andreas-Friedrich, no dia 31 de Dezembro de 1946:
Por isso não nos dão batatas.
E faço batota, como o José Luis. Explico que está a falar da fome que grassa na Alemanha e dos comentários dos alemães: que os campos da Pomerânia e da Silésia estão ao abandono, que no tempo de Hitler havia batatas, que suspeitam que os Aliados queiram que os alemães morram de fome.
Continuo pela sexta frase: E os que eram contra o nazismo? Penso centenas de vezes na frase de Andrick: "É muito mais fácil sermos solidários contra do que a favor de algo".
E faço de novo batota. Não continuo a cadeia.
mas afinal como foi?
Aproveitei a gripe para ler o livro da Zita Seabra, que no Verão me fora oferecido e muito recomendado.
Fui à internet ver as reacções, e fartei-me de rir: se a mensagem não agrada, vem mesmo a calhar a mensageira ser uma arrogante prepotente de sapatos vermelhos.
Estranhei que, apesar de ela fazer acusações muito sérias ao PCP e apresentar factos, a maior parte dos blogues se perder no anedótico, na correcção dos detalhes, no "não vale a pena ler, que não tem nenhuma novidade".
O pessoal do PCP vive numa The Village mental? Vá para fora cá dentro?
Também me fartei de aprender para o futuro: quando me atacarem o Papa e a Santa Madre, já sei como é que não devo reagir.
Gracinhas à parte, nenhum blogue me esclareceu as dúvidas. Gostaria de ter assistido a um debate público sobre o papel do PCP nos últimos 50 anos (nem peço mais) da história portuguesa, mas nada.
Também se pode dar o caso de eu ter procurado nos sítios errados.
De modo que pergunto aqui:
Independentemente das indumentárias e do carácter da escritora, é ou não é verdade que o PCP, ou as suas chefias,
- discriminava as mulheres?
- tentou impedir as primeiras eleições livres depois do 25 de Abril porque não queria a Democracia, mas uma ditadura do proletariado?
- organizou uma escaramuça de estudantes, combinada com o copcon, para este prender os estudantes de alas esquerdistas que não alinhavam com o Partido?
- invadiu a casa da Zita Seabra e passou-a a pente fino (mesmo que o grupo de agentes não tivesse sido exactamente aquele que ela enunciou)?
- criou partidos fantoche (para concorrer às eleições em coligação, escondendo a foice e o martelo)?
Também gostaria de saber se, quando ela diz - mais de uma vez - que alguns militantes morreram em acidentes de automóvel estúpidos, está a querer sugerir que alguém poderá ter "avariado" os travões, ou algo do género. (É que eu não acredito em bruxas, mas sei de guias das antigas prisões da Stasi que nunca fazem uma viagem de carro sem antes verificar os travões - mesmo 18 anos depois da queda do muro, nunca se sabe...)
Adianto já que me darão uma grande alegria se responderem "sim" à maior parte dos pontos acima enunciados: fico com uma enorme admiração pela Democracia portuguesa, que conseguiu sobreviver e afirmar-se, apesar de ter tal inimigo enquistado no seu seio.
***
No fundo, eu já sabia. Mais coisa menos coisa, não é novidade. Mas eram informações que vinham num pacote em conjunto com "os comunistas comem criancinhas ao pequeno-almoço" e "os comunistas matam velhinhos com uma injecção atrás da orelha", e era tudo tão incrível que uma pessoa preferia não acreditar.
Fui à internet ver as reacções, e fartei-me de rir: se a mensagem não agrada, vem mesmo a calhar a mensageira ser uma arrogante prepotente de sapatos vermelhos.
Estranhei que, apesar de ela fazer acusações muito sérias ao PCP e apresentar factos, a maior parte dos blogues se perder no anedótico, na correcção dos detalhes, no "não vale a pena ler, que não tem nenhuma novidade".
O pessoal do PCP vive numa The Village mental? Vá para fora cá dentro?
Também me fartei de aprender para o futuro: quando me atacarem o Papa e a Santa Madre, já sei como é que não devo reagir.
Gracinhas à parte, nenhum blogue me esclareceu as dúvidas. Gostaria de ter assistido a um debate público sobre o papel do PCP nos últimos 50 anos (nem peço mais) da história portuguesa, mas nada.
Também se pode dar o caso de eu ter procurado nos sítios errados.
De modo que pergunto aqui:
Independentemente das indumentárias e do carácter da escritora, é ou não é verdade que o PCP, ou as suas chefias,
- discriminava as mulheres?
- tentou impedir as primeiras eleições livres depois do 25 de Abril porque não queria a Democracia, mas uma ditadura do proletariado?
