Temos Tratado!
19 outubro 2007
Fumo azul estrelado
13 outubro 2007
... sou assim x'DD :)

Aqui está a apresentação que uma adolescente faz de si.
Felizes os que a acompanham na vida... pai, mãe, amigos, professores e agora os leitores deste blogue, que ela "manjou". Sei que vai "adorar esta cena", já que me pediu que "metesse aki este blá, blá, blá..."
<3 Sou uma PITA completamente mimada !!Nao sei aqilo qe faco, porqe faco DIZPARATEZ e so' penso depoiz =S ADORO fazer cenaz~[meu passatempo normal] x'DD.HaHa gozto muiito de me meter com az pessoaz pa elaz depoiz ficarem minhaz AMIGAZ. AMO CANTAR !A qem diga qe tenho a "PDM" nao sei porqe^_ Maz tou a cagar para aqilo qe dizem! Sabem eu nao sou nada sem: az CONVERSAZ DE QUINTAL, sem um CHUPA-CHUPS, sem o meu TELEMOVEL, sem az PIADINHAZ da xxxxxXX', sem PC [ovio xDD], sem a minha LIBERDADE, sem a
MAQUINA FOTOGRAFICA do meu papii, sem oz meuz FAMOSOZ amiigoz, sem os meuz COLAREZ, sem umaz peqenaz MENTIRINHAZ PIADOSAZ, sem oz meuz CONCERTOZ em grande, sem oz meuz SORRISINHOZ ESTE'RICOZ . , sem um pouco de GLAMOUR, sem BEIJINHOZ, sem tudo o qe QERO, sem a minha amorosa VIDA e tambem sem.. BLA' BLA' BLA'^
eu sou assim x'DD :)
10 outubro 2007
ão ão, wau wau, wuff wuff

Recebi de uma amiga que mora no Porto, com o pedido de divulgar:
Dão-se cachorros

Com quinze dias de idade, reserve já a sua encomenda!!
São todos machos desparasitadíssimos, vacinadíssimos.
Pertencem a uma obscura raça, chamada Cão de Água Australiano!!!
É um cão utilizado na Australia de onde são oriundos (será por isso o nome da raça??), para caçar Tubarão!! Sim tubarão.
Estão de vigilância à costa e sempre que é dado o alarme de tubarão, saltam para as suas pranchas, cavalgam as ondas e, ao chegarem junto ao dito cujo, cravam os dentes na barbatana dorsal, dominando imediatamente o animal e obrigam-no a ir até à praia onde finalmente os Humanos acabam com o seu sofrimento!!!
É realmente um animal terrível mas muito dócil em família. Junto envio foto da Mãe, para os mais cépticos!!!

Comentário do chinês: e ainda dizem que não há almoços de graça...
08 outubro 2007
como se não tivesse praí uns 240 caixotes ainda por encher...
Andei a ler um romance histórico, Filipa de Lencastre, de Isabel Stilwell.
Não sei que me parece uma menina ter de se forçar para comer a vianda que tem no prato, e a seguir desatar a falar como os lisboetas. Aqueles antigos saíram-me muito modernos.
Vou desarriscar o romance histórico da minha lista de futuras realizações. Quem, como eu, sabe 2x2 e muita sorte (acho que estou a citar o Manelinho da Mafalda, ou será o Filipinho?), no máximo arrisca um romance estórico.
E no entretanto: caixotes, cá vou eu.
***
E a propósito de registos linguísticos (como se não tivesse praí uns 240 caixotes ainda por encher): ontem vi uma exposição sobre os actores da época áurea da cultura em Weimar, entre os quais Anna Amalia, a princesa que aos 16 anos foi casada para Weimar. Mostravam uma carta que ela escreveu ao pai quando tinha 6 anos. "Mon très cher Papa", escrevia ela, de alemã para alemão, e explicava que gostava tanto dele como os irmãos, embora isso não se notasse no rendimento escolar. E assinava: "Votre très humble et très obeissante fille".
Isso sim, eram tempos.
E a propósito de amor paternal e filial, e das palavras que encontram, vejam este filme (só não choro porque já encaixotei os kleneex):
Não sei que me parece uma menina ter de se forçar para comer a vianda que tem no prato, e a seguir desatar a falar como os lisboetas. Aqueles antigos saíram-me muito modernos.
