A pensar nos pobres emigrantes portugueses, que têm de fazer centenas ou milhares de quilómetros para ir votar nas eleições presidenciais, porque o voto é presencial, tive uma ideia brilhante, cof cof: e se fizéssemos uma pequena festa à portuguesa lá na zona da mesa de voto? O pessoal ia chegando, e tinha ali uma barraquinha de bifanas e cervejas, outra de pastelaria e fritos. Comia, bebia, conversava, ria, votava, conversava mais um bocadinho, e até levava umas bolas de Berlim (daquelas como deve ser) para casa.
A Democracia como festa.
Depois, ocorreu-me que na Alemanha é preciso pedir autorização para vender comida na rua, e que fazer isso dentro do território da Embaixada nem pensar, por muitos motivos e também por causa das invejas "ah, deram-no a ganhar àquele em vez de mo darem a ganhar a mim", "estão feitos uns com os outros", "andam a subornar os eleitores com pastéis de nata", etc.
(suspiro)
Apesar dos apesares, teimo: era mesmo simpático transformar estes votos presenciais numa festa dos eleitores portugueses. E penso especialmente naqueles que fazem longas viagens para ir votar, e era bonito serem recebidos com um cheirinho a Portugal.
Vou continuar a pensar no caso.
Se este voto continuar a ser presencial, pode ser que daqui a cinco anos se organize uma coisinha simpática.
Mas, para já, votem Seguro. Para termos a certeza de que daqui a cinco anos há outra vez eleições livres. Que são as únicas que justificam fazer festa.
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