- organizou uma escaramuça de estudantes, combinada com o copcon, para este prender os estudantes de alas esquerdistas que não alinhavam com o Partido?
- invadiu a casa da Zita Seabra e passou-a a pente fino (mesmo que o grupo de agentes não tivesse sido exactamente aquele que ela enunciou)?
- criou partidos fantoche (para concorrer às eleições em coligação, escondendo a foice e o martelo)?
Também gostaria de saber se, quando ela diz - mais de uma vez - que alguns militantes morreram em acidentes de automóvel estúpidos, está a querer sugerir que alguém poderá ter "avariado" os travões, ou algo do género. (É que eu não acredito em bruxas, mas sei de guias das antigas prisões da Stasi que nunca fazem uma viagem de carro sem antes verificar os travões - mesmo 18 anos depois da queda do muro, nunca se sabe...)
Adianto já que me darão uma grande alegria se responderem "sim" à maior parte dos pontos acima enunciados: fico com uma enorme admiração pela Democracia portuguesa, que conseguiu sobreviver e afirmar-se, apesar de ter tal inimigo enquistado no seu seio.
***
No fundo, eu já sabia. Mais coisa menos coisa, não é novidade. Mas eram informações que vinham num pacote em conjunto com "os comunistas comem criancinhas ao pequeno-almoço" e "os comunistas matam velhinhos com uma injecção atrás da orelha", e era tudo tão incrível que uma pessoa preferia não acreditar.
21 novembro 2007
vou anotar aqui para ler com calma mais tarde
Um artigo que a Gabriela recomendou sobre QI.
E, já agora, aqui vai o Abre-te Sésamo para quem tem tempo de partir à descoberta.
Gabriela: muito obrigada!
(Até parece de propósito: também tem este artigo sobre o novo trabalho de Anne-Sofie von Otter: canções de Theresienstadt, e uma história de um oficial SS que queria avisar um diplomata sueco sobre o que se passava na Alemanha.)
E, já agora, aqui vai o Abre-te Sésamo para quem tem tempo de partir à descoberta.
Gabriela: muito obrigada!
(Até parece de propósito: também tem este artigo sobre o novo trabalho de Anne-Sofie von Otter: canções de Theresienstadt, e uma história de um oficial SS que queria avisar um diplomata sueco sobre o que se passava na Alemanha.)
20 novembro 2007
neonazis à portuguesa
Conheci um adolescente português, loiro e de olhos azuis, que defendia a superioridade da raça ariana.
E dizia ele: "Se a minha namorada for morena, digo-lhe que pinte o cabelo de loiro."
Mais engraçados ainda são os neonazis à brasileira: uma vez encontrei um site que tinha sido traduzido - mal e porcamente - para português do Brasil, onde se defendia a pureza da raça.
Pureza da raça no Brasil, hehehe.
Estou aqui a rir mas, pensando bem, o Brasil é uma grande lição: de tanto misturarem as "raças", a lógica da distinção esvazia-se, dando lugar a uma "raça" única: humanos.
***
Mais ou menos a propósito: quantos glóbulos de cristão-novo andarão na massa do sangue do Arroja?
Adenda: a última frase não tem nada a ver com o título do post, mas apenas com a frase anterior, onde se fala de misturas de "raças".
E dizia ele: "Se a minha namorada for morena, digo-lhe que pinte o cabelo de loiro."
Mais engraçados ainda são os neonazis à brasileira: uma vez encontrei um site que tinha sido traduzido - mal e porcamente - para português do Brasil, onde se defendia a pureza da raça.
Pureza da raça no Brasil, hehehe.
Estou aqui a rir mas, pensando bem, o Brasil é uma grande lição: de tanto misturarem as "raças", a lógica da distinção esvazia-se, dando lugar a uma "raça" única: humanos.
***
Mais ou menos a propósito: quantos glóbulos de cristão-novo andarão na massa do sangue do Arroja?
Adenda: a última frase não tem nada a ver com o título do post, mas apenas com a frase anterior, onde se fala de misturas de "raças".
19 novembro 2007
gato fedorento - o delírio
A noite passada sonhei com os gatos fedorentos: dando os primeiros shows em palcos da academia, e eu no meio deles.
Passei a noite a rir enquanto dormia, gargalhada atrás de gargalhada por causa das piadas que eu própria inventava no sonho.
Haverá antónimo de pesadelo? Venham mais destes!
Passei a noite a rir enquanto dormia, gargalhada atrás de gargalhada por causa das piadas que eu própria inventava no sonho.
