08 abril 2013

28.3.2013 - Pampa boliviana



Por esse rio abaixo, em menos de uma semana chegamos ao Amazonas.
Iremos, não iremos? Tudo é possível, mas estamos bem onde estamos. Deitados em redes, num pavilhão lacustre muito fresco, com telhado de folhas de palmeira. Na água por baixo de nós há caimões enormes. O Matthias perguntou ao guia se é possível nadar nestas águas. "Claro que é", foi a resposta, "os caimões e as piranhas daqui são vegetarianos".
O rio convida. Mil reflexos de verde, as margens improváveis de vegetação flutuante, o céu azulíssimo, os ruídos tropicais que não sei.
É hora da sesta. No chão, mate de coca com um pouco de açúcar - delicioso.
Mais logo saíremos no barco em busca dos golfinhos cor-de-rosa, e aí poderemos nadar: onde há golfinhos não há nem caimões nem piranhas, vegetarianos ou outros.
Em troca, haverá um bando de turistas alegres, suados e  mal-cheirosos - nós, que passámos a manhã a caminhar na pampa com lama até aos joelhos, à procura da anaconda. Felizmente não a encontrámos.

4 comentários:

Interessada disse...

Estes pequenos reflexos, para quem sentia saudade, já foram uma bênção.
Bem vinda! :D

Helena disse...

Obrigada, Interessada!
:)

(e eu a pensar que podia desaparecer do mapa habitual, que ninguém reparava...)

Gi disse...

Vivam os golfinhos!

Helena disse...

:)

(Eles tocaram-nos. É um bocadinho estranho: estar a nadar, e vem o bicho e achega-se a nós. O que me calhou, então, parecia que estava mesmo a gostar. Eu bem tentava afastar-me dele, mas lá vinha ele de novo, uma e outra vez)