08 abril 2011

o maestro como pastor de catarses

"Esta Helena só conhece o Rattle, coitada", dirão vocês, mas é o que tenho mais à mão, paciência. Cá vamos nós outra vez:
Ao ver este vídeo, que roubei ao valkirio (não me digam que precisam do link?!),



(nota para os meus amigos cristãos que não têm tempo para ver tudo o que aqui ponho: vejam ao menos os dois últimos minutos - quem me dera que o arcebispo de Berlim que fez uma homilia interminável sobre "Deus e a Arte" tivesse visto este vídeo e aprendido!)

como ia dizendo: ao ver este vídeo, lembrei-me do Simon Rattle, que dirige a orquestra com um tempo de avanço. Ainda os violinos estão num pianissimo sublime, e já ele está a fazer caretas aos metais, que no momento seguinte arrancam em tempestade. 

Até parece eu daquela vez que fui ver pela segunda vez o mesmo filme, e no momento em que todos se estavam a rir eu já estava a soluçar alto porque sabia que na cena seguinte a mãe ia morrer.

2 comentários:

Paulo disse...

Se os teus amigos cristãos só virem os dois últimos minutos perdem a lição que está nos minutos centrais. Não aconselho.

Helena disse...

Cada um dos nove minutos é fantástico, Paulo.
Mas eu estava a pensar nas pessoas que vêem "9 minutos" e deitam as mãos à cabeça e passam à frente.