13 janeiro 2013

amor (2)

(Copio para aqui um texto que encontrei no facebook.) (Talvez este condutor de táxi seja uma ficção, talvez este texto tenha sido copiado do livro "Chicken soup for the soul", mas fica aqui na mesma, porque gosto desta ideia do amor suspenso na surpresa dos instantes.)





A NYC Taxi driver wrote:

I arrived at the address and honked the horn. After waiting a few minutes I honked again. Since this was going to be my last ride of my shift I thought about just driving away, but instead I put the car in park and walked up to the door and knocked. 

'Just a minute', answered a frail, elderly voice. I could hear something being dragged across the floor.

After a long pause, the door opened. A small woman in her 90's stood before me. She was wearing a print dress and a pillbox hat with a veil pinned on it, like somebody out of a 1940's movie.

By her side was a small nylon suitcase. The apartment looked as if no one had lived in it for years. All the furniture was covered with sheets.

There were no clocks on the walls, no knickknacks or utensils on the counters. In the corner was a cardboard box filled with photos and glassware.

'Would you carry my bag out to the car?' she said. I took the suitcase to the cab, then returned to assist the woman.

She took my arm and we walked slowly toward the curb.

She kept thanking me for my kindness. 'It's nothing', I told her. 'I just try to treat my passengers the way I would want my mother to be treated.'

'Oh, you're such a good boy, she said. When we got in the cab, she gave me an address and then asked, 'Could you drive through downtown?'

'It's not the shortest way,' I answered quickly.

'Oh, I don't mind,' she said. 'I'm in no hurry. I'm on my way to a hospice.

I looked in the rear-view mirror. Her eyes were glistening. 'I don't have any family left,' she continued in a soft voice...'The doctor says I don't have very long.' I quietly reached over and shut off the meter.

'What route would you like me to take?' I asked.

For the next two hours, we drove through the city. She showed me the building where she had once worked as an elevator operator.

We drove through the neighborhood where she and her husband had lived when they were newlyweds She had me pull up in front of a furniture warehouse that had once been a ballroom where she had gone dancing as a girl.

Sometimes she'd ask me to slow in front of a particular building or corner and would sit staring into the darkness, saying nothing.

As the first hint of sun was creasing the horizon, she suddenly said, 'I'm tired. Let's go now'. We drove in silence to the address she had given me. It was a low building, like a small convalescent home, with a driveway that passed under a portico.

Two orderlies came out to the cab as soon as we pulled up. They were solicitous and intent, watching her every move. They must have been expecting her.

I opened the trunk and took the small suitcase to the door. The woman was already seated in a wheelchair.

'How much do I owe you?' she asked, reaching into her purse.

'Nothing,' I said.

'You have to make a living,' she answered.

'There are other passengers,' I responded.

Almost without thinking, I bent and gave her a hug. She held onto me tightly.

'You gave an old woman a little moment of joy,' she said. 'Thank you.'

I squeezed her hand, and then walked into the dim morning light. Behind me, a door shut. It was the sound of the closing of a life.

I didn't pick up any more passengers that shift. I drove aimlessly lost in thought. For the rest of that day, I could hardly talk. What if that woman had gotten an angry driver,or one who was impatient to end his shift? What if I had refused to take the run, or had honked once, then driven away?

On a quick review, I don't think that I have done anything more important in my life.

We're conditioned to think that our lives revolve around great moments.

But great moments often catch us unaware-beautifully wrapped in what others may consider a small one.

8 comentários:

Vítor Santos Lindegaard disse...

Acho que é de um senhor chamado Kent Nerburn, de um livro chamado Make Me an Instrument of Your Peace: Living in the Spirit of the Prayer of St. Francis. Não que isso interesse muito, mas enfim... Mais aqui: http://tinyurl.com/cayttx2. E cumprimentos do frio (é que está mesmo frio!...).

Helena disse...

"o comentário que veio do frio", hehehe

Obrigada pelo link, Vítor. Gostei do estilo do homem.

Maria B disse...

Também gostei.

For something completely different, mas a propósito do que o Vítor disse, quando vivia na Holanda, um vizinho, ao saber que eu era portuguesa, disse-me que tinha tido um colega português e que sabia algumas palavras, porque ele as repetia muito. Pedi-lhe para dizer o que era, pensando que ia sair algo como "muito obrigado", "por favor", ou assim, mas o que ele disse foi:"muito frio, muito frio".:)

A propósito, nunca tive uma casa tão confortável no Inverno como na Holanda. Em Portugal a temperatura é melhor na rua, mas em casa não, a não ser que se gaste uma fortuna em gasóleo (apartamentos pequenos serão mais fáceis de aquecer, claro).

