Poema tão bonito e apelativo como oportuno. Lembrou-me um livro de Lobo Antunes "Não entres tão depressa nessa noite escura". Parece-me que o problema é não haver raiva suficiente, é a ausência da energia que a raiva mobiliza, sendo capaz de impedir que a luz se apague. Boa tarde
Dylan Thomas começou a escrever este poema quando o pai dele adoeceu com gravidade. É um apelo que nasce da impotência. Mas quando penso neste verso como acto de resistência, tenho de acreditar que a luz vai viver. Lembra-me uma escultura que há no Vaticano: Laocoonte e os filhos. Faltava o braço direito à estátua, e inventaram-lhe um novo - Laocoonte luta contra a cobra. Mais tarde o braço foi encontrado, e descobriu-se que afinal já perdera.
Só é possível haver raiva e energia se não soubermos que já estamos perdidos.
2 comentários:
Poema tão bonito e apelativo como oportuno. Lembrou-me um livro de Lobo Antunes "Não entres tão depressa nessa noite escura".
Parece-me que o problema é não haver raiva suficiente, é a ausência da energia que a raiva mobiliza, sendo capaz de impedir que a luz se apague.
Boa tarde
Dylan Thomas começou a escrever este poema quando o pai dele adoeceu com gravidade. É um apelo que nasce da impotência.
Mas quando penso neste verso como acto de resistência, tenho de acreditar que a luz vai viver.
Lembra-me uma escultura que há no Vaticano: Laocoonte e os filhos. Faltava o braço direito à estátua, e inventaram-lhe um novo - Laocoonte luta contra a cobra. Mais tarde o braço foi encontrado, e descobriu-se que afinal já perdera.
Só é possível haver raiva e energia se não soubermos que já estamos perdidos.
(Falei disso aqui: https://conversa2.blogspot.com/2016/03/ja-perdeu.html)
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