Guardem esta imagem.
Lembrem-se bem dela quando a vossa comida sobre rodinhas não chegar, quando não encontrarem ninguém para tratar dos vossos velhos ou dos vossos filhos, quando os hotéis e os alojamentos locais não tiverem quem lhes limpe os quartos, quando os restaurantes e cafés fecharem por falta de quem sirva, quando o preço dos morangos, framboesas e mirtilos disparar, quando for difícil chamar um uber ou bolt, quando a mercearia da esquina e a "loja do chinês" onde se encontra quase tudo fecharem. Quando as contas da Segurança Social descarrilarem de vez. Quando a falta de mão-de-obra for mais um factor de estrangulamento da já de si frágil economia portuguesa. Quando mulheres da vossa família forem perseguidas por serem "feministas", quando amigos vossos se sentirem inseguros na rua por terem determinada cor de pele ou forma de olhos, quando for de novo normal espezinhar de várias formas quem não corresponde à chamada norma.
Estes fanfarrões - e todos os da sua laia, esses canalhas especializados em ser fortes com os fracos - gostam de se fazer passar por patriotas, mas o que os move é um projecto de conquista de poder, custe o que custar - e quem paga o preço vamos ser todos nós.
Já o estamos a pagar, aliás.
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