07 abril 2011

"diálogo com um jovem à rasca"

Mais ou menos à milésima vez que este texto do Rui Herbon me passa pela frente, lembro a Maria Antonieta e o comentário que (dizem que) largou perante a população enraivecida:
"não têm pão? comam brioche!"

Independentemente das razões de uns e de outros: não é grande ideia subestimar milhares de pessoas que saem à rua, ou desconversar.

***

Ainda sobre este assunto: a Rita Dantas saiu-se outra vez com um post de antologia.

5 comentários:

Interessada disse...

E enquanto se distraem com estes enredos, todos se esquecem da responsabilidade dos políticos.

Jonas disse...

Só para agradecer o link para o Inferno Cheio. Li o tal post de antologia e cheira-me que vai ser um daqueles blogs em que vou chafurdar no arquivo :)

Helena disse...

Interessada,
eu acho que a responsabilidade é de nós todos.
Em Portugal, a última coisa que eu queria ser era detentora de um cargo político. Enfim: a penúltima coisa.
No fundo, todos têm alguma razão. Por isso mesmo seria boa ideia falarmos uns com os outros, em vez de ridicularizarmos ou diabolizarmos o "inimigo".


Jonas,
não conhecias a Rita?! Quando o meu blogue for grande, quer ser como o dela. Boa chafurdagem!

Interessada disse...

Claro que eu concordo inteiramente com o diálogo.
E aqui estamos nós, nesta saudável partilha de ideias.
Mas não há dúvida que, apesar das responsabilidades repartidas, os políticos têm de assumir as que aceitaram quando eleitos para os cargos que desempenham.
E,no meu entender, não devem ser proficionais da política, mas sim cidadãos competentes nas áreas necessárias para governar um país. Daí a sua responsabilidade acrescida.

Conde de Oeiras e Mq de Pombal disse...

Helena, a manifestação e os manifestantes não foram nada subestimados, tens o telescópio ao contrário: foram indecorosa e grosseiramente SOBRESTIMADOS! E olha que não foi apenas nem sobretudo no seu número (isso até é o menos importante, dado que o mesmo resulta de uma soma de tudo e do seu contrário, ou seja, nada significa - é assim como juntar milhares de Fascistas e milhares de Comunistas numa qualquer celebração inconsequente, tipo solidariedade para com os golfinhos, desculpa lá a metáfora rasca...).