12 março 2013

haberemus papam


("haberemus", hihihi)

Não sei que me parece um conclave para escolher um novo Papa sem termos passado pelo choque da morte do anterior, e pelo seu pomposo funeral - faltam-me os ritos de passagem para a mesma ordem. É certo que gostei muito da humildade do gesto do Ratzinger: o abandono de um lugar para que alguém com mais saúde venha fazer o trabalho que é preciso ser feito - sinal de grande respeito pela enormidade e responsabilidade do cargo (deixemo-nos cá de gozos e metafísicas). Mas agora falta-me a onda de comoção e suspense que costuma acompanhar estes momentos. Não é bem um Papa que estão a escolher, é mais um CEO...
(veremos se sinto o mesmo quando, daqui a uns meses, a rainha da Holanda passar a coroa ao seu filho)

Mesmo assim, hoje só me lembro do filme Habemus Papam, e só me ocorre que aqueles 115 cardeais fechados na Capela Sistina estarão todos a rezar: "queira Deus que não me calhe a mim".
É bem verdade que certos filmes podem estragar as cabeças mais bem formadas...

4 comentários:

Na Província disse...

Como católica, estou curiosa com a escolha do novo papa.
Um beijinho

Helena disse...

Também estou curiosa. Mas sinto que se perdeu aquela espécie de "onda de sobrenatural". O que, pensando bem, não é negativo.

Pedro disse...

É já para o mês que vem, a 30 de Abril.

E sim, é uma sensação estranha.

Helena disse...

Pedro, sentes com a mesma estranheza a passagem da coroa entre dois vivos e esta escolha de um Papa sem ser por morte do anterior?
Para mim, esta nomeação do Papa é muito mais estranha. Mas provavelmente é apenas por ser um fenómeno novo, que nunca me ocorrera ser possível.
Já a passagem da coroa é bem mais banal. Depois do Eduardo VII, fiquei preparada para tudo.
;-)