11 fevereiro 2026

será que ainda vamos a tempo?

 






No dia 7 de Outubro de 2023, ao ouvir as primeiras notícias do massacre do Hamas, lembrei-me desta cena do livro Jerusalém, de Joe Sacco.
Publicar estas imagens e esta pergunta logo a seguir àquela orgia de violência contra judeus teria sido obsceno. Mas hoje, depois de todo este tempo a assistir ao insuportável castigo colectivo que o governo radical de Israel está a perpetrar em Gaza, esta pergunta torna-se absolutamente crucial: o que vai na cabeça de uma criança que cresce nas condições em que as crianças palestinianas vivem, uma criança que vive agora, dia após dia, o terror de uma guerra contra a população civil?

Para construir a paz entre Israel e os palestinianos, é imperioso quebrar as lógicas que alimentam a espiral da violência. É imperioso ouvir os dois lados, e reafirmar o óbvio: a vida de um judeu vale tanto quanto a vida de um palestiniano. O direito à vida, o direito a viver com dignidade e em liberdade, é igual para ambos.

--- Escrevi este post no facebook em Fevereiro de 2024. Depois disso já houve eleições nos EUA, e à frente do país mais poderoso do mundo está agora um homem que nem sabe soletrar "dignidade humana". Tem cifrões nos olhos, prémios Nobel fake no coração, e a lei do mais forte na cabeça.

Mas será que a lei do mais forte permite construir uma paz duradoura?

Sem comentários: