Um homem sem domicílio fixo estava a pedir dinheiro na carruagem de metro onde eu ia. Um menino meteu a mão ao bolso e deu-lhe dois euros.
- Nem pensar em aceitar esse dinheiro!, protestou o homem. É a tua semanada, é para ti.
- Não é nada!, respondeu o menino. Encontrei esta moeda no chão.
- Mesmo assim. Fica com esse dinheiro. Obrigado, mas não aceito.
Os pais do miúdo entraram na conversa, e deram-lhe algum dinheiro.
E vocês? Também houve sinais de humanidade na vossa semana?
2 comentários:
Deixe-me cá pensar, já que o jeito para inventar situações é rasteiro qb. No metro não dei esmola, a história dos cartões elimina-nos as moedas e até as notas na carteira; e também porque conheço os pedintes, são profissionais há muito ano. É verdade que, se algum é novo e não tem aquele tom de pele que a droga lhes empresta, sou mais sensível. Bom, a única coisa que fiz de meritório foi dar alguns conselhos numa loja de roupa barata e colocar por ordem os cabides com as roupas - os meus e os muitos que os clientes deixam nos gabinetes de prova. Digamos que ajudo sempre a arrumar a casa e nem julgo que isto sirva, é apenas civismo.
Boa semana
Fico sempre decepcionada comigo própria por não levar no bolso moedas para dar. E dou convictamente às pessoas com dependências. Que eu bem sei o que é andar pela casa toda à procura de um chocolate, e não encontrar...
Ou seja: se eu fosse toxicodependente, e andasse nos autocarros e comboios a pedir, também gostava que reparassem na minha presença, e me dessem uma moedinha.
E bem sei que não é assim que resolvo problema nenhum, excepto aquele imediato: escolher se faço de conta que não vi uma pessoa que está à minha frente, e me pede uma moeda porque precisa de comprar mais uma rodada.
Essas pessoas estão numa situação muitíssimo pior que a minha, não trocava de vida com elas por nada deste mundo. Dar-lhes uma moedinha é o mínimo - a mim não custa nada, e para elas é um pequeno alívio. Ao menos não se sentem desprezadas.
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