21 fevereiro 2012

"tu és polícia, tu és ladrão"

Belos tempos, quando a gente sabia distinguir sem dificuldades os dois lados da sociedade.
Depois uma pessoa cresce, e perde as certezas. Por exemplo, agora mesmo. Quem explica isso tudo muito bem é a Jonasnuts, a quem eu peço desculpa por só agora aparecer a dar eco ao seu esforço.

Resumindo muito: vem por aí uma nova lei que parte do princípio que qualquer pessoa que tem um computador ou um telemóvel é um pirata, e para evitar que grave sem pagar conteúdos cujos direitos de propriedade estão protegidos, o Estado decide que o melhor é pagar à cabeça, quando compra o computador ou o telemóvel. E como se paga uma taxa fixa por unidade da capacidade instalada, quanto maior a capacidade da coisa, maior a taxa paga.

Se entendem que isto é uma ilegalidade de todo o tamanho que corre o risco de ser aprovada pelo nosso Parlamento, se querem fazer alguma coisa para que não passarmos a ser roubados de forma descarada mas legal, vão ler a petição e assinem. E façam barulho, o mais possível. Ou isso, ou daqui a uns tempos termos de ir todos a Andorra comprar os CDs para gravar as fotos e os filmes com as gracinhas dos nossos filhos.

5 comentários:

A VIDA É UM ETERNO APRENDIZADO disse...

Olá!
Bela postagem.Realmente estamos num mundo que não sabemos distinguir quem é quem.
Grande abraço
se cuida

Jonas disse...

Obrigada Helena :)

Mas sabes, é bem mais grave do que descreves..... porque assim, como descreves, parece que podemos passar a piratear, porque já pagámos, quando, na realidade, esta lei apenas prevê que pagues pelo direito a copiar as coisas que compraste.

Compraste um CD de música, queres copiar para andares com ele no carro? É isso que estás a pagar. Cópia, para uso pessoal, de conteúdos a que tiveste acesso legal.

Não tem nada a ver com pirataria.


Cá para mim, tem a ver com extorsão.

Helena disse...

Jonas,
obrigada pela explicação.

De facto, pensava que com esta taxa os direitos dos autores ficariam automaticamente cobertos, e eu poderia baixar da internet tudo o que me apetecesse, porque passava a ser legal.

Anónimo disse...

Partilharei... Esta sede ávida de obter receitas extras, esta imaginação insensível que, como diz Jonas, mais se assemelha a pura extorsão, tem de ser combatida. Assinei a petição, obviously.
Rês

Paulo disse...

Já está.