17 fevereiro 2012

Helena Araújo por Gerhard Richter

Hehehehe, presunção e água benta...

Uma das coisas mais engraçadas da exposição do Richter, que abriu no domingo passado em Berlim, são as placas de vidro que desfoca a imagem das pessoas. Por causa daquelas instalações, o ambiente nas salas é de alegre experimentação.







Também tem lá um espelho grande (uma obra de 1981, chamada "espelho", quem diria, que está exposta na Kunsthalle de Düsseldorf). Como está à entrada da exposição, ou talvez por não servir efeitos desfocados, o público atreve-se menos a brincar. Nos primeiros dez minutos da exposição ainda estamos todos bem comportados. Mas pouco depois, ao fim de meia hora de Richter, a criança que há em nós (alegre, comunicativa, confiante) desata a brincar na sala.

1 comentário:

Maria de Jesus Lourinho disse...

E não tem poderes para mandar para cá essa exposição? É que além do Gerhard Richter ser o Gerhard Richter estamos muito necessitados de rir e de alguma leveza.