25 março 2011

outras maneiras de rezar

Por causa do Sócrates e do Passos Coelho
(ah! finalmente a culpa já não é só do Sócrates! Portugal deu um grande salto em frente! e o que isto nos vai custar de ginástica mental para perceber e conseguir reajustar o disco riscado, hã? um exercício óptimo contra o Alzheimer! que seja tudo para bem da saúde pública! e adiante:)
hoje senti que precisava de ir a uma sessão de "yoga para reduzir o stress".
Não é que seja realmente yoga, mas faz-me bem na mesma.

Lá para o fim fizemos uma pequena revisão da matéria dada, "eu sou o meu melhor amigo", "eu tenho muito valor", "eu vou conseguir atingir os meus objectivos", e depois esfregamos as mãos para elas se encherem de energia, e enquanto o fazíamos a monitora (monitora? maga? sacerdotisa?) lembrava as pessoas que estão a sofrer horrores devido às catástrofes naturais e técnicas, lembrava os políticos de todo o mundo e a necessidade de eles terem pensamentos de Paz e de Bem, e depois abrimos muito os braços para espalhar a nossa melhor energia para o mundo inteiro, e com os braços fazíamos um grande círculo, para a frente e para a esquerda e para a direita, enquanto repetíamos: "eu irradio o meu sol".

Se isto não é uma maneira de rezar...
O que é curioso: primeiro afastamo-nos da Igreja, fazemos grande escarcéu para nos libertarmos do jugo desse ópio, e depois andamos por aí ó tio ó tio a tentar recuperar mistérios.
(e nem vos digo quanto custam essas sessões de irradiar o meu sol para os políticos do mundo inteiro)

7 comentários:

Blondewithaphd disse...

Essa última frase é um excelente remate!!

Rita Maria disse...

Qual é a diferença entre esse processo e o "oremos irmaos" daquela oraçao em que prometemos rezar por toda a gente?

PS: Nem quero imaginar o preço. Estás portanto a espalhar sol conservador, esotérico e de classe. Às tantas a culpa do aumento da desigualdade social é vossa.

Helena disse...

Blondeetc.,
:-)

Rita,
é assim: cada um varre à frente da sua portinha. Eu varro aqui para os lados do clube exclusivo de Charlottenburg, os que não podem sempre têm a possibilidade de entrar na igreja/sinagoga/mesquita da sua rua...
Que culpa temos nós, os da mó de cima, que os socialistas não rezem? ;-)

Brincadeiras à parte:
Se calhar é preciso reinventar as orações nas igrejas tradicionais (as gratuitas, hehehe)
Nelas não há muito espaço para silêncio, para sentirmos o nosso corpo, sentirmo-nos inteiramente, escutar o que vai dentro de nós, reencontrarmo-nos connosco, e a partir daí - e da consciencialização que há em nós algo de muito forte que pode mudar tudo -, abraçar o mundo.
O "oremos, irmãos" acontece a 200 à hora, não dá tempo para nada.

Mas claro que há excepções: já te falei de Taizé? (hihihi)

Rita Maria disse...

hihihihi
(vou-te escrever)

sem-se-ver disse...

ali ao lado tens um email. usei-o.

:)

maria disse...

eheheheh...

(tenho umas continhas a acertar contigo, mas isso virá depois) lê uma entrevista do Tolentino de Mendonça no jornal "i".

Não tenho aqui o link (preguiça) mas no facebook comento a mesma numa entrada do Rui Almeida.

beijinhos, espalhadora de orações

Helena disse...

Pois aqui fico à espera dessas contas. Será caso para fugir para debaixo da cama?
Já encontrei a entrevista. obrigada!

(eu não espalho orações, espalho energia... hihihi)