10 agosto 2012

por sorte há as AA!

Estava triste Helena posta no sossego da saudade, eis que toca o telefone. Era uma amiga, a contar que a filha dela, da idade da Christina, vai fazer uma viagem de um ano ali para os lados da Ásia. E que o filho mais velho arranjou um apartamento e sai agora da casa dos pais.
Não me digam que não estou sozinha?! Não me digam que estas coisas também acontecem aos outros?!

Vamos criar um grupo de AA, Abalroadas Anónimas: para entreajuda, troca de  informações sobre telemóveis e outros meios de comunicação dos confins para os confins do mundo, conversas sobre como nos continua a vida nestes momentos em que se torna mais evidente que a vida não é nossa, nós é que somos parte ínfima dela.


(Viva as AA!)

***

Ainda sem notícias da Christina. Se tudo correr como planeado, hoje começa a última etapa da viagem: de autocarro, 17 horas a subir da bacia do Amazonas para os Andes. Disse-lhe que sugerisse ao chefe do grupo que fossem de avião. Custa 40 euros, demora trinta minutos, e tem menos probabilidade de chocarem com um autocarro em contramão.

5 comentários:

Teresa disse...

Empty nest syndrome. Nao deve ser fácil. :(

http://en.wikipedia.org/wiki/Empty_nest_syndrome

Helena disse...

Não me inventes problemas, Teresa!
;-)

Isto é mesmo presa por ter cão, presa por não ter: se não chorasse um bocadinho, ainda iam dizer que pareço a mãe da Maddie...

É só ter-me dado conta de que isto é um fim - e o princípio de algo em que eu sou, no máximo, espectadora -, e a miúda fazer falta cá em casa, por exemplo para me sintonizar o rádio da cozinha, ou para me fazer um bolo para a sobremesa quando há visitas (hoje!), ou para aquelas conversinhas aqui e ali... Não tem de ser empty nest syndrome. É normalíssimo - e que tipo de mãe seria eu se não sentisse a falta da filha querida que saiu por um longo ano?

Gi disse...

Quanto custará a viagem de autocarro? Claro que aos meus olhos faria todo o sentido irem de avião.

Já tiveste notícias?

(Que bom ver a Teresa de regresso aos blogues)

Helena disse...

Pois, aos meus também!
E nem que a viagem de autocarro fosse gratuita.
Mas talvez seja de propósito: para eles atravessarem o país onde vão viver um ano. Só é pena ser ao fim de 4 dias de viagem a dormir pelos cantos dos aeroportos.

Helena disse...

E sim: que bom ver a Teresa por aqui!
:-)