Apesar da confusão que vai na cabeça e na consciência de certas pessoas com responsabilidades em partidos de direita, o amoral mentiroso não é o líder da direita. É apenas o líder dos portugueses que, entre a Democracia e Salazar, preferem Salazar.
Mas um Salazar 2.0: a combinar a grunhice e a falta de vergonha com a lágrima de crocodilo para apelar à emoção no tiktok.
(Por acaso agora pergunto-me: será que Salazar simpatizaria com esta sua cópia oportunista? É que, bem ou mal, o original tinha convicções que queria impor ao país em nome do bem nacional; este seu seguidor não tem qualquer convicção, tem apenas o projecto de se impor, ele próprio, ao país - e o bem nacional que se lixe. De facto, se "Estaline" desse mais votos que "Salazar", a minhoca sem coluna vertebral já teria dito "este país precisava era de três Estalines!", e tornar-se-ia o líder dos portugueses que, entre a Democracia e Estaline, preferem Estaline. Se fosse o que lhe desse mais votos, era isso mesmo que ele era.)
Tenho a certeza absoluta de que a esmagadora maioria das pessoas que votam na direita democrática são pessoas com princípios sólidos.
(E porque estou tão certa disto? Fácil, fácil: se não tivessem princípios sólidos, já tinham embarcado na cantiga do flautista de Hamelin, que é muito apelativa para um certo tipo de gente.)
Portanto: há futuro para a direita democrática. Mas ele passa unicamente pela capacidade de defender, sem margem para dúvidas, o nosso bem maior: a Democracia.
Isso significa: cordão sanitário. Isso significa afirmar: não abdicamos destes princípios.
(E mais umas quantas mudanças importantes, mas isso são temas para depois de 8 de Fevereiro, e referem-se a todos os partidos, não apenas aos da direita democrática.)
Daqui a menos de três semanas, Portugal vai escolher o seu presidente da República: queremos ser representados por uma pessoa com firmes convicções democráticas, ou por um manhoso sem escrúpulos nem ética?
A resposta parece-me muito simples.
Portanto: desculpem a lapalissade do dia.
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