21 novembro 2011

quatro dúzias


 

Um convite inusitado (mais parecia eu a testar quem é realmente amigo):


Garanto que não sei como é que estas coisas me acontecem


Anda uma pessoa toda discretinha na sua vida, e zimbas: daqui a nada faço outra vez anos.
Como se não os tivesse feito já, e há pouco tempo!
Bom, como o que não tem remédio remediado está, o melhor é rirmos juntos: no domingo, 20 de Novembro, a partir das duas da tarde.

Se o tempo estiver seco, será na margem do Wannsee, perto da paragem do autocarro 218 “Große Steinlanke“, com uma fogueirinha e queijo francês que nem vos digo nem vos conto, vinho português idem (mas também Glühwein) e (se a minha filha quiser ser simpática, isso, e também escapar ao risco de ser deserdada) brownies de chocolate com uma velinha.
Quem quiser pode trazer um banquinho de plástico ou algo do género – é mais agradável para estar de volta da fogueira.
Ah, e como saber se o tempo está bom ou mau? Olhar pela janela, e, em caso de dúvida, telefonar aqui à artista: 017xxxxxxxx
Pensei fazer uma festinha só para portugueses, mas a idade está a tornar-me mais tolerante, pelo que: aceitam-se magnanimamente também alguns estrangeiros (especialmente alemães, franceses e italianos)


Beijinhos, Helena


PS. por favor, digam se vêm, e quantos, que é para nós levarmos a litragem e o pão necessários. O queijo, está visto: será o que comprei há dias na Sabóia, e é um caso de solange der Vorrat reicht.



Beber vinho e comer queijo ao ar livre num dia 20 de Novembro, em Belim?! Os amigos começaram a sugerir um plano B, e que frio vamos rapar, e uma fogueirinha na lareira de casa isso é que era bom, e que não tem jeito nenhum beber vinho semicongelado. Mas eu permaneci inflexível, e bem, porque tivemos um dia fantástico, de temperatura "relativamente" amena e sem o menor sopro de vento. E aconteceu-nos uma festa inesquecível. Tanto, que até me faltam os superlativos. Fiquemo-nos então pelos factos:



 
Um grupo todo feito de bem-querer. Pão pão, queijo queijo, uvas e tomate-cereja, vinho. Que mais é preciso? (bem, é sempre possível melhorar um bocadinho: o vinho era Madeira, do verdadeiro)  


O espumante Informal, do Luís Pato, no frigorífico.
No copo, uma beleza: "o mosto, sem prensagem, da casta Baga plantada no solo argilo-calcáreo da Vinha da Panasqueira, colhida na última semana de Agosto de 2010, criou este branco de uva tinta."
O vinho tinto, esse, estava muito bem embrulhado em sacos térmicos para não arrefecer. Sim, quase íamos levando cobertores para abafar o vinho...

Em frente à fogueira dançou-se o Senhor da Serra e cantou-se o Grândola, o Avante e a Internacional (mas nem todos sabiam a letra completa...) (desculpem, terão de imaginar esta parte, que as fotos e os vídeos ficarão para sempre no segredo dos deuses que lá foram figurantes)

Os alemães que passavam, curiosos, tinham também direito a um bocadinho de bolo - depois de cantar Happy Birthday, evidentemente, que na Alemanha também não há almoços grátis, era o que faltava. E eles, perfeitos desconhecidos, cantavam, e riam connosco, e gostavam do bolo.



A calma ia caindo sobre o lago. Um grupo de patos pousou na água, discutimos muito cientificamente quais seriam as fêmeas, quais seriam os portugueses. Os preconceitos são uma cena que não nos assiste. 

 
 


Eu sei que me vou repetir (de novo, mais uma vez), mas tem de ser: gracias a la vida, que me ha dado tanto!

Tenho uma amiga que afirma que eu ando com um anjo atrelado a mim. Começo a acreditar que é verdade. Este ano o meu anjo andou uns meses arredio, mas voltou completamente em forma. Deve ter estado num curso de formação, e dos bons.

26 comentários:

Rita Maria disse...

Foi uma festa maravilhosa, como a aniversariante das quatro décadas!

Lucy disse...

Que maravilha!... Essa do anjo pôs-me a pensar se é causa ou efeito... e inclino-me para o último!
Quando for meia centena espero que a festa seja desdobrável e que haja uma comemoração também em Portugal!

Helena disse...

