27 abril 2012

"diz-me em quem bates, dir-te-ei quem és"

No relato da Gui Castro Felga sobre o 25 de Abril de 2012 no Porto, com fotografias que me provocam lágrimas de orgulho (esta gente cujo rosto / às vezes luminoso), notei com alegria a calma com que tudo decorreu (como devia ser sempre, afinal!) e este extraordinário cartaz:


Um dia grande.
Em contrapartida, o 26 de Abril...

Tenho pensado muito no que o Nuno Ramos de Almeida disse há dias na TV. Cito de memória: o Estado, que devia assegurar estes serviços, opta por impedir as pessoas de os prestarem gratuitamente. E: a escola não é propriedade da autarquia, mas do povo, e destina-se a servir o povo.

Lanço um repto: não haverá um  grupo de juristas capaz de criar um contrato modelo para situações destas?
- Um contrato para legalizar e enquadrar a utilização de um edifício público a título gratuito por um grupo cujo objectivo comprovado seja servir a população.
- Esse grupo deveria ser autenticado pela população que serve (imagino algo como n assinaturas num raio de 1 km do edifício). Eventualmente, poderia até pedir-se uma renovação anual das assinaturas (ou de quatro em quatro anos, como as eleições).
- O contrato e as suas regras democráticas deviam ser publicados em todos os jornais, para debate e uso de outras autarquias.

2 comentários:

RCF disse...

A isso chamar-se-ia qualquer coisa como democracia participativa.
A combatividade da Gui Castro Felga é um exemplo a reter.

Cumprimentos

Helena disse...

É, sim, e a sua objectividade também. É um prazer ler os relatos que faz!