Vou desarriscar o romance histórico da minha lista de futuras realizações. Quem, como eu, sabe 2x2 e muita sorte (acho que estou a citar o Manelinho da Mafalda, ou será o Filipinho?), no máximo arrisca um romance estórico.
E no entretanto: caixotes, cá vou eu.
***
E a propósito de registos linguísticos (como se não tivesse praí uns 240 caixotes ainda por encher): ontem vi uma exposição sobre os actores da época áurea da cultura em Weimar, entre os quais Anna Amalia, a princesa que aos 16 anos foi casada para Weimar. Mostravam uma carta que ela escreveu ao pai quando tinha 6 anos. "Mon très cher Papa", escrevia ela, de alemã para alemão, e explicava que gostava tanto dele como os irmãos, embora isso não se notasse no rendimento escolar. E assinava: "Votre très humble et très obeissante fille".
Isso sim, eram tempos.
E a propósito de amor paternal e filial, e das palavras que encontram, vejam este filme (só não choro porque já encaixotei os kleneex):
05 outubro 2007
vamos abandoná-los à sua sorte?
Já em 1988 foi assim:

A avaaz.org está a organizar para sábado, 6 de Outubro, um dia global de apoio à Birmânia.
Bem sei que este blogue é muito menos que aquela borboleta cujo bater de asas provoca uma tempestade, mas deixo o apelo:
To organize an event for the global day of action, just follow the steps below.
To attend an event, scroll down our petition page at this link for a list of events around the world.
Here's some simple steps for organizers:
Choose a public place or landmark in your town, and organize friends to go there all wearing the same maroon red clothing as the Burmese monks. Tell local media about your plans, and email the details and contact information to dayofaction@avaaz.org -- we will try to advertise your event on our petition page.
Ask people attending your event to share their feelings on this crisis and the need for action, and then tie a red ribbon or piece of cloth around fences or trees to leave a more lasting sign of your support for the Burmese.
The worldwide outcry to save Burma's peaceful monks and protesters is one more sign of how the world is getting closer, feeling increasingly responsible to each other, and for each other as human beings. We're bringing a voice of humanity to this desperate situation, and we must not be silenced.
Mais informações aqui, aqui e aqui.

A avaaz.org está a organizar para sábado, 6 de Outubro, um dia global de apoio à Birmânia.
Bem sei que este blogue é muito menos que aquela borboleta cujo bater de asas provoca uma tempestade, mas deixo o apelo:
To organize an event for the global day of action, just follow the steps below.
To attend an event, scroll down our petition page at this link for a list of events around the world.
Here's some simple steps for organizers:
Choose a public place or landmark in your town, and organize friends to go there all wearing the same maroon red clothing as the Burmese monks. Tell local media about your plans, and email the details and contact information to dayofaction@avaaz.org -- we will try to advertise your event on our petition page.
Ask people attending your event to share their feelings on this crisis and the need for action, and then tie a red ribbon or piece of cloth around fences or trees to leave a more lasting sign of your support for the Burmese.
The worldwide outcry to save Burma's peaceful monks and protesters is one more sign of how the world is getting closer, feeling increasingly responsible to each other, and for each other as human beings. We're bringing a voice of humanity to this desperate situation, and we must not be silenced.
Mais informações aqui, aqui e aqui.
quem me dera estar hoje em Portugal!
Aos amigos em festa
um grande abraço, e esta canção para o vosso dia.
Vocês são uma das razões para eu dizer
"gracias a la vida, que me ha dado tanto"!
04 outubro 2007
da escola e das escolhas
No ano passado, na escola da Christina, alguém do 7º ano (alunos de 12 e 13 anos) esfregou com fezes o saco e o casaco de uma das alunas.
Grande comoção.
Os alunos chocados, as directoras de turma recusando-se a acreditar que algum daqueles miúdos fosse capaz de fazer isso, a mãe da vítima decidindo não fazer queixa na Polícia, para evitar ainda mais embaraços à filha.
Sugeri que as turmas juntassem algum dinheiro para comprar um saco e um casaco novo, e que quem quisesse podia escrever-lhe uma pequena missiva, dando à vítima um sinal de que não está só.