Haverá antónimo de pesadelo? Venham mais destes!
16 novembro 2007
fui assaltada por um loiro
Doze dias depois de chegar a Berlim, forçaram a porta do nosso carro para roubar o aparelho de navegação GPS. O que nos ajudou a perceber que já não estamos em Weimar, onde esse aparelho andou alegremente pousado no tablier cinco anos inteirinhos sem ninguém se interessar por ele.
Por outro lado, também posso dizer assim: Berlim não é tão perigosa como se diz, porque o aparelho de navegação aguentou 12 dias inteirinhos alegremente empoleirado no tablier.
Como aqui praticamente não há pretos, havendo em compensação uma enorme rede de criminalidade com origem no Leste da Europa, posso dizer - a estatística aí está, que não me deixa mentir, mesmo quando invento um bocadinho - que fui assaltada por um loiro. Há que anos que ansiava por este dia!
***
Ora, se eu até com aparelho de navegação me conseguia perder em Berlim, já imaginam como é agora.
Arrumei o carro, passei a andar de metro.
Nós, o Homem do terceiro milénio, quando perdemos o norte (*) e, de um modo geral, a capacidade de orientação, temos outros recursos. Por exemplo, passamos a andar de transportes públicos, e treinamos o cérebro com sudoku e palavras cruzadas.
Mas seremos mais inteligentes?
Mais inteligentes do que, por exemplo, o pessoal das tribos primitivas que pressentiu a tsunami e se pôs ao fresco, enquanto os turistas na praia filmavam o fenómeno, fascinados?
(Vi um filme desses, em que se ouvia a voz do cineasta amador, "está a acontecer um fenómeno muito interessante... o mar está a afastar-se, lá ao fundo forma-se uma onda muito grande... cada vez maior... wow, nunca vi uma coisa assim!... agora está a aproximar-se da praia... está cada vez mais perto... é enoooorme... aaah... CORRAM! CORRAM! CORRAM! FUJAM!!!")
Como é que se mede a inteligência das pessoas? Como é que se pode comparar a inteligência de pessoas que têm processos de socialização diferentes, ou que vivem em culturas completamente diversas?
Se trocassem os filhos às famílias, pondo as crianças brancas a viver em famílias de pretos e as crianças pretas a viver em famílias de brancos, como seriam os resultados dos testes de inteligência daqui a 10 anos?
Haja um Sherlock Holmes que lhe diga: "elementar, meu caro Watson".
(*) Norte? Sul? Posso dar a volta ao mundo sem ter de me preocupar com esses detalhes: de táxi para o aeroporto, conferir o número da porta para entrar no avião, sair do avião, de táxi para o hotel. Mapa?! Astrolábio?! Quais quê.
Por outro lado, também posso dizer assim: Berlim não é tão perigosa como se diz, porque o aparelho de navegação aguentou 12 dias inteirinhos alegremente empoleirado no tablier.
Como aqui praticamente não há pretos, havendo em compensação uma enorme rede de criminalidade com origem no Leste da Europa, posso dizer - a estatística aí está, que não me deixa mentir, mesmo quando invento um bocadinho - que fui assaltada por um loiro. Há que anos que ansiava por este dia!
***
Ora, se eu até com aparelho de navegação me conseguia perder em Berlim, já imaginam como é agora.
Arrumei o carro, passei a andar de metro.
Nós, o Homem do terceiro milénio, quando perdemos o norte (*) e, de um modo geral, a capacidade de orientação, temos outros recursos. Por exemplo, passamos a andar de transportes públicos, e treinamos o cérebro com sudoku e palavras cruzadas.
Mas seremos mais inteligentes?
Mais inteligentes do que, por exemplo, o pessoal das tribos primitivas que pressentiu a tsunami e se pôs ao fresco, enquanto os turistas na praia filmavam o fenómeno, fascinados?
(Vi um filme desses, em que se ouvia a voz do cineasta amador, "está a acontecer um fenómeno muito interessante... o mar está a afastar-se, lá ao fundo forma-se uma onda muito grande... cada vez maior... wow, nunca vi uma coisa assim!... agora está a aproximar-se da praia... está cada vez mais perto... é enoooorme... aaah... CORRAM! CORRAM! CORRAM! FUJAM!!!")
Como é que se mede a inteligência das pessoas? Como é que se pode comparar a inteligência de pessoas que têm processos de socialização diferentes, ou que vivem em culturas completamente diversas?
Se trocassem os filhos às famílias, pondo as crianças brancas a viver em famílias de pretos e as crianças pretas a viver em famílias de brancos, como seriam os resultados dos testes de inteligência daqui a 10 anos?
