12 dezembro 2011
Chillida
Chillida é o autor da escultura que está em frente à Chancelaria, representando as duas Alemanhas que se buscam. As suas esculturas passam uma temporada junto ao mar, para enferrujarem rapidamente. É o que se vê na primeira foto.
Estas fotos foram feitas um pouco ao acaso, num par de minutos. Mas já sei o que vou fazer na próxima vez que a Chancelaria abrir as portas ao povo.
querido Pai Natal (14)
querido Pai Natal,
Este ano arranjaste um carro, ou continuas a andar com as renas que já estão em vias de extinção? Devias tratar de te modernizar.
Chamo-me David, sou um rapaz de cor e desejo alguma coisa para estas pobres pessoas perseguidas, que andam a fugir por aqui e por acolá.
Para mim, desejo:
O saco grande e o pequeno do Milão
Os livros sobre a história do Milão
Os DVDs do Milão
A pulseira do Milão
O teu nome verdadeiro é mesmo Pai Natal, ou é outro? Não penses que não gosto desse nome, até gosto e muito, quando for grande também me quero chamar assim!
Se existires, responde-me.
David - Milão
Este ano arranjaste um carro, ou continuas a andar com as renas que já estão em vias de extinção? Devias tratar de te modernizar.
Chamo-me David, sou um rapaz de cor e desejo alguma coisa para estas pobres pessoas perseguidas, que andam a fugir por aqui e por acolá.
Para mim, desejo:
O saco grande e o pequeno do Milão
Os livros sobre a história do Milão
Os DVDs do Milão
A pulseira do Milão
O teu nome verdadeiro é mesmo Pai Natal, ou é outro? Não penses que não gosto desse nome, até gosto e muito, quando for grande também me quero chamar assim!
Se existires, responde-me.
David - Milão
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querido Pai Natal
11 dezembro 2011
lunáticos
Ontem, em frente aos edifícios da Bauhaus em Dessau, parámos a observar a lua.
- Ainda ontem estava cheia, dizia alguém, e agora falta-lhe aquele bocado enorme.
- Só pode ser uma nuvem, respondi eu.
- Então não vês que as nuvens estão bem mais baixas?, argumentava um terceiro.
No regresso a Berlim, a lua estava cheia, magnífica. "Afinal era mesmo uma nuvem", pensei eu, vitoriosa.
"Foi um eclipse lunar", informou-me o Matthias, no skype um pouco mais tarde. Não há dúvida: que seria de mim, sem as informações que me chegam dos EUA?
(gostava de mostrar melhores fotografias, mas só tinha o telemóvel e, também para variar, estava atrasada)
- Ainda ontem estava cheia, dizia alguém, e agora falta-lhe aquele bocado enorme.
- Só pode ser uma nuvem, respondi eu.
- Então não vês que as nuvens estão bem mais baixas?, argumentava um terceiro.
No regresso a Berlim, a lua estava cheia, magnífica. "Afinal era mesmo uma nuvem", pensei eu, vitoriosa.
"Foi um eclipse lunar", informou-me o Matthias, no skype um pouco mais tarde. Não há dúvida: que seria de mim, sem as informações que me chegam dos EUA?
(gostava de mostrar melhores fotografias, mas só tinha o telemóvel e, também para variar, estava atrasada)
espíritos omnividentes
Quando em criança me disseram - para me consolar, certamente - que não vemos as pessoas depois da sua morte, mas que elas continuam por aqui a olhar por nós, apanhei um susto: então não bastava que a minha avó morresse? Para cúmulo ficava aí invisível a observar-me quando eu metia o dedo no nariz, e outras coisinhas? Podia lá a morte ser uma passagem para a total invasão da privacidade daqueles que amamos?!
Sosseguei-me imaginando que do lado do paraíso tudo isto seria visto com um olhar benevolente. Porque não podia ser de outra forma: é impossível viver sob a permanente ameaça de espíritos omnividentes, críticos e castigadores.
Uma pessoa cresce, vai a pouco e pouco descobrindo certas verdades do mundo, e acaba por perder ou relativizar os medos da infância. Sim, que importa que a minha avó me possa ver sentada na sanita, se hoje em dia é tão fácil fotografar-me ou filmar-me em espaços que sinto privados (a minha casa, o meu carro, o meu jardim, uma casa de banho pública), gravar os meus telefonemas ou até tudo o que digo, entrar no meu computador e copiar tudo o que lá encontrarem - e divulgar depois na internet?
