19 setembro 2015

visto de cima, o meu jardim quase parece um quadro do Mondrian







Esta manhã a minha vizinha trouxe-me um carrinho de mão cheio de flores para o meu jardim. Fui-lhe devolver o carrinho com a terra que se soltou (que a terra é cara, eu bem sei a como vendiam o m2 nesta rua) e ela deu-me mais um torrão de margaridas. Veio comigo, para ver como as outras já estavam bonitas no canteiro, e depois fomos a casa dela buscar uns catálogos de trepadeiras. A seguir ela veio ver as clematites que plantei ontem. De tanto andarmos ó pra trás e ó prá frente, ainda vamos fazer sulcos no passeio.

À tarde fui comprar uma figueira. Uma figueira em Berlim: é o que vos digo, nesta cidade há malucos para tudo. Daqui a vinte anos logo direi se resultou ou não. Caí na asneira de perguntar ao senhor do horto o que pensava de fazer uma sebe ao longo da rua com árvores de fruta em coluna (será que é este o nome certo, em Portugal?), e zimbas: saí de lá com cinco delas: pera-nashi, maçãs vermelhas, damascos, diospireiro ("portugiesisch"! - tinha de comprar, claro!), e uma que eu pensei que era de nêsperas (e fiquei toda contente) mas é nespereira-europeia, o que não é nada a mesma coisa, de modo que amanhã vou lá tentar trocar por abrunhos.

Na próxima semana tenho de encomendar uns belos metros cúbicos de boa terra para substituir o solo arenoso de Brandeburgo, depois faço a tal sebe com árvores de frutas variadas com 1 m de diâmetro e 2 m de altura. E daqui a vinte anos voltamos a falar, e eu conto se foi boa ideia.


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