Esta manhã, a newsletter do diário berlinense Tagesspiegel abria com um comentário sobre a Remigration Summit que decorreu em Portugal no sábado passado. Fui procurar notícias portuguesas sobre o caso, e encontrei apenas esta pequena reportagem na TVI. Aparentemente, um evento com gente desta em Portugal não merece a atenção da nossa imprensa.
A newsletter do jornal berlinense dizia o seguinte:
"Cerca de 600 representantes da Nova Direita reuniram-se no fim de semana para uma «cimeira internacional sobre remigração». Entre os participantes: Martin Sellner, figura de destaque do Movimento Identitário e classificado como extremista de direita pelos serviços de informação alemães. Também esteve presente Greg Bovino, que, até à sua demissão como chefe da Agência de Proteção de Fronteiras norte-americana (ICE), foi temporariamente responsável pelas rusgas em massa contra imigrantes nos EUA, nomeadamente em Minneapolis.
O vice-presidente da AfD, Kay Gottschalk, e a deputada do Parlamento de Brandemburgo, Lena Kotré, também marcaram presença, apesar das instruções internas da liderança da AfD para que os políticos desse partido não apareçam ao lado de Sellner. Lena Kotré elogiou a gestão de Bovino, que durante semanas aterrorizou cidades e bairros inteiros nos EUA.
Os identitários de Sellner propagam o conceito de etnopluralismo: as sociedades dentro das fronteiras estatais devem ser etnicamente homogéneas, e as diferentes etnias do mundo devem viver, na medida do possível, separadas umas das outras. No Remigration Summit, Sellner exigiu uma paragem total da migração para a Europa e a expulsão de milhões de «não ocidentais».
Em tempos, o político da AfD, Björn Höcke, propôs uma política de «crueldade bem temperada» e falou em partes da população que teriam de ser perdidas. Nada disto pode ser esquecido, tendo em conta os atuais picos de popularidade da AfD nas sondagens."
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