De modo que: voltem, almas do paraíso, pairem à vontade sobre as nuvens, olhem e devassem tudo o que vos apetecer. Perdida por mil, perdida por cem...
***
De modo que: podes voltar, Walter Gropius, quero muito que venhas ver o que o sol de inverno faz nas casas que construíste para os teus mestres da escola em Dessau: Klee e Kandinsky, Muche e Schlemmer, Feininger e Moholi-Nagy.
Sosseguei-me imaginando que do lado do paraíso tudo isto seria visto com um olhar benevolente. Porque não podia ser de outra forma: é impossível viver sob a permanente ameaça de espíritos omnividentes, críticos e castigadores.
Uma pessoa cresce, vai a pouco e pouco descobrindo certas verdades do mundo, e acaba por perder ou relativizar os medos da infância. Sim, que importa que a minha avó me possa ver sentada na sanita, se hoje em dia é tão fácil fotografar-me ou filmar-me em espaços que sinto privados (a minha casa, o meu carro, o meu jardim, uma casa de banho pública), gravar os meus telefonemas ou até tudo o que digo, entrar no meu computador e copiar tudo o que lá encontrarem - e divulgar depois na internet?
De modo que: voltem, almas do paraíso, pairem à vontade sobre as nuvens, olhem e devassem tudo o que vos apetecer. Perdida por mil, perdida por cem...
***
De modo que: podes voltar, Walter Gropius, quero muito que venhas ver o que o sol de inverno faz nas casas que construíste para os teus mestres da escola em Dessau: Klee e Kandinsky, Muche e Schlemmer, Feininger e Moholi-Nagy.
querido Pai Natal (13)
querido menino Jesus,
faz com que os pais não tenham de ir para a prisão.
Mas ainda não é tudo. Quero que a guerra nunca chegue à minha aldeia, porque na televisão vejo crianças que são muito magras e têm muitas doenças, porque se matam umas às outras na guerra. Queria que tu ajudasses essas crianças, e lhes desses bonecas e panelinhas, para terem alguma alegria.
Por sorte eu vivo bem, até muito bem, ainda tenho todos os meus avós. Mas se penso naqueles que são menos felizes que eu, lembro-me que também eu podia passar a ser subalimentada de um momento para o outro.
Para mim não quero pedir nada, porque a vida já me ofereceu tudo. Peço-te apenas que nada disso me falte!
Laura - Ponderano (Vicenza)
faz com que os pais não tenham de ir para a prisão.
Mas ainda não é tudo. Quero que a guerra nunca chegue à minha aldeia, porque na televisão vejo crianças que são muito magras e têm muitas doenças, porque se matam umas às outras na guerra. Queria que tu ajudasses essas crianças, e lhes desses bonecas e panelinhas, para terem alguma alegria.
Por sorte eu vivo bem, até muito bem, ainda tenho todos os meus avós. Mas se penso naqueles que são menos felizes que eu, lembro-me que também eu podia passar a ser subalimentada de um momento para o outro.
Para mim não quero pedir nada, porque a vida já me ofereceu tudo. Peço-te apenas que nada disso me falte!
Laura - Ponderano (Vicenza)
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querido Pai Natal
10 dezembro 2011
momentos de um 2011 (2)
No dia 11 de Setembro a Anne-Sophie Mutter tocou uma peça extra-programa em homenagem às vítimas do "9.11": Air, da suite nº3 de Bach, interpretada com uma tranquila intensidade.
Era o concerto de abertura da Musikfest Berlin, e o comissário dos Berliner Festspiele foi ter com ela ao palco. Quando trouxeram flores à violinista, ela recebeu-as e ofereceu-as ao Joachim Sartorius no mesmo movimento do braço:
Gosto muito de momentos assim.
E para não deixar a minha carreira de correspondente da Caras em Berlim por mãos alheias, cá vão mais três fotografias do vestido da solista, e mais uma do panorama geral da sala.
Era o concerto de abertura da Musikfest Berlin, e o comissário dos Berliner Festspiele foi ter com ela ao palco. Quando trouxeram flores à violinista, ela recebeu-as e ofereceu-as ao Joachim Sartorius no mesmo movimento do braço:
Gosto muito de momentos assim.
E para não deixar a minha carreira de correspondente da Caras em Berlim por mãos alheias, cá vão mais três fotografias do vestido da solista, e mais uma do panorama geral da sala.
querido Pai Natal (12)
querida Santa Lucia,
eu só quero uma única coisa para toda a família: um aparelho de vídeo, para não me aborrecer quando estou sozinha em casa ao domingo.