A maior parte dos pais achou a ideia péssima:
- que o facto de ainda se continuar a falar do que aconteceu vai dar muita satisfação ao autor,
- que o saco e o casaco podem ser lavados na máquina, não é preciso andar com esquisitices e comprar coisas novas;
- que isto não passa de uma brincadeira de crianças - de mau gosto, sim, mas uma mera criancice;
- e que se começamos a pagar o que outros estragam, não faremos outra coisa senão dar esmolas.
(Comecei a desconfiar que tinha ido parar ao filme errado)
Mesmo assim, alguns dos alunos deram dinheiro. Contudo, nenhum soube o que escrever.
A escola quis reagir: a directora queria falar com as turmas envolvidas, queriam chamar um psicólogo que faça com essas turmas uma reflexão sobre dinâmicas de grupo, queriam tentar encontrar o/a aluno/a, para lhe facultar a ajuda de que, obviamente, necessita. Mas tudo ficou esquecido, algures entre a confusão moral e o fim do ano.
Pergunto-me: que tipo de valores propomos aos nossos filhos para a vivência em comunidade? Qual é o lugar da solidariedade, da entreajuda, da compaixão, do esforço consciente para um bom ambiente na escola?
Como se equaciona a diferença entre culpa e responsabilidade, de que modo nos empenhamos em acções positivas de integração de uma aluna menos querida?
No que diz respeito à educação cívica, a escola não tem o dever de assumir com clareza o seu papel?
Também me surpreende a reacção dos alunos. Passado o escândalo do primeiro momento, voltaram ao expediente habitual e esqueceram o assunto.
Será que a nossa vida é um constante representar para não ficar mal nos Apanhados? Já perdemos a capacidade de nos escandalizarmos e revoltarmos? Uma das mães com quem falei dizia: "enfim, todos os dias vemos notícias horríveis na televisão, mas não perdemos o sono..."
Será que a overdose de tragédias diárias servidas à hora do jantar nos está a embotar a capacidade de sentir e reagir ao que acontece ao nosso lado, na nossa vida concreta?
Estamos a tornar-nos numa sociedade de zombies individualistas com ar cool?
E é possível piorar: posteriormente, numa reunião de pais, falou-se de algumas maldades que essa aluna fez a outra, uma mãe perguntou "ela não consegue aprender com o que lhe acontece?", e outra continuou "há alunos que dizem que a história das fezes foi merecida!"
Pobre directora de turma, que atura os filhos de manhã e os pais à noite.
***
Pensei muito nesta história quando procurava escola em Berlim, sobretudo porque me tinham recomendado vivamente as escolas católicas, dizendo que é um ambiente protegido e com firmes referências morais.
Das firmes referências morais sei eu: da educadora que trabalhava num infantário católico e foi despedida porque engravidou mas não casou; da directora que, para não correr o risco de perder o cargo, teve de manter em segredo que o marido a trocara por uma muito mais nova. No século XXI, no mundo católico alemão.
Por um lado, compreendo que muitos pais inscrevam os filhos nessas escolas, justamente para que eles convivam com exemplos de opções de vida baseadas nos valores cristãos, e que por isso mesmo se exija do corpo docente muito mais do que boas capacidades pedagógicas. Eu própria, perante o marasmo de valores revelado naquele triste incidente na escola da Christina, me perguntei com que tipo de pessoas e valores os meus filhos são confrontados diariamente, e quis para eles uma escola onde haja referências e fronteiras claras respeitantes ao comportamento social.
Por outro lado, não consigo aceitar a falta de compaixão perante situações de vida concretas, como no caso da educadora que era mãe solteira.
Não será isto fundamentalismo religioso?
O problema é a dificuldade da distinção entre "valores tradicionais" e "valores cristãos".
Mas, convenhamos, se fosse fácil, não era um desafio que já vai em dois mil anos...
Grande comoção.
Os alunos chocados, as directoras de turma recusando-se a acreditar que algum daqueles miúdos fosse capaz de fazer isso, a mãe da vítima decidindo não fazer queixa na Polícia, para evitar ainda mais embaraços à filha.
