02 dezembro 2011

agora sim: começo a acreditar que o Natal vem por aí

Esta tarde choveu, e a chuva limpou o ar gelado, tornando as iluminações de Natal quase dolorosas de tão nítidas e kitsch. Fui ao ministério dos negócios estrangeiros, para um concerto do meu coro. Estavam a decorar a árvore de Natal na entrada.


Vendo aquele, perguntei-me quantos pinheiros de Natal vai haver em Belém neste ano de todas as misérias. No ano passado eram quatro, dois para o senhor presidente, dois para a primeira-dama. Se me deixassem mandar, este ano era um pequeno arranjo de Natal numa jarrinha. Se é crise, é crise.

O concerto correu bem, e deram-nos vinho quente no fim.
À saída, atravessei o mercado de Natal, este:


Havia dois americanos no palco, estavam a debitar disparates para o público, pelo que nem parei. Mas de repente ouvi as primeiras notas de "I feel good", e parecia um anúncio de bonecos movido a pilhas: a praça inteira, repito, a praça inteira desatou a dançar. E eu também, claro, tomada por aquela onda de boa disposição contagiante.

A cidade cheia de mercados de Natal, e eu que ainda não fui passear por nenhum. Na próxima semana, já está combinado: no fim do trabalho do Joachim, encontramo-nos no centro, todos os dias um mercado novo. Que esta vida são dois dias. E dois dias não chegam, nem de longe, para saborear esta cidade como ela pede.


(fotos à queima-roupa com telemóvel, que mais uma vez ia atrasada, e zangada comigo própria por sair para a rua num entardecer assim belo sem a máquina fotográfica)

4 comentários:

Gi disse...

Felizmente os telemóveis tiram fotografias, se não o meu blogue era praticamente só texto...

Helena disse...

:-)
O i-phone 4 até tira fotografias excelentes. À noite, é bem melhor que o 3.

Maria Bê disse...

Helena,
O teu telefone é abençoado. Acho que é por ser teu, não podia ser de outra maneira.
Um sorriso!

Helena disse...

Maria Bê,
muitos sorrisos, e um protesto: esta cidade é que é abençoada!