Haja um Sherlock Holmes que lhe diga: "elementar, meu caro Watson".
(*) Norte? Sul? Posso dar a volta ao mundo sem ter de me preocupar com esses detalhes: de táxi para o aeroporto, conferir o número da porta para entrar no avião, sair do avião, de táxi para o hotel. Mapa?! Astrolábio?! Quais quê.
15 novembro 2007
update para os amigos
No dia 17 de Setembro decidimos mudar imediatamente para Berlim, em vez de esperar até Fevereiro ou mesmo mais tarde.
Em menos de uma semana arranjámos casa, e passámos à fase de arranjar escolas, comprar a cozinha, mandar pintar a casa, e todas essas complicações que uma mudança implica.
Exactamente um mês mais tarde, no dia 17 de Outubro, tinha três camiões à porta, para carregar as centenas de caixas que nos entretantos fomos enchendo.
Sobrevivemos.
Sobreviveu também o piano que, num momento em que os homens me apanharam distraída a comprar café para eles, foi içado para o quarto andar (17 metros de altura, disseram) no elevador que tinham encostado à fachada do prédio. Ainda bem que não vi.
Também sobrevivemos a uma semana sem cozinha, e o sector da restauração nesta zona de Berlim viveu uma pequena fase de euforia económica.
Resumindo: estou a pensar montar uma empresa, "Helena & Cª., mudanças relâmpago".
A primeira coisa que me fascinou na casa nova foi a localização. Desço à rua, e encontro tudo. Desde uma loja com artigos para gatos, até aos guarda-costas do Klaus Wowereit, o Presidente da Câmara de Berlim, que mora aqui ao lado. É só gatos...
A zona do Ku'damm onde estão as lojas tipo "é só para ver, não se põe a mão" começa a dois blocos daqui, as padarias e o supermercado são mesmo ao pé da porta. E os restaurantes: A de Argentina, B de Brasil e de Baviera, C de China,... T de Transilvânia, etc.
Sem andar mais de 300 metros, podemos dar uma volta gastronómica ao mundo.
A cidade fervilha de ideias, criatividade e espírito de iniciativa. Dá a sensação de ter espaço para todos.
Todo um mundo para descobrir e explorar. Por que ponta começo?
No dia de Santa Filarmónica da porta aberta, foi um festim: concertos em todas as salas, desde Sir Simon Rattle no espaço nobre até uma "musique de table" (estilo Stomp) numa salinha de ensaios. Vou ver se treino esta "musique de table" com os miúdos para mostrar no Verão aos meta-amigos.
Uma boa surpresa foi a nossa paróquia. Servida por franciscanos, parece ser um lugar em que a Fé e o mundo se questionam mutuamente. Que diferença em relação à Igreja de diáspora e resistência que era a nossa em Weimar!
Os miúdos estão a adaptar-se.
O Matthias optou por se integrar na turma pela via do futebol. Apesar das dificuldades com a matéria, nos intervalos corre a toda a velocidade para um meeting importante com os outros futebolistas no recreio.
E vai de bicicleta para a escola. São uns 8 km de ruas berlinenses, um susto. Mas é a tal coisa: a gente não pode criar os filhos debaixo da cama, para os ter protegidos contra todos os riscos.
A Christina oscila entre gostar imenso da escola e sofrer por não estar ainda bem integrada na turma (parece que não jogam futebol). Está num liceu que nos foi muito recomendado: privado, católico - mas suspeito que não seja muito politicamente correcto assumir isto publicamente num blogue... "O tempo'a, o mo'es" como diria o pirata no Asterix.
E eu cá vou lutando contra as minhas caixas. De momento, estão elas a ganhar.
Mas foi porque se aliaram a uma gripe de dez dias.
Isto vai, há-de ir.
Em menos de uma semana arranjámos casa, e passámos à fase de arranjar escolas, comprar a cozinha, mandar pintar a casa, e todas essas complicações que uma mudança implica.
Exactamente um mês mais tarde, no dia 17 de Outubro, tinha três camiões à porta, para carregar as centenas de caixas que nos entretantos fomos enchendo.
Sobrevivemos.
Sobreviveu também o piano que, num momento em que os homens me apanharam distraída a comprar café para eles, foi içado para o quarto andar (17 metros de altura, disseram) no elevador que tinham encostado à fachada do prédio. Ainda bem que não vi.
Também sobrevivemos a uma semana sem cozinha, e o sector da restauração nesta zona de Berlim viveu uma pequena fase de euforia económica.
Resumindo: estou a pensar montar uma empresa, "Helena & Cª., mudanças relâmpago".