Sugeri que as turmas juntassem algum dinheiro para comprar um saco e um casaco novo, e que quem quisesse podia escrever-lhe uma pequena missiva, dando à vítima um sinal de que não está só.
A maior parte dos pais achou a ideia péssima:
- que o facto de ainda se continuar a falar do que aconteceu vai dar muita satisfação ao autor,
- que o saco e o casaco podem ser lavados na máquina, não é preciso andar com esquisitices e comprar coisas novas;
- que isto não passa de uma brincadeira de crianças - de mau gosto, sim, mas uma mera criancice;
- e que se começamos a pagar o que outros estragam, não faremos outra coisa senão dar esmolas.
(Comecei a desconfiar que tinha ido parar ao filme errado)
Mesmo assim, alguns dos alunos deram dinheiro. Contudo, nenhum soube o que escrever.
A escola quis reagir: a directora queria falar com as turmas envolvidas, queriam chamar um psicólogo que faça com essas turmas uma reflexão sobre dinâmicas de grupo, queriam tentar encontrar o/a aluno/a, para lhe facultar a ajuda de que, obviamente, necessita. Mas tudo ficou esquecido, algures entre a confusão moral e o fim do ano.
Pergunto-me: que tipo de valores propomos aos nossos filhos para a vivência em comunidade? Qual é o lugar da solidariedade, da entreajuda, da compaixão, do esforço consciente para um bom ambiente na escola?
Como se equaciona a diferença entre culpa e responsabilidade, de que modo nos empenhamos em acções positivas de integração de uma aluna menos querida?
No que diz respeito à educação cívica, a escola não tem o dever de assumir com clareza o seu papel?
Também me surpreende a reacção dos alunos. Passado o escândalo do primeiro momento, voltaram ao expediente habitual e esqueceram o assunto.
Será que a nossa vida é um constante representar para não ficar mal nos Apanhados? Já perdemos a capacidade de nos escandalizarmos e revoltarmos? Uma das mães com quem falei dizia: "enfim, todos os dias vemos notícias horríveis na televisão, mas não perdemos o sono..."
Será que a overdose de tragédias diárias servidas à hora do jantar nos está a embotar a capacidade de sentir e reagir ao que acontece ao nosso lado, na nossa vida concreta?
Estamos a tornar-nos numa sociedade de zombies individualistas com ar cool?
E é possível piorar: posteriormente, numa reunião de pais, falou-se de algumas maldades que essa aluna fez a outra, uma mãe perguntou "ela não consegue aprender com o que lhe acontece?", e outra continuou "há alunos que dizem que a história das fezes foi merecida!"
Pobre directora de turma, que atura os filhos de manhã e os pais à noite.
***
Pensei muito nesta história quando procurava escola em Berlim, sobretudo porque me tinham recomendado vivamente as escolas católicas, dizendo que é um ambiente protegido e com firmes referências morais.
Das firmes referências morais sei eu: da educadora que trabalhava num infantário católico e foi despedida porque engravidou mas não casou; da directora que, para não correr o risco de perder o cargo, teve de manter em segredo que o marido a trocara por uma muito mais nova. No século XXI, no mundo católico alemão.
Por um lado, compreendo que muitos pais inscrevam os filhos nessas escolas, justamente para que eles convivam com exemplos de opções de vida baseadas nos valores cristãos, e que por isso mesmo se exija do corpo docente muito mais do que boas capacidades pedagógicas. Eu própria, perante o marasmo de valores revelado naquele triste incidente na escola da Christina, me perguntei com que tipo de pessoas e valores os meus filhos são confrontados diariamente, e quis para eles uma escola onde haja referências e fronteiras claras respeitantes ao comportamento social.
Por outro lado, não consigo aceitar a falta de compaixão perante situações de vida concretas, como no caso da educadora que era mãe solteira.
Não será isto fundamentalismo religioso?
O problema é a dificuldade da distinção entre "valores tradicionais" e "valores cristãos".
Mas, convenhamos, se fosse fácil, não era um desafio que já vai em dois mil anos...
03 outubro 2007
peripécias em busca de escolas
Fomos a Berlim procurar escolas para os miúdos.
Começámos por fazer o circuito dos liceus que têm aulas em inglês.