Queria um aparelho muito especial, de onde as pessoas saem e vêm ter comigo. Quero, por exemplo, que o Eduardo Mãos-de-Tesoura venha cortar o meu cabelo, para eu não ter de ir ao cabeleireiro.
Muitos cumprimentos e beijinhos da Stefania que gosta muito de ti.
Stefania - Agrigent
eu só quero uma única coisa para toda a família: um aparelho de vídeo, para não me aborrecer quando estou sozinha em casa ao domingo.
Queria um aparelho muito especial, de onde as pessoas saem e vêm ter comigo. Quero, por exemplo, que o Eduardo Mãos-de-Tesoura venha cortar o meu cabelo, para eu não ter de ir ao cabeleireiro.
Muitos cumprimentos e beijinhos da Stefania que gosta muito de ti.
Stefania - Agrigent
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querido Pai Natal
09 dezembro 2011
o Advento desperta a Turandot que há em mim
(para quem sabe pouco de ópera, uma versão alternativa: o Advento desperta a Salomé que há em mim)
(para quem sabe pouco de ópera e da Bíblia: wikipedia.com)
Dear toothfeary
Mais uma variação do tema "querido Pai Natal":
Dear toothfeary
I'v been loveing the gifts your brining me, but this time I have been waiting sence day and night for you to bring me 20 dolors or more! But please just this time please just onece. If you will not make it just give me another prity doll or animal. I'v always been waiting for you to bring me money but I am stil loveing the gifts you ave brining me. All the time Iv been trying to save money just to buy something special but I keep on runing out of money. My brother and I have to put our money together but then their is not inofe, so please just onece.
love toothfeary
from Christina
(em San Francisco, teria uns seis ou sete anos, e uma chata de uma mãe, que em vez de lhe dar dinheiro, tinha a pancada dos Folkmanis Puppets do Pier 29)
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querido Pai Natal
eu devia frequentar mais vezes o twitter do Kaminer
wladimirkaminer Wladimir Kaminer
A caminho do México, mudando três vezes de avião, para pôr os mexicanos a dançar. Publicidade para a cultura alemã no estrangeiro. Beso me, mutcho!
wladimirkaminer Wladimir Kaminer
Em Guadalajara. O sol brilha, mas não nos aproveita. Estamos na Feira do Livro, à sombra da grande literatura alemã.
wladimirkaminer Wladimir Kaminer
A Russendisko em Guadanajara foi espectacular, milhares de pessoas aos gritos, com o entusiasmo até se despiram, infelizmente eram quase todos homens. Hoje discoteca outra vez.
wladimirkaminer Wladimir Kaminer
Já regressei do México, mas nem sequer ia a meio de provar todas as variedades de Tequila. A pátria escolheu entre a peste e a cólera.
SICASAL
Passo uma mensagem que recebi por e-mail:
SICASAL Campanha de Solidariedade
Atenção: trata-se de uma empresa portuguesa que, perante esta fatalidade, teve o cuidado de comunicar que não despediria um único trabalhador, sendo que são os seus próprios colaboradores que têm trabalhado na recuperação e limpeza das suas instalações.
A Sicasal é uma empresa Portuguesa. As suas instalações fabris foram parcialmente destruídas por um enorme incêndio, pondo em causa o emprego de 150 dos seus mais de 500 trabalhadores. No meio da
tragédia, a Administração veio assegurar que ninguém seria despedido e garantiu que, nem sequer haveria perdas salariais dos seus trabalhadores.
Estes disponibilizaram-se, de imediato, para trabalharem, se necessário, 24 horas seguidas para ajudarem à retoma da produção e organizaram-se em grupos de segurança e de limpezas para obviarem uma paragem demorada da laboração da fábrica.
Que dois belos exemplos!...
Assim, surgiu a ideia de adquirirmos produtos da Sicasal e posteriormente os entregar ao Banco Alimentar. Não só ajudaríamos quem bem o merece, como quem bem o necessita.
Compra produtos enlatados da marca Sicasal e entrega-os no Banco Alimentar
CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE
Divulga e Participa
As empresas têm sucesso, quando Administrações e trabalhadores estão todos focalizados no mesmo objectivo.
Apoiemos aqueles que merecem antes do mais a nossa consideração.
A isto chama-se "EXEMPLO A SEGUIR!!!!"
SICASAL Campanha de Solidariedade
Atenção: trata-se de uma empresa portuguesa que, perante esta fatalidade, teve o cuidado de comunicar que não despediria um único trabalhador, sendo que são os seus próprios colaboradores que têm trabalhado na recuperação e limpeza das suas instalações.