A primeira coisa que me fascinou na casa nova foi a localização. Desço à rua, e encontro tudo. Desde uma loja com artigos para gatos, até aos guarda-costas do Klaus Wowereit, o Presidente da Câmara de Berlim, que mora aqui ao lado. É só gatos...
A zona do Ku'damm onde estão as lojas tipo "é só para ver, não se põe a mão" começa a dois blocos daqui, as padarias e o supermercado são mesmo ao pé da porta. E os restaurantes: A de Argentina, B de Brasil e de Baviera, C de China,... T de Transilvânia, etc.
Sem andar mais de 300 metros, podemos dar uma volta gastronómica ao mundo.
A cidade fervilha de ideias, criatividade e espírito de iniciativa. Dá a sensação de ter espaço para todos.
Todo um mundo para descobrir e explorar. Por que ponta começo?
No dia de Santa Filarmónica da porta aberta, foi um festim: concertos em todas as salas, desde Sir Simon Rattle no espaço nobre até uma "musique de table" (estilo Stomp) numa salinha de ensaios. Vou ver se treino esta "musique de table" com os miúdos para mostrar no Verão aos meta-amigos.
Uma boa surpresa foi a nossa paróquia. Servida por franciscanos, parece ser um lugar em que a Fé e o mundo se questionam mutuamente. Que diferença em relação à Igreja de diáspora e resistência que era a nossa em Weimar!
Os miúdos estão a adaptar-se.
O Matthias optou por se integrar na turma pela via do futebol. Apesar das dificuldades com a matéria, nos intervalos corre a toda a velocidade para um meeting importante com os outros futebolistas no recreio.
E vai de bicicleta para a escola. São uns 8 km de ruas berlinenses, um susto. Mas é a tal coisa: a gente não pode criar os filhos debaixo da cama, para os ter protegidos contra todos os riscos.
A Christina oscila entre gostar imenso da escola e sofrer por não estar ainda bem integrada na turma (parece que não jogam futebol). Está num liceu que nos foi muito recomendado: privado, católico - mas suspeito que não seja muito politicamente correcto assumir isto publicamente num blogue... "O tempo'a, o mo'es" como diria o pirata no Asterix.
E eu cá vou lutando contra as minhas caixas. De momento, estão elas a ganhar.
Mas foi porque se aliaram a uma gripe de dez dias.
Isto vai, há-de ir.
14 novembro 2007
o céu sobre Berlim
na minha rua é assim:

Sinto-me a Mary Poppins.
O limpa-chaminés acabou de sair.
***
O céu sobre Weimar era bem diferente: via-se sempre a torre de Buchenwald, espetada na paisagem como um espinho.
No meu céu sobre Berlim, o único elemento que sobressai é a estrela giratória da Daimler-Benz. Prefiro não tirar conclusões.
Em compensação, os vizinhos do outro lado da rua: aqui quase ninguém põe cortinas nas janelas. Um tem uma televisão plasma formidável. Acho que vou começar a ligar a minha para ter o som, e a imagem vejo na casa da frente. (*)

(*) Adenda: eu digo estas patacoadas a brincar, e depois apercebo-me que é uma grande ideia. A nossa televisão, que é uma grande porcaria que nos saiu na assinatura de um jornal, está ligada à aparelhagem de som. Se procurar o canal do vizinho e ligar a aparelhagem, sentando-me à janela entre as colunas, a ver as imagens na plasma do vizinho, fico com o chamado allround system. hehehe.
Espero que ele não se ponha a fazer zapping.
Sinto-me a Mary Poppins.
O limpa-chaminés acabou de sair.
***
O céu sobre Weimar era bem diferente: via-se sempre a torre de Buchenwald, espetada na paisagem como um espinho.
No meu céu sobre Berlim, o único elemento que sobressai é a estrela giratória da Daimler-Benz. Prefiro não tirar conclusões.
Em compensação, os vizinhos do outro lado da rua: aqui quase ninguém põe cortinas nas janelas. Um tem uma televisão plasma formidável. Acho que vou começar a ligar a minha para ter o som, e a imagem vejo na casa da frente. (*)
(*) Adenda: eu digo estas patacoadas a brincar, e depois apercebo-me que é uma grande ideia. A nossa televisão, que é uma grande porcaria que nos saiu na assinatura de um jornal, está ligada à aparelhagem de som. Se procurar o canal do vizinho e ligar a aparelhagem, sentando-me à janela entre as colunas, a ver as imagens na plasma do vizinho, fico com o chamado allround system. hehehe.
Espero que ele não se ponha a fazer zapping.
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