19 abril 2026

ainda o debate de Pacheco Pereira com a alforreca

 

Nas redes sociais, o debate que se seguiu ao debate do Pacheco Pereira com o alforreca também foi muito interessante. Partilho dois pontos de vista opostos. Gosto de ambos, e não sei que critérios usar para decidir o meu lado: Do Vasco Pimentel: A expressão "Debater com André Ventura" é, em si mesma, uma contradição entre os dois termos.
Desafiar o André Ventura para um debate, como fez o Pacheco Pereira, estava inevitavelmente condenado a resultar no que vimos hoje.
Não foi, portanto, o Pacheco Pereira que "não esteve à altura" do André Ventura (ou vice-versa, como preferirem: é indiferente).
Ponhamos a coisa assim:
A Carminho desafia um Rottweiler esganado de fome para um dueto de fado na CNN.
Resultados previsíveis & inevitáveis:
1 -- O Rottweiler não vai cantar o fado.
2 -- O Rottweiler vai-se atirar à garganta da Carminho e, se ninguém intervier, vai comê-la viva.
3 -- A Carminho, por conseguinte, também não vai cantar o fado.
4 -- Não houve fado, mas o Rottweiler ganhou.
5 -- Os apreciadores de fado e da Carminho: "Não foi boa ideia."
6 -- Os apreciadores de "Mortal Combat": "Ah, fadiiiiista..!!! Tu é que não cantas um ca**lho, ó Carmuxa!!!! Vai lá fazer duetos com a esganiçada comuna cigana intelectual da Rosalía !!! CARREGA, ROTTWEILER!!!!" Da Margarida Fernandes:
O erro está em prespectivar que o que o que se iria passar ontem seria um debate.
De facto com um porco não se debate.
Contudo é preciso saltar para a pocilga.
O triunfo não pode ser dos porcos. Não por falta da nossa comparência.
Ainda que fiquemos com a farpela cheia de merda.
Importa-me pouco se o que foi dito convenceu alguém.
Importa-me menos se o porco ganhou ou perdeu votos.
No estado das cabeças que a "democracia" economicista criou, não é um debate, (nem milhares deles) que mudam as pessoas.
O que me importa é que Pacheco Pereira nos lembrou que a luta antifascista é uma corrida de fundo e todos os passos contam.
A não ser assim porque raio é que nos tribunais fascistas se defendiam os presos politicos ( lembram-se ds famosa defesa de Alvaro Cunhal?)
Porque raio é que se editavam livros à socapa que só uma " bolha" lia?
Porque raio é que se encenavam textos proibidos a que só muito poucos assistiam com riscos?
Também não valeu a pena?
E porque é que os deputados de esquerda fazem intervenções no parlamento? Para convencer os seus pares não é e muito menos para convencer os grunhos.
Quais são as audiências do canal parlamento?

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