A Sicasal é uma empresa Portuguesa. As suas instalações fabris foram parcialmente destruídas por um enorme incêndio, pondo em causa o emprego de 150 dos seus mais de 500 trabalhadores. No meio da
tragédia, a Administração veio assegurar que ninguém seria despedido e garantiu que, nem sequer haveria perdas salariais dos seus trabalhadores.
Estes disponibilizaram-se, de imediato, para trabalharem, se necessário, 24 horas seguidas para ajudarem à retoma da produção e organizaram-se em grupos de segurança e de limpezas para obviarem uma paragem demorada da laboração da fábrica.
Que dois belos exemplos!...
Assim, surgiu a ideia de adquirirmos produtos da Sicasal e posteriormente os entregar ao Banco Alimentar. Não só ajudaríamos quem bem o merece, como quem bem o necessita.
Compra produtos enlatados da marca Sicasal e entrega-os no Banco Alimentar
CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE
Divulga e Participa
As empresas têm sucesso, quando Administrações e trabalhadores estão todos focalizados no mesmo objectivo.
Apoiemos aqueles que merecem antes do mais a nossa consideração.
A isto chama-se "EXEMPLO A SEGUIR!!!!"
momentos de um 2011
Chega Dezembro, começa um stress criativo: fazer o álbum de fotografias do ano, para oferecer aos familiares e aos amigos mais próximos (esta é a questão mais complicada: quem são os amigos mais próximos?)
Por estes dias ando muito ocupada e escolher, de entre milhares de fotografias, as que cabem nas trinta páginas do álbum, e a escrever os textos que agradem tanto à sogra como aos amigos de mais íntimas cervejinhas. Quadraturas do círculo, here I come!
Uma vantagem deste trabalho: posso ouvir música. Tenho estado a tirar a barriga de misérias. Os ouvidos, queria eu dizer: tenho estado a tirar os ouvidos de misérias.
(Porque me lembrei eu de ser tradutora? Condutora de camião TIR era um trabalho que me convinha muito mais - numa viagenzita Porto-Moscovo aviava a edição completa do Mahler que me deram no aniversário. O monte de CDs que quero ouvir com calma está quase do tamanho do monte de livros que quero ler. E do de DVDs que quero ver. Ah, o paraíso: ouvir música, e depois aproveitar aquelas pausas forçadas à margem da auto-estrada para ler livros e ver DVDs. Porque é que eu não me lembrei de ir para camionista?...)
Bom, já que estou a escolher fotografias, aproveito e respingo também para o blogue.
Ora cá vamos, então, minhas senhoras e meus senhores: o meu 2011 em algumas imagens.
Passagem de ano: fizemos uma fogueira no pátio, numa clareira da neve. Casacos, gorros, vinho quente. Entre os amigos, um músico peruano que tentou ensinar-nos os seus ritmos. Pobrezito, com quem ele se foi meter...
A Berlinale 2011 abriu com uma homenagem a Jafar Panahi. No fim, o público assinou um cartaz, para enviar ao realizador que o regime iraniano impediu de trabalhar.
Por estes dias ando muito ocupada e escolher, de entre milhares de fotografias, as que cabem nas trinta páginas do álbum, e a escrever os textos que agradem tanto à sogra como aos amigos de mais íntimas cervejinhas. Quadraturas do círculo, here I come!
Uma vantagem deste trabalho: posso ouvir música. Tenho estado a tirar a barriga de misérias. Os ouvidos, queria eu dizer: tenho estado a tirar os ouvidos de misérias.
(Porque me lembrei eu de ser tradutora? Condutora de camião TIR era um trabalho que me convinha muito mais - numa viagenzita Porto-Moscovo aviava a edição completa do Mahler que me deram no aniversário. O monte de CDs que quero ouvir com calma está quase do tamanho do monte de livros que quero ler. E do de DVDs que quero ver. Ah, o paraíso: ouvir música, e depois aproveitar aquelas pausas forçadas à margem da auto-estrada para ler livros e ver DVDs. Porque é que eu não me lembrei de ir para camionista?...)
Bom, já que estou a escolher fotografias, aproveito e respingo também para o blogue.
Ora cá vamos, então, minhas senhoras e meus senhores: o meu 2011 em algumas imagens.
Passagem de ano: fizemos uma fogueira no pátio, numa clareira da neve. Casacos, gorros, vinho quente. Entre os amigos, um músico peruano que tentou ensinar-nos os seus ritmos. Pobrezito, com quem ele se foi meter...
