Publiquei este apelo desesperado no Facebook:
Heeeeelp!
Depois de ter comido o chocolate que era um presente de Natal para o meu filho, arrependi-me e comprei-lhe mais uns quantos (o Marabou estava em saldos na IKEA). Agora estão aqui, na estante ao meu lado, a olhar para mim, a fazer-me negaças, a provocar-me descaradamente sem dó nem piedade.
E eu: ai, agarrem-me que me vou a eles!
Alguém me pode dizer o que fazer?
Obrigadinha.
***
Recebi estes conselhos:
1. Pensa em celulite. Visualiza. Durante dez minutos. Com respiração profunda. A cada inspiração imagina o chocolate a entrar e a criar pequenas crateras e carnes flácidas nas nas coxas, subindo pelo rabo, rodeando ancas até ao abdómen, agarrando-se à costas e braços. A cada inspiração visualiza.
(Eu: Bem tento, mas quando começo a visualizar só me ocorre o sabor de um quadradinho de chocolate (o primeiro de muitos) a desfazer-se na boca.)
2. Come esses e da próxima vez se quiseres mesmo dar-lhos compra online e envia-lhe directamente. Mas olha que se pode comprar chocolates com a intenção assumida de os comer, o que simplifica muito.
(Eu: ando há anos a comprar chocolates com a intenção assumida de os comer.
(Eu: Bem tento, mas quando começo a visualizar só me ocorre o sabor de um quadradinho de chocolate (o primeiro de muitos) a desfazer-se na boca.)
2. Come esses e da próxima vez se quiseres mesmo dar-lhos compra online e envia-lhe directamente. Mas olha que se pode comprar chocolates com a intenção assumida de os comer, o que simplifica muito.
(Eu: ando há anos a comprar chocolates com a intenção assumida de os comer.
(Normalmente, acontece depois de tomar a resolução de nunca mais comprar chocolates para comer)
Agora queria experimentar algo diferente...)
3. One minute in your lips. A lifetime in your hips!
(Eu: Sim, mas: sei lá quanto tempo me vai durar o lifetime! Eu cá vou andando de aqui e agora em aqui e agora... )
4. Os filhos não nos merecem. Come tudo.
(Eu: Ora, deixa-me cá. Vou fazendo o que posso.
(Eu: Ora, deixa-me cá. Vou fazendo o que posso.
Não me dava jeito ter de levar eu própria o meu caixão para a cova.)
5.
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