20 outubro 2008

o meu parto mais bonito do mundo

A bolsa de águas rebentou na sexta-feira, pouco antes da meia-noite.
Fui para o hospital. Contracções, nada.
No sábado continuava tudo calmo.
Como os ginecologistas alemães não gostam de dar empurrõezinhos químicos à natureza, disseram-me para subir e descer escadas, a ver se o Matthias se resolvia a nascer.
Por volta das nove da noite, já tinha eu percorrido pelo menos meia muralha da China, começaram finalmente as contracções.

Quando estou em trabalho de parto, sou assim: se me sento, as contracções param.
Grande truque, hehehe: posso ligar e desligar, conforme as forças que tenho.
(Espero que não esteja aqui nenhum médico.)

O Matthias foi o meu parto mais bonito do mundo, porque foi dividido com o pai. Em vez de estar por ali com a cara de aflito que os pais têm nestas ocasiões, fez uma boa parte do trabalho. Passámos a fase da dilatação no corredor, andando de um lado para o outro. Depressa percebemos como dominar a dor: quando vinha uma contracção, ele amparava-me e massajava as minhas costas na área da bacia.
Eu sabia praticamente tudo sobre as técnicas para controlar a dor do parto - o que não imaginava, é que resultassem tão bem!

Pouco depois das onze fomos para a sala de partos. O médico disse "está quase", e eu respondi "não se apresse - já esperei tanto, que agora aguento mais um bocadinho e nasce-me um Sonntagskind".

O Matthias nasceu na primeira hora da manhã.
Muito mais que um Sonntagskind: traz em si todos os domingos.

E hoje faz 12 anos.

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