A Berlinale 2011 abriu com uma homenagem a Jafar Panahi. No fim, o público assinou um cartaz, para enviar ao realizador que o regime iraniano impediu de trabalhar.
querido Pai Natal (11)
Estou a ficar ligeiramente cansada desta série. Não é fácil procurar as palavras certas para traduzir o insuportável sofrimento que algumas das cartas revelam.
Hoje faço uma pequena incursão num outro mundo - que devia ser, afinal, o de todas as crianças:
(encontrado aqui)
What is love?
“Love is what’s in the room with you at Christmas if you stop opening presents and listen.” – Bobby, age 7
“When someone loves you, the way they say your name is different. You just know that your name is safe in their mouth.” – Billy, age 4
“Love is when my mommy makes coffee for my daddy and she takes a sip before giving it to him, to make sure the taste is OK.” – Danny, age 7
“Love is when a girl puts on perfume and a boy puts on shaving cologne and they go out and smell each other.” – Karl, age 5
“When you love somebody, your eyelashes go up and down and little stars come out of you.” – Karen, age 7
“Love is when you kiss all the time. Then when you get tired of kissing, you still want to be together and you talk more. My Mommy and Daddy are like that. They look gross when they kiss.” – Emily, age 8
“Love is when you tell a guy you like his shirt, then he wears it everyday.” – Noelle, age 7
“Love is like a little old woman and a little old man who are still friends even after they know each other so well.” – Tommy, age 6
“I know my older sister loves me because she gives me all her old clothes and has to go out and buy new ones.” – Lauren, age 4
“During my piano recital, I was on a stage and I was scared. I looked at all the people watching me and saw my daddy waving and smiling. He was the only one doing that. I wasn’t scared anymore.” – Cindy, age 8
“My mommy loves me more than anybody. You don’t see anyone else kissing me to sleep at night.” – Clare, age 6
“Love is when Mommy sees Daddy smelly and sweaty and still says he is handsomer than Brad Pitt.” – Chris, age 7
“Love is when your puppy licks your face even after you left him alone all day.” – Mary Ann, age 4
“When my grandmother got arthritis, she couldn’t bend over and paint her toenails anymore. So my grandfather does it for her all the time, even when his hands got arthritis too. That’s love.” – Rebecca, age 8
“You really shouldn’t say ‘I love you’ unless you mean it. But if you mean it, you should say it a lot. People forget.” – Jessica, age 8
“Love is when you go out to eat and give somebody most of your French fries without making them give you any of theirs.” – Chrissy, age 6
“Love is what makes you smile when you’re tired.” – Terri, age 4
Hoje faço uma pequena incursão num outro mundo - que devia ser, afinal, o de todas as crianças:
(encontrado aqui)
What is love?
“Love is what’s in the room with you at Christmas if you stop opening presents and listen.” – Bobby, age 7
“When someone loves you, the way they say your name is different. You just know that your name is safe in their mouth.” – Billy, age 4
“Love is when my mommy makes coffee for my daddy and she takes a sip before giving it to him, to make sure the taste is OK.” – Danny, age 7
“Love is when a girl puts on perfume and a boy puts on shaving cologne and they go out and smell each other.” – Karl, age 5
“When you love somebody, your eyelashes go up and down and little stars come out of you.” – Karen, age 7
“Love is when you kiss all the time. Then when you get tired of kissing, you still want to be together and you talk more. My Mommy and Daddy are like that. They look gross when they kiss.” – Emily, age 8
“Love is when you tell a guy you like his shirt, then he wears it everyday.” – Noelle, age 7
“Love is like a little old woman and a little old man who are still friends even after they know each other so well.” – Tommy, age 6
“I know my older sister loves me because she gives me all her old clothes and has to go out and buy new ones.” – Lauren, age 4
“During my piano recital, I was on a stage and I was scared. I looked at all the people watching me and saw my daddy waving and smiling. He was the only one doing that. I wasn’t scared anymore.” – Cindy, age 8
“My mommy loves me more than anybody. You don’t see anyone else kissing me to sleep at night.” – Clare, age 6
“Love is when Mommy sees Daddy smelly and sweaty and still says he is handsomer than Brad Pitt.” – Chris, age 7
“Love is when your puppy licks your face even after you left him alone all day.” – Mary Ann, age 4
“When my grandmother got arthritis, she couldn’t bend over and paint her toenails anymore. So my grandfather does it for her all the time, even when his hands got arthritis too. That’s love.” – Rebecca, age 8
“You really shouldn’t say ‘I love you’ unless you mean it. But if you mean it, you should say it a lot. People forget.” – Jessica, age 8
“Love is when you go out to eat and give somebody most of your French fries without making them give you any of theirs.” – Chrissy, age 6
“Love is what makes you smile when you’re tired.” – Terri, age 4
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querido Pai Natal
08 dezembro 2011
we no speak americano
Uma gracinha para animar o feriado:
We No Speak Americano ft. Cleary & Harding from Jonny Reed on Vimeo.
