07 outubro 2013

obrigadinha, Putin!

Obrigadinha, Putin. Por tua causa, um grupo extraordinário de artistas vai-se juntar hoje num concerto de beneficência: "To Russia, with love", a favor dos direitos humanos na Rússia.

Martha Argerich e Daniel Barenboim, Gidon Kremer e Emmanuel Pahud, entre outros.
Espero que aproveite muito aos homossexuais russos e às Pussy Riot, para eu não parecer a Susaninha da Mafalda: a babar por causa daquelas iguarias que servem nos chás de caridade para conseguir fundos para comprar farinha e arroz para os pobres...




(este vídeo consegue ser tão horroroso como a música é sublime)



6 comentários:

Paulo disse...

Boa.

Helena disse...

Por ter ido a Portugal em Setembro, e ter perdido a Martha Argerich na Musikfest, estava a ver que desta vez não ia conseguir seguir os teus conselhos! :)
Mas, graças ao Putin...
(estou-me a rir, mas as notícias que chegam da Rússia são para lá de assustadoras)

Paulo disse...

Medonhas.
E no entanto, há tão pouco tempo, bem vimos Putin a pôr-se a jeito para o Nobel.

Pedro disse...

Pois é, mas entre fazer e não fazer...

(indaguei, via email, comité olímpico português e algumas marcas que vão patrocinar os JO de inverno; até agora, já lá vão mais de 4 semanas, não obtive resposta. Na Rússia é o que se vê, mas cá também se fecha demasiado os olhos; como fazer para os abrir?)

Helena disse...

Pedro,
Li há tempos um artigo no Die Zeit, no qual um homossexual russo dizia que temia que, se os JO fossem aproveitados para pressionar a Rússia, isso provocasse um aumento da má-vontade contra os homossexuais e dos ataques e perseguições.
Se os nossos protestos excitam ainda mais os ânimos contra os homossexuais, o que é que se deve fazer?

Helena disse...

Paulo,
às tantas, começa a ser tempo de pensar abolir o Nobel da Paz...
(olha o outro Nobel da Paz, o Obama: ia entrar numa guerra contra a Síria sem ninguém perceber porquê!)
(e a UE, outro Nobel: os africanos vêm morrer nas nossas praias, e os que sobrevivem levam um processo por imigração ilegal! Sim, são as leis italianas, mas isto não é uma questão italiana, é uma questão de toda a Europa.)