No instagram, Martim Sousa Tavares ofereceu-nos este poema da sua avó, que parece escrito para os dias de hoje.
Cidade dos outros
Sophia de Mello Breyner Andresen
Uma terrível atroz imensa
Desonestidade
Cobre a cidade.
Há um murmúrio de combinações
Uma telegrafia
Sem gestos sem sinais sem fios.
O mal procura o mal e ambos se entendem
Compram e vendem.
E com um sabor de coisa morta
A cidade dos outros
Bate à nossa porta.
***
A cidade dos outros está a caminho de se instalar na nossa casa. E é um lugar feio, um lugar cheio de ódio.
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