Portugueses em Berlim
Um artigo na Berlinda.org informa sobre o modo como este grupo nasceu e ao que vem, e ao que vai.
Termina com informações importantes:
Termina com informações importantes:
O grupo Portugueses em Berlim está aberto a todos os portugueses que vivam na capital da Alemanha. Os interessados podem juntar-se ao grupo através de uma página de internet e de uma mailing list que promove a troca rápida de informação a todos os membros. Também existe uma página de divulgação no Facebook.
querido Pai Natal (10)
Pai Natal, posso contar contigo?
No ano passado escrevi-te um dia antes do Natal a dizer que presente queria receber. Disse que queria uma boneca chamada "my bebi", mas tu deste-me uma boneca que brilha à noite, e dessa eu não preciso. Até me faz medo, é como um fantasma, essa podias dar às crianças pobres ou às do asilo que limpam os pára-brisas dos carros.
Agora espero que tu este Natal não te enganes de novo, porque eu quero ter a "my bebi", e se não ma puderes trazer deixa-me um recado a explicar porque é que, na tua opinião, eu não a mereci, por exemplo, porque fui má para os outros meninos na escola?
Fiorenza - Volterra (Pisa)
No ano passado escrevi-te um dia antes do Natal a dizer que presente queria receber. Disse que queria uma boneca chamada "my bebi", mas tu deste-me uma boneca que brilha à noite, e dessa eu não preciso. Até me faz medo, é como um fantasma, essa podias dar às crianças pobres ou às do asilo que limpam os pára-brisas dos carros.
Agora espero que tu este Natal não te enganes de novo, porque eu quero ter a "my bebi", e se não ma puderes trazer deixa-me um recado a explicar porque é que, na tua opinião, eu não a mereci, por exemplo, porque fui má para os outros meninos na escola?
Fiorenza - Volterra (Pisa)
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querido Pai Natal
07 dezembro 2011
aviso muito importante a quem passa recibos verdes e é simultaneamente trabalhador por conta de outrém
O Rui Bebiano alerta:
Todos os trabalhadores independentes, emissores de «recibos verdes», estão a ser notificados pelo Instituto de Segurança Social do dever de pagarem a sua contribuição para a segurança social segundo parâmetros que são enviados em circular a cada um deles. Quem já desconta por ser trabalhador por conta de outrem – do Estado, por exemplo – está isento. Mas atenção (...): a partir de agora terá de pagar na mesma se não enviar no devido tempo para a Segurança Social, anualmente (e o prazo deste ano está quase a fechar), um comprovativo da sua condição de isento pelo facto de… pagar já para outra entidade.
Também explica como fazer para evitar o pagamento em duplicado da Segurança Social. Aqui, muito bem explicado.
Todos os trabalhadores independentes, emissores de «recibos verdes», estão a ser notificados pelo Instituto de Segurança Social do dever de pagarem a sua contribuição para a segurança social segundo parâmetros que são enviados em circular a cada um deles. Quem já desconta por ser trabalhador por conta de outrem – do Estado, por exemplo – está isento. Mas atenção (...): a partir de agora terá de pagar na mesma se não enviar no devido tempo para a Segurança Social, anualmente (e o prazo deste ano está quase a fechar), um comprovativo da sua condição de isento pelo facto de… pagar já para outra entidade.
Também explica como fazer para evitar o pagamento em duplicado da Segurança Social. Aqui, muito bem explicado.
amigos e conhecidos
Nos seus livros, Kaminer conta histórias que se passaram com ele, com os seus amigos, com os seus conhecidos. Ele faz a distinção claramente: Andrej, o meu amigo; Thomas, um conhecido.
Na Alemanha, amigos, só se tem dois ou três - os mais sortudos chegam talvez aos quatro ou aos cinco. Os outros são conhecidos, vizinhos, colegas de trabalho, pais da escola.
Em Portugal diz-se muito facilmente amigo. Quando cheguei à Alemanha, toda a gente se impressionava com as dezenas de amigos que eu tinha.
