06 agosto 2013

então já o dia vai alto, e ainda não contei aqui a minha vida?!

Pois é, é muito difícil voltar ao vício.

Conto então que a Christina regressou bem e feliz, fomos buscá-la ao aeroporto e demos com uma dúzia de amigos dela, com cartazes, bolos acabadinhos de fazer, balões com corações e coisas assim. Houve muita choradeira - e desta vez não fui só eu -, muitos risos, muitos abraços enormes. Depois ela, que estava a chegar de uma viagem de 22 horas, pediu para vir de autocarro com os amigos, e a festa continuou cá em casa, com esparguete para os esfomeados, bolos de chocolate, cerveja e espumante. À meia-noite nós fomos dormir e eles foram para uma festa sabe-se lá onde - com a Christina, a tal que tinha acabado de chegar de uma viagem de meia volta ao mundo.

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Eu não conto, mas há outras mocinhas que sabem o que eu fiz no Verão passado, e andam a espalhar pelos sete cantos da internet. Como a Carla R. a quem roubo o post sem vergonha nenhuma, porque é um daqueles relatos que me deixa com inveja de mim própria:
(na primeira fotografia, a grávida da direita sou eu)


5.8.13


Oporto, I lobe you too


Houve ali atrás, um fim de semana que começou da pior maneira possível.
Não. Começou antes, na bicha do Guedes por causa do bom pernil.
Minto. Começou há uns meses, quando alguém desafiou outra pessoa e eu meti-me ao barulho.
Tinha que ser mesmo mau. Foi pior. Foi tiro e queda.

Muito mais grave do que amor à primeira vista.
Foi o Porto pela luz dos olhos delas. Pelas histórias da Helena e os desejos e amores da Calita
O Porto tem o que é melhor.
Elas.
Mas merecia infinitamente mais.

Oporto, agora, I lobe you too. A ti e às tuas clarabóias. À Sé do orgão que se deixava tocar por mãos que até conheço. As ruelas sem luz nem esperança da Ribeirinha. Aquilo que foi a escola da FontinhaO que ainda resiste do que se escreve e desenha nas tuas paredes. Os jardins de Serralves, com os sons da banda a ensaiar o Jazz de mais tarde. As traseiras da Guest House que nos faz apaixonar por ti - como se tivessemos escolha. O teu rio e as pontes, mais o teleférico e o eléctrico. Tudo o que és. E ainda mais o que podias ser. As escadas da Lello e Irmão. Bolas, até do Silo Auto fiquei a gostar. E de acordar apenas 4 horas depois de ter saído da Tendinha e tudo. Tudo.
Pelos vistos, sou o mais recente emplastro dos Oporto lobersNão há volta a dar.



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4 comentários:

Carla R. disse...

Ahahaha ! E nem sequer contei o melhor, que isso nem o Alzheimer nos vai tirar.
Um beijinho à Christina.

Helena disse...

ai! O que é que foi o melhor?
(Oh, Alzheimer mio...)

Deixei um comentário (agora dois) no teu post, e não apareceu nenhum. Será que estou outra vez auto-excluída do teu blogue?

Carla R. disse...

Pronto, afinal tira. Olha, paciência, ficam as fotos, depois envio tudo para te ajudar a colar o passado.

Muito estranho, fui ver ao SPAM e não está lá nada. Se não podes comentar o meu blogue, não vejo que razão me resta para o continuar.

Helena disse...

Envia, pois!
Conheces o wetransfer?

(O Alzeimer não perdoa)

Então é sinal que fiz outra vez não sei quê, e que vou ter de desfazer, para a vida continuar normal aqui para os lados da bloguice.

E - tsss tsss tsss! - esqueci-me o que queria comentar. É mesmo isso: o Alzheimer não perdoa.

(O vinho tinho também não. Eh, pá, acabei de ter um jantar que me saiu mesmo bom. Perna de borrego assada, com um molhinho fantástico de beringelas e tomate. É uma receita do Jamie Oliver, estou a ver se ganho coragem de a traduzir e pôr no blogue)