- Mais fotos.
De momento, estamos aqui:
Ontem, um pouco antes do almoço, o Joachim saiu com alguns dos amigos em passeio pela quinta, e desta vez levou a máquina fotográfica. Eu fiquei com outros a tratar do almoço. Antes disso também tinha subido por esses carreiros para ir às alfaces e às groselhas para a salada. No caminho havia uma cerejeira toda oferecida, com frutos enormes. Ora bem: não é boa ideia ir às cerejas com um vestido relativamente curto. Mas, felizmente, por causa da desertificação do interior não havia ninguém a ver as tristes figuras que fiz no meio da paisagem.
(As cerejas estavam deliciosas, as ameixas bravas também)
O castelo de Penedono exerce sobre mim um extraordinário fascínio. Quanto daquelas ameias será Estado Novo? Olhei as pedras com vagar, e pareciam todas do mesmo século.
Havia feira medieval, com uma animação como nunca vi. As ruas estavam cheias de actores da região, desempenhando o seu papel com jeito e humor. Comemos sopa da pedra e pão com chouriço a sair do forno (desde que o Matthias disse que é um disparate querer fazer dieta em Portugal, decidi aceitar o meu destino, e trato de comer o que aparece e apetece), e bebemos ginjinha de Óbidos em copos de chocolate. Iam assaltar o castelo às onze da noite, mas como nós somos da paz e do amor fomo-nos embora antes de abrirem as hostilidades - estava demasiado frio para a nossa roupa de Verão.
Verão? Não quero parecer mal-agradecida, mas este é o segundo ano em que me pergunto como é que costumava ser o Verão em Portugal.
Há bocadinho almoçámos picanha de churrasco debaixo desta ramada onde no ano passado traduzi algumas páginas do Tralalá, e agora estamos todos por aqui a jiboiar. Consta que estamos de férias.
Amanhã vamos visitar algumas quintas, ver as possibilidades de no próximo ano se organizar por aqui uma série de concertos "jazz na quinta". E talvez eu vá até ao fim da linha do Douro explorar um restaurante que lá há (diz que tem peixinhos do rio fantásticos, mas pergunto-me se isso não é um caso de infanticídio e se não vou arranjar problemas com a Quercus), para mostrar à família Kaminer no ano que vem. Aliás, a frase "tenho de mostrar isto aos Kaminer" tem-se ouvido muito por cá.