E agora: em português, o Thomas é amigo ou conhecido do Kaminer?
É sobretudo uma questão retórica, não se preocupem a responder como se o futuro da tradução mundial dependesse disto. Queria apenas fazer um apontamento sobre a dificuldade na tradução de culturas, que é muito mais que a tradução de palavras e ideias.
Um exemplo bem mais interessante é o da tradução do Antigo Testamento para o grego: como adaptar o universo e o imaginário de um povo nómada ao de um povo urbano?
E é para não falar numa tradução do Evangelho para inglês, na Idade Média, que há anos me passou pelas mãos: o conteúdo foi adaptado ao local e à época. Assim tipo: Jesus feito rei Artur e os discípulos feitos cavaleiros da távola redonda.
Na Alemanha, amigos, só se tem dois ou três - os mais sortudos chegam talvez aos quatro ou aos cinco. Os outros são conhecidos, vizinhos, colegas de trabalho, pais da escola.
Em Portugal diz-se muito facilmente amigo. Quando cheguei à Alemanha, toda a gente se impressionava com as dezenas de amigos que eu tinha.
E agora: em português, o Thomas é amigo ou conhecido do Kaminer?
É sobretudo uma questão retórica, não se preocupem a responder como se o futuro da tradução mundial dependesse disto. Queria apenas fazer um apontamento sobre a dificuldade na tradução de culturas, que é muito mais que a tradução de palavras e ideias.
Um exemplo bem mais interessante é o da tradução do Antigo Testamento para o grego: como adaptar o universo e o imaginário de um povo nómada ao de um povo urbano?
E é para não falar numa tradução do Evangelho para inglês, na Idade Média, que há anos me passou pelas mãos: o conteúdo foi adaptado ao local e à época. Assim tipo: Jesus feito rei Artur e os discípulos feitos cavaleiros da távola redonda.
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estas difíceis traduções,
russendisko
oração para o Advento
"...
Porém o tempo crescia.
E Gaspar escutava o crescer do tempo... E debruçado sobre o tempo Gaspar pensava: «Que pode crescer dentro do tempo senão a justiça?»
Ajoelhado no terraço Gaspar olhava o céu da noite. Olhava a alta e vasta abóbada nocturna, escura e luminosa, que simultaneamente mostrava e escondia.
E disse:
- Senhor, como estás longe e oculto e presente! Oiço apenas o ressoar do teu silêncio que avança para mim e a minha vida apenas toca a franja límpida da tua ausência. Fito em meu redor a solenidade das coisas como quem tenta decifrar uma escrita difícil. Mas és tu que me lês e me conheces. Faz que nada do meu ser se esconda. Chama à tua claridade a totalidade do meu ser para que o meu pensamento se torne transparente e possa escutar a palavra que desde sempre me dizes.
Primeiro pareceu a Gaspar que a estrela era uma palavra, uma palavra de repente dita na muda atenção do céu...
E foi para seguir essa estrela que Gaspar abandonou o seu palácio".
Que bela oração de Advento. Que liberdade para caminhar.
***
Encontrado no mural de um amigo, no facebook. Texto de Sophia de Melo Breyner, do conto "Os Três Reis do Oriente".
Sempre que leio textos como este lembro-me de alguns amigos ateus ou agnósticos, que acham que eu, como católica, tenho todas as respostas já pré-cozinhadas. Mal sabem eles deste tactear tocando a franja límpida de uma ausência.
Porém o tempo crescia.
E Gaspar escutava o crescer do tempo... E debruçado sobre o tempo Gaspar pensava: «Que pode crescer dentro do tempo senão a justiça?»
Ajoelhado no terraço Gaspar olhava o céu da noite. Olhava a alta e vasta abóbada nocturna, escura e luminosa, que simultaneamente mostrava e escondia.
E disse:
- Senhor, como estás longe e oculto e presente! Oiço apenas o ressoar do teu silêncio que avança para mim e a minha vida apenas toca a franja límpida da tua ausência. Fito em meu redor a solenidade das coisas como quem tenta decifrar uma escrita difícil. Mas és tu que me lês e me conheces. Faz que nada do meu ser se esconda. Chama à tua claridade a totalidade do meu ser para que o meu pensamento se torne transparente e possa escutar a palavra que desde sempre me dizes.
Primeiro pareceu a Gaspar que a estrela era uma palavra, uma palavra de repente dita na muda atenção do céu...
E foi para seguir essa estrela que Gaspar abandonou o seu palácio".