No primeiro, deixaram a Christina assistir a uma aula. Saiu com cara de enterro: "se achas que a minha turma em Weimar é indisciplinada, tinhas de ver estes!"
No segundo, exigiam que a Christina falasse inglês como se fosse a sua língua materna. E é, mas a um nível linguístico de 8 ou 9 anos de idade. Num instante nos apercebemos que seria demasiado puxado para ela.
Passámos para o circuito dos liceus com aulas em francês. A Christina queria muito conhecer um sobre o qual ouvira dizer que tinha um ambiente formidável.
Pois lá fomos, pois lá a deixaram assistir a uma aula (outra vez com uma turma muito animada), e o director - para sempre seja louvado - teve a honestidade de me revelar que o ambiente é bastante bom, mas que a perfeição não existe.
Zimbas - inscrevemos a Christina num liceu católico. Lá, ao menos, ainda há quem acredite no paraíso.
***
O Matthias tinha uma situação ainda mais complicada: já está no liceu (6º ano de escolaridade) mas em Berlim a escola primária vai até ao 6º ano. Ele teria de voltar para a escola primária, e mudar de novo no fim deste ano lectivo. Nem pensar, disse ele.
Há alguns liceus que começam já no 5º ano, mas muitos deles começam com latim, que ele não quer.
Encontrámos uma escola que nos parece boa, e ele passou uma manhã na turma que será a dele.
No final, a professora perguntou-lhe o que é que achou, e ele respondeu que os alunos são demasiado agitados. Ela concordou, acrescentando que é um fenómeno novo a tomar proporções cada vez maiores.
Parece lógico: a vida numa grande cidade torna as pessoas imóveis. São levadas de um lado para o outro, não vão pelo seu pé. O que é que os miúdos podem fazer a toda a energia acumulada?
A ver se arranjo um bom percurso para o Matthias ir de bicicleta para a escola, a ver se ele não fica agitado como os outros. E não lhe devo dar a chave do elevador. Ele que suba as escadas, são só 4 andares.
Aliás: ele, e nós todos.
Começámos por fazer o circuito dos liceus que têm aulas em inglês.
No primeiro, deixaram a Christina assistir a uma aula. Saiu com cara de enterro: "se achas que a minha turma em Weimar é indisciplinada, tinhas de ver estes!"
No segundo, exigiam que a Christina falasse inglês como se fosse a sua língua materna. E é, mas a um nível linguístico de 8 ou 9 anos de idade. Num instante nos apercebemos que seria demasiado puxado para ela.
Passámos para o circuito dos liceus com aulas em francês. A Christina queria muito conhecer um sobre o qual ouvira dizer que tinha um ambiente formidável.
Pois lá fomos, pois lá a deixaram assistir a uma aula (outra vez com uma turma muito animada), e o director - para sempre seja louvado - teve a honestidade de me revelar que o ambiente é bastante bom, mas que a perfeição não existe.
Zimbas - inscrevemos a Christina num liceu católico. Lá, ao menos, ainda há quem acredite no paraíso.
***
O Matthias tinha uma situação ainda mais complicada: já está no liceu (6º ano de escolaridade) mas em Berlim a escola primária vai até ao 6º ano. Ele teria de voltar para a escola primária, e mudar de novo no fim deste ano lectivo. Nem pensar, disse ele.
Há alguns liceus que começam já no 5º ano, mas muitos deles começam com latim, que ele não quer.
Encontrámos uma escola que nos parece boa, e ele passou uma manhã na turma que será a dele.
No final, a professora perguntou-lhe o que é que achou, e ele respondeu que os alunos são demasiado agitados. Ela concordou, acrescentando que é um fenómeno novo a tomar proporções cada vez maiores.
Parece lógico: a vida numa grande cidade torna as pessoas imóveis. São levadas de um lado para o outro, não vão pelo seu pé. O que é que os miúdos podem fazer a toda a energia acumulada?
A ver se arranjo um bom percurso para o Matthias ir de bicicleta para a escola, a ver se ele não fica agitado como os outros. E não lhe devo dar a chave do elevador. Ele que suba as escadas, são só 4 andares.
Aliás: ele, e nós todos.
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