13 março 2015

no jardim da Sophia


Mais vale tarde que nunca: entrei finalmente no jardim da Sophia, e deambulei pelo tempo em que sabia os segredos das fadas escondidas nos lírios do quintal.

Sentei-me no mítico musgo dos bancos, ri-me do rapaz de bronze que é afinal uma mulher de saia verde (o lobby gay, o lobby gay!), encontrei num tanque a fada Oriana encantada com a sua própria magia.



Lembrei o poeta e a velhinha, o moleiro e o lenhador: os amigos que desmazelara.
Aos sete anos, essa história afligia-me muito:  porque é que a obrigavam a esquecer-se de si para servir os outros? Havia ali uma exigência que raiava a injustiça. Então o poeta não podia cuidar da velhinha? Todos podiam dar-se ao luxo da fragilidade, só a fada Oriana é que tinha de ser perfeita e forte?





 







2 comentários:

jj.amarante disse...

Desta vez é a 2 pelos verdes, a água e o que parece um reflexo da fotógrafa, a 4 pelos bocadinhos das circunferências que deixam passar a água, a 7 por lembrar uma floresta virgem e ter uns recortes nas folhas tão bonitos, a 9 por mostrar cameleiras a servir de sebe e a 10 pela camélia perfeita, as que eu vi até agora tinham sempre uma pétala ou outra já com manchas castanhas. Serralves? Que beleza!

Helena disse...

Não é Serralves, é o Jardim Botânico no que foi outrora o jardim da Sophia. A casa onde ela cresceu.