Dos tantos livros que li na adolescência, só me lembro do conteúdo de dois deles. E desses, até esqueci o título de um. Acho que era Sartre, mas não poria as mãos sujas no fogo. Fui perguntar ao chatgpt (hoje, a cada frase desgraço-me ainda mais do que de costume). Era mesmo Les Mains Sales. O outro foi A Missão, de Ferreira de Castro. Estranhamente, dos tantos que li, recordo esses dois porque deixaram marcas profundas: seria capaz de fazer algo para salvar a minha vida, sabendo que por causa disso outros morrerão? E a resistência à tirania justifica a morte de inocentes? Portanto: a questão talvez não seja o que recordamos deles, mas os caminhos e as perguntas que os livros abrem em nós.
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