20 dezembro 2012

Dennis Hopper - The Lost Album. Vintage-Fotografien aus den 1960er Jahren






Estavam perdidas numa cave, cinco caixas, e numa delas alguém escrevera "decorações de Natal". Eram as fotografias que Dennis Hopper escolheu para uma exposição em 1970 e 1971, fotos que testemunham a sensibilidade do seu olhar sobre os anos 60 da América do Norte: de Martin Luther King a Andy Warhol, passando por legiões de Hells Angels com símbolos nazis na roupa e nos capacetes. As fotografias estiveram agora no Martin-Gropius-Bau em Berlim, tal e qual como na exposição original.

Uma das primeiras mostra a Tina Turner a lavar a roupa (o que confirmou a minha convicção de que ainda hei-de acabar artista famosa - é só perseverar e não desistir nunca de lavar a roupinha com toda a dedicação).



O Paul Newman, lindo, claro, e outros figurões:



 (fonte)




(Robert Rauschenberg with his tongue stamped “Wedding Souvenir, Claes Oldenburg,” 1966. Daqui.)

A fantástica "double standard" que me prendeu e fez sorrir longamente:




A crítica corrosiva:




E muitas mais. Mais de 400. Algumas daquelas tipo ovo de Colombo, "até eu podia fazer, como é que não me lembrei disso antes dele?" (não me lembrei disso antes dele, porque ainda nem tinha nascido quando ele começou a reparar no poder estético de detalhes como texturas, das combinações de cartazes ou letreiros com figuras humanas,  etc.), outras com jogos geniais de reflexos e sombras, outras feitas de um olhar cru sobre a natureza humana.

Havia também uma pequena advertência para o nosso tempo:


E uma série muito curiosa de fotografias da sua própria casa. Uma confusão de tralha diversa, e cartazes a fazer de papel de parede. Como este, na casa de banho:


A foto foi feita com o meu telemóvel - infelizmente, não ficou muito bem. Paralizada em frente ao original, agradeci ao Dennis Hopper abrir-me (escancarar-me!) os olhos para a extraordinária malandrice dos publicitários dos bons velhos tempos antes de eu ter nascido, esses tempos de impoluta moral, quando tudo ainda era certinho como devia ser...

Quando terminei de saborear as fotografias estava a começar o filme "easy rider". Hesitei - queria muito vê-lo - mas depois decidi ir para casa lavar a roupa e passar a ferro, que começa a ser tempo de fazer pela vida e tratar de ganhar o meu primeiro  Grammy.

4 comentários:

António P. disse...

Boa noite Helena,
Mas não basta lavar a roupa (e só em tanque de cimento é que vale)...tem que encontrar o sue IKE, bêbado e que lhe dê panacada para se emancipar :)
Aí por Berlim não deve haver muitos candidatos a Ike's.
Um Feliz Natal..se até lá o mundo não acabar.

Helena disse...

António,
se calhar não vai acreditar, mas por estes dias temos um Ike a viver cá em casa.
Ontem já despachou duas garrafinhas de vinho, ao jantar. Ou pouco menos.
Já só falta mesmo começar a dar-me pancada, e o Grammy é meu! ;-)

Um bom Natal para si, se chegar a tanto. Caso contrário, feliz fim do mundo para si e para os seus! ;-)
(hehehe, já não se fazem fins do mundo como antigamente)

Paulo disse...

Essa foto do Newman, nem sei o que te diga.

Helena disse...

De roubar e levar para casa, não?
De pôr em lugar de honra, com velinhas à frente. Como na casa da Titi, na Relíquia: não esquecer de ir lá rezar um bocadinho antes de cada refeição.
;-)