Helena disse...

Maria B,
eu tento não ir a Portugal no Inverno. Brrrrr que frio, que frio. ;-)

Já estive numa casa onde, no Inverno, para aquecer mais valia ir para a rua.

Será o tipo de clima? O tipo de construção? Na Alemanha nunca me aconteceu morrer de frio dentro de casa, ou entrar na cama e ter a sensação que os lençóis estão molhados.

Maria B disse...

Como os verões são quentes as casas tradicionais eram sempre planeadas contra o calor, esquecendo que também há inverno.

Acho que a humidade terá várias razões como: o tipo de materiais de construção (os tijolos holandeses não têm buracos e na Holanda usam mais placas de betão), falta de isolamento em condições, grande dieferença de temperatura entre dia (tardes soalheiras) e noite, o que favorece o aparecimento de bolor, e falta de sistemas de aquecimento central eficientes, pois este tipo de aquecimento para além de aquecer também seca.

O gasóleo para as caldeiras é caríssimo em Portugal, pelo que na casa onde eu vivia antes não a podia pôr no máximo ou gastava o depósito todo em menos de 15 dias.
No Algarve o ar condicionado ou os acumuladores eléctricos talvez acabem por sair mais baratos. Ainda ando em experiências:)


Vítor Santos Lindegaard disse...

Não sei se a Maria B pensou que eu estava a escrever de Portugal, mas não estava - não estou: estou a escrever da Dinamarca.
Concordo plenamente com tudo o que aqui foi dito sobre o frio no inverno: também eu nunca passei tanto frio no inverno como em Portugal. Mas já passei frio no Inverno noutros lugares: na Bolívia e em Moçambique. Agora, aqui na Dinamarca, não; nem no Canadá, nem na Suíça, que foram os outros países "frios" onde vivi. Em Portugal, pelo menos até há 15 anos, o problema não eram só as casas - embora esse seja, claro, o maior problema: eram também os locais de trabalho e os espaços públicos (estabelecimentos, estações, tudo).
Agora, o meu comentário do outro dia explica-se assim: Tinha acabado de ir levar a minha filha a uns 400m daqui. Tinha calças fininhas, pateta que sou em menosprezar 800m ao frio, mas isso foi o menos: o pior foi o vento a morder-me a cara. Num descampado, com -5 de temperatura e um vento de 7 m/s, sente-se -18, diz o meu calculador de índice de resfriamento. Foi no rescaldo (literalmente) desse estado de bochechas que eu escrevi o comentário.

Vítor Santos Lindegaard disse...

Ah, esqueci-me de dizer: há um tipo de construção "tradicional", digamos assim, que, pelos vistos, funciona bem em Portugal e é perfeitamente climatizada, pelo menos para o clima de Lisboa: as casas de paredes de pedra grossa. Vivi no Bairro Alto, na Travessa de S. Pedro, num prédio de 1870 com paredes de pedra muito grossa e era uma maravilha: nunca tive frio no inverno, sem aquecimento; e era muito fresquinha no verão. Provavelmente, haverá outros fatores importantes, como tamanho e forma das divisões, localização, etc., não sei. Mas aquela casa foi a única onde vivi sem frio no inverno. Vivi depois noutra casa a cerca de 200m dessa, na R. da Rosa, que era de 1906, e aí já tudo era, infelizmente, doutra maneira...

Maria B disse...

Vítor,
Percebi que estava na Dinamarca.
Também senti muitas vezes na Holanda esse efeito do vento forte, menos no centro das cidades, mas muito comum exactamente em descampados ou locais onde, devido às características arquitectónicas, se forma um género de túnel. Apesar de tudo, o conforto da casa e, como diz muito bem, das lojas, escolas, salas de espera, transportes, etc. compensam esses momentos mais desagradáveis ao ar livre.

Não sei se sabe que ardeu há pouco tempo em Portimão uma zona comercial. Havia lá grandes pavilhões de várias empresas muito conhecidas, por ex., dos ramos de mobiliário, do-it-yourself, etc. Pois, entrei numa delas, já não sei se no início deste inverno antes do fogo, se em 2011, e o frio era tanto, mas tanto, que tornei logo a sair e estava evidentemente de casaco vestido. Achei escandaloso para os empregados que tinham de aguentar aquilo o dia inteiro (espero que depois do fogo a maior parte tenha sido transferida, conforme foi dito na com. social, para outros estabelecimentos e que particularmente os dessa firma tenham tido a sorte de ir para instalações melhores, pois há lojas dessa cadeia menos frias).