09 março 2011

ah, bom, se é um protesto político...

Parece que a canção dos Homens da Luta não é apenas uma gracinha fácil, é mesmo um protesto político. E até há quem diga que isso nos envergonha (via meditação na pastelaria).

Ah, bom, se é um protesto político, pois eis senhores uma importante razão para os mandar a Düsseldorf!
(Se houver petição, assino já.)

É que gosto disso: parece-me um protesto muito mais civilizado e inteligente que lembrarem-se de incendiar a baixa de Lisboa, como aconteceu em Atenas.

E acho que sim, que era importante contar na Europa o que está a acontecer em Portugal.

E que a Europa se encha de medo, acredite mesmo que "estes movimentos da “reacção”, “anti-sistema”, “anti-partidos”, “anti-tudo” estão na moda, são bem organizados, mas não teêm soluções credíveis para o país no mundo moderno em que vivemos. Cantam contra o governo, contra a Alemanha, o FMI, a Europa, os mercados, as agências de rating, os bancos, os EUA, os partidos. Acenam com o fantasma do fascismo, mas teêm como alternativa a anarquia ou uma ditadura comunista." (daqui)

Pois tinha graça que o refrão "contra a reacção" destes patuscos fosse temido como uma ameaça equivalente  aos estados teocráticos do Médio Oriente...

5 comentários:

António P. disse...

Bom dia Helena,
Espantoso o tempo que andamos a perder com uma canção de má qualidade.
Imagine se fosse de boa qualidade.
Ainda bem que vivemos em democracia.
E toca a começar o jejum que hoje é 4ª feira de cinzas

Cristina Torrão disse...

Desculpem intrometer-me com outro assunto, nesta polémica dos Homens da Luta, que não deixa de ter interesse. Mas volto ao caso Guttenberg e à cumplicidade da Uni Bayreuth.

Lá em baixo, sem-se-ver disse: "(nã exageremos, só o seria se tivesse deixar passar em silêncio um plágio por ela detectado)" - em relação à cumplicidade da Uni.

A Helena disse: "alguém me confidenciou que o professor responsável pelo acompanhamento desta tese será um velhote sem grande pachorra para fazer esse tipo de pesquisas na internet."

Eu acabei de ler o seguinte:

"Auch bei seinem Doktorvater hat Karl-Theodor zu Guttenberg (CSU) angeblich massiv abgekupfert. Die Dissertation des ehemaligen Verteidigungsministers enthalte an 29 Stellen Fragmente aus Peter Häberles Standardwerk "Europäische Verfassungslehre", ohne dass die Quelle ausreichend genannt sei. Das berichtet das Guttenplag-Wiki.

Guttenberg habe insgesamt 234 Zeilen aus Häberles Arbeit kopiert. Die Übernahmen finden sich dem Bericht zufolge vor allem in den Fußnoten."

http://nachrichten.t-online.de/guttenberg-hat-auch-beim-eigenen-doktorvater-abgeschrieben/id_44875200/index

Então, o Professor velhote, que não tem pachorra para fazer pesquisas na internet, não deu conta do plágio do próprio livro?!

Esta história está muito mal contada, as responsabilidades da Universidade de Bayreuth têm que ser apuradas!!!

Helena disse...

Cristina,
sem querer defender o professor e a universidade, sempre vou adiantando que às vezes leio posts que eu própria escrevi há seis anos e me surpreendem, por não me lembrar de uma única frase daquelas. Se metessem algumas dessas frases (minhas) pelo meio de textos alheios, mas deixando-as bem integradas no conjunto, eu acho que não dava conta.

Quanto mais penso nisto, mais acertado acho o que disse o jpt: é preciso dar uma volta enorme à maneira como estas coisas se fazem - o acompanhamento dos doutorandos tem de ser muito mais intenso.

(e, cá para nós, cada vez mais me parece que aquilo foi ghost writer - o Guttenberg será "esperto", mas não pode ser tão incrivelmente burro e "auto-suicida")

Cristina Torrão disse...

Até pode ser, Helena, mas eu acho que há uma grande diferença entre escrever posts, de consumo imediato, e escrever uma obra de referência. Pronto, mas quer dar o benefício da dúvida ao Professor e à Universidade, que seja...

Helena disse...

Cristina, de facto não sei. Nem sei se quero dar o benefício da dúvida - simplesmente, dei-me conta que eu poderia não saber identificar o que é meu.

Por via das dúvidas, perguntei a um professor que já foi júri de vários doutoramentos, e ele disse que não teria a certeza de saber reconhecer frases de publicações suas misturadas no texto de uma tese.