14 fevereiro 2011

offside



O primeiro filme que vi nesta Berlinale foi Offside, em homenagem ao seu realizador, que está preso numa cadeia iraniana. Para quem ainda não viu: uma delícia - e uma profunda declaração de amor ao povo iraniano.
O pessoal do cinema vinha vestido de verde, ou com uma tira verde-revolução ao pescoço, de onde pendia um retrato de Jafar Panahi. Assim:



(foto tirada daqui)

A Doris Dörrie apareceu com uma camisola verde de desporto, da Nike (ou seria Puma?). Não era bem o verde revolução iraniana, mas o que conta é a intenção e além disso foi muito engraçado ver essa famosa realizadora alemã de camisola de desporto  no tapete vermelho do Berlinale Palast. Acho que só mesmo em Berlim...

Ao público ofereceram um pin de metal com o ursinho da Berlinale pintado de verde-revolução.
Não me serve para nada mas parece-me que é algo único, histórico, etc. - e agora não sei se o dê a algum amigo muito especial e para quem o pin tenha imenso significado, se o venda na e-bay, se o guarde numa das minhas caixas de tralha com imenso valor afectivo.

O filme já era conhecido deste público - recebeu o urso de prata em 2006. Mesmo assim, a sala estava à pinha. E como a sorte insiste em vir ter comigo, estava sentada na fila imediatamente atrás da zona dos actores e realizadores. Todos ali à minha frente, a conversar uns com os outros nas suas fatiotas de festa, e eu a perguntar ao vizinho do lado quem era este quem era aquele. O meu vizinho  tinha trabalhado no Ministério da Cultura durante muitos anos, conhecia-os quase todos de quando lhe iam pedir subsídios.


À saída havia um poster que podíamos assinar para enviar mais tarde ao realizador. Assinei, tão nervosa por estar a participar num acto simbólico, que fiz uma assinatura toda escangalhada. Um dia destes aquele cartaz vai parar a um museu qualquer, e eu ali com aquela assinatura irreconhecível!
Triste vida.

A mensagem subliminar deste post, caso não tenham percebido, é esta: se não conhecem o filme Offside, não sabem o que estão a perder. Procurem no youtube, anda por lá.

2 comentários:

Teresa disse...

Guarda o pin, Helena. Tal como guardas uma pedra do muro.
São coisas valiosas.

Helena disse...

Se fosse só uma pedra... são dois pedregulhos!
Bom, por essa lógica... acho que tens razão.