12 janeiro 2026

do not go gentle into that good night

 


Rage! Rage against the dying of the light!

2 comentários:

bea disse...

Poema tão bonito e apelativo como oportuno. Lembrou-me um livro de Lobo Antunes "Não entres tão depressa nessa noite escura".
Parece-me que o problema é não haver raiva suficiente, é a ausência da energia que a raiva mobiliza, sendo capaz de impedir que a luz se apague.
Boa tarde

Helena Araújo disse...


Dylan Thomas começou a escrever este poema quando o pai dele adoeceu com gravidade. É um apelo que nasce da impotência.
Mas quando penso neste verso como acto de resistência, tenho de acreditar que a luz vai viver.
Lembra-me uma escultura que há no Vaticano: Laocoonte e os filhos. Faltava o braço direito à estátua, e inventaram-lhe um novo - Laocoonte luta contra a cobra. Mais tarde o braço foi encontrado, e descobriu-se que afinal já perdera.

Só é possível haver raiva e energia se não soubermos que já estamos perdidos.

(Falei disso aqui: https://conversa2.blogspot.com/2016/03/ja-perdeu.html)