Rita: pois se até tu me repetes... ;-)

Lucy: boa ideia, essa de desdobrar a festa. Havemos de começar a fazer um brain storming para o lugar adequado.
E obrigada por essa da causa/efeito. Eu acho que o reino de Deus é injusto: quem muito tem, recebe ainda mais. É o meu caso.

Rita Maria disse...

Essa de os que têm mais receberem mais não é o reino de Deus, é o reino da terra. Cantam a Internacional e depois não reconhecem o Marxzinho mais básico...aiaiai.

Helena disse...

:-)
Mas olha que está escrito!
É uma das passagens do Evangelho que não consigo entender.

(e não te esqueças: há partes da internacional que eu não sei de cor...)

Lucy disse...

não sei porquê, dado que não tenho nada a ver com Coimbra, pensei nas margens do Mondego...talvez por ser central??
Quanto "ao que tem" etc para mim acho que é porque quem tem coragem e vê o lado bom das coisas, é generoso, interveniente, vai ter mais nem que seja em alegria de viver ao contrário de quem é desconfiado, medroso,agarrado... será?

Helena disse...

Eu à procura de um sítio bonito junto ao Mondego para fazer uma festinha: até me lembra uns amigos que andaram pela Áustria à procura do sítio mais maravilhoso para o seu casamento. (Encontraram, foi maravilhoso.)

Pois eu essa parte do lado bom e da alegria entendo. Mas pergunto-me: porque é que uns nascem já amargos e desconfiados, e outros nascem uns autênticos sempre-em-pé, sempre-a-rir?

sem-se-ver disse...

viva a lucy e suas magnificas propostas!!

(viva o mondego, tb!)

cjs disse...

É caso para dizer que ontem tiveste aquilo que mereces!
E falta referir um pormenor delicioso: num palmo de água, estava um tronco em movimento perpétuo, como que embalado pela beleza e serenidade da paisagem. Se calhar foi o teu anjinho que se sentou lá a observar-nos, enquanto balançava a perna.

snowgaze disse...

Parabéns atrasados, Helena!
À próxima avisa, que mando um red velvet cake para juntar à festa ;)

Helena disse...

snowgaze,
sim, da próxima aviso a tempo!

cjs,
eu bem digo que os teus comentários aumentam a qualidade deste blogue. Agarrem-me, que ainda transformo mais este em post.

cjs disse...

Pronto, ganhaste, chega de bajulação: ficas com o resto do Boal de 1978.

Helena disse...

YEEESSSS!
Eu bem sabia que as obras de caridade são sempre recompensadas...
(hihihihi) (hihihihihi) (hihihihi)

Helena disse...

O Boal 78 está contigo, não é? Nós temos aqui o de 1875. Talvez fosse boa ideia repartir o mal pelas aldeias: ficas com essa, nós ficamos com esta.
Também te podemos alugar esta à semana, fazemos preço de amigo - queres?

Paulo disse...

Foi bonita a festa, pá. Deve ter sido a boa pinga que te toldou os olhos e te pôs a fazer aquelas belas fotos ali de baixo. As nítidas não foste tu quem fez, pois não?

Helena disse...

Paulo, garanto-te que naquela altura a paisagem começou a balançar, foi uma coisa indescritível!
;-)

Carlos Azevedo disse...

Pelas fotos, foi um aniversário celebrado no paraíso! :-)

(e já nem falo dos comes e bebes, nham-nham ;-)

Helena disse...

Carlos,
O melhor de tudo foram as pessoas que lá estiveram. Mas delas não vou pôr fotografias aqui.
Sim, foi celebrado no paraíso. Até estava lá um anjinho num baloiço e tudo! :-)

Carlos Azevedo disse...

Incluí as pessoas no paraíso! :-)

(remendei bem?... ;-)

Helena disse...

muito bem! é isso mesmo :-)

Luis Novaes Tito disse...

Eu era um dos patos.
Grasnei ao longe: Parabéns a você!

Gi disse...

Bem me parecia que me tinha esquecido de te dar os parabéns. Parabéns atrasados, então!

Helena disse...

Luís,
bem me queria parecer que havia ali um pato mais despachado e fino que só podia ser português. E era, afinal era o Luís! Pois estava em forma: coitaditos dos patos alemães. em comparação, não tinham hipótese, nem garbo, nem graça.

Gi,
amanhã agradeço - agradeço com atraso, para ficarmos quites... ;-) ;-) ;-)

Gi disse...

LOL está bem.

Maria Bê disse...

Helena,
Um sorriso em forma de vela, um bolo em forma de abraço. Parabéns!

Helena disse...

Obrigada, Maria Bê.
:-)