10 janeiro 2013

amor

Depois de uma maldade tão nua que não sabemos encaixar, um amor tão nu que nos sobressalta.
Os filmes do Haneke são um espelho equipado com raio-X.

O amor faz-nos anjo da guarda dos outros? Ou o seu Deus? Ou o seu demónio? Como reconhecemos a fronteira?

Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. 
Regressemos ao Schubert do filme, como quem tenta cobrir-se. Como quem se descobriu numa travessia plena de riscos, e teme soçobrar.





6 comentários:

sem-se-ver disse...

(viste o meu post sobre este filme?)

(tão bonito e bem, este teu)

Helena disse...

Claro que li o teu!
E como não sei escrever bonito e bem como tu, tentei desta maneira. ;-)
Quase te ia roubando esse post. Não queres abrir o blogue? Não é para mim, é para a Humanidade...

Interessada disse...

Poesia minha cara, poesia é tudo quanto aqui ...sinto?

Helena disse...

:)

Paulo disse...

Também gostei muito, apesar do soco no estômago.

Helena disse...

Paulo, aquilo é mais que um soco - mais parece um tumor, a remoer cá dentro.