Que bela oração de Advento. Que liberdade para caminhar.
***
Encontrado no mural de um amigo, no facebook. Texto de Sophia de Melo Breyner, do conto "Os Três Reis do Oriente".
Sempre que leio textos como este lembro-me de alguns amigos ateus ou agnósticos, que acham que eu, como católica, tenho todas as respostas já pré-cozinhadas. Mal sabem eles deste tactear tocando a franja límpida de uma ausência.
querido Pai Natal (9)
Queridíssima Santa Lucia,
um bom desejo que eu tenho, e que quero que seja realizado, é que a escola desapareça da face da terra. Se não conseguires, traz-me alguns presentes materiais como o marido da Barbie, que se chama Ken. Quando brinco com ela não posso brincar que eles casam ou vão à discoteca, e então não é tão divertido.
Não te conheço, mas quero confiar em ti. Este Natal também gostava de ter a casa e a rulote da Barbie, assim as coisas da boneca não ficavam espalhadas por todos os lados e mamã não ia ralhar por causa da desarrumação. Como é que consegues pagar os presentes de todos?
Desculpa estar a pedir tantos brinquedos, mas a culpa é dos fabricantes de brinquedos, porque fazem tantos. Para o meu papá uma mola da roupa, para ele não ressonar.
A tua amiga favorita Sabina
Sabina - Poggio Mirteto (Rieti)
um bom desejo que eu tenho, e que quero que seja realizado, é que a escola desapareça da face da terra. Se não conseguires, traz-me alguns presentes materiais como o marido da Barbie, que se chama Ken. Quando brinco com ela não posso brincar que eles casam ou vão à discoteca, e então não é tão divertido.
Não te conheço, mas quero confiar em ti. Este Natal também gostava de ter a casa e a rulote da Barbie, assim as coisas da boneca não ficavam espalhadas por todos os lados e mamã não ia ralhar por causa da desarrumação. Como é que consegues pagar os presentes de todos?
Desculpa estar a pedir tantos brinquedos, mas a culpa é dos fabricantes de brinquedos, porque fazem tantos. Para o meu papá uma mola da roupa, para ele não ressonar.
A tua amiga favorita Sabina
Sabina - Poggio Mirteto (Rieti)
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querido Pai Natal
06 dezembro 2011
unir pedaços do mundo
Hoje, no Luchkonzert da Filarmonia: Duo Koko "fusão de jazz impressionista e moderna música clássica" (com Taiko Saito, japonesa, na marimba, e Niko Meinhold, alemão, ao piano), Martin Stegner (membro da Filarmónica de Berlim, viola) e Cymin Samawatie e Ralf Schwarz (da banda Cyminology). Cymin Samawatie nasceu na Alemanha, filha de imigrantes iranianos. Nas suas composições traz para o jazz poemas de grandes poetas persas: Hafis, Rumi, Kahyyam. Ralf Schwarz é o contrabaixista da banda.
Gostei especialmente de uma composição de Cymin que combinava o salmo 130 com a sura 91. E assim se juntaram naquele foyer Japão, Pérsia e Alemanha, e em improvisos de jazz se uniram pedaços do mundo.
***
Korokoro (Shuntaro Tanikawa, *1931)
O coração paira
para cá,
para lá.
Paira e encontra
um outro coração.
Às vezes fundem-se
como duas gotas de orvalho
sobre uma folha
na primeira luz da manhã.
***
A japonesa era extraordinariamente magra. Ao ver a sua cintura fina como uma folha de papel - vá, talvez duas - imaginei que uma gravidez a rebentaria, literalmente. Qual não foi o meu espanto quando, no fim do concerto, ela voltou ao palco com uma filha ao colo. Qual não foi o meu espanto quando a vi depois, fora do palco, com dois filhos ao colo!
Helena Araújo: zero a anatomia.
(Raramente tirei uma fotografia tão má como esta: não se vê o bebé que a mãe tem no braço esquerdo, e está desfocada. Mas está bem assim mesmo: não gostaria de publicar aqui a cara das crianças, e dá para ver a finíssima cintura da mãe.)
***
De um Lunchkonzert semelhante, há cerca de um ano:
Do mesmo concerto, vendo-se bem Martin Stegner na viola:
Aqui, um concerto com o Duo Koko:
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filarmonia de Berlim,
viver em Berlim
querido Pai Natal (8)
Querida Befana,
o meu nome é Fatima, tenho oito anos e não tenho a certeza se devo acreditar em ti ou não. Estou farta dos meninos da escola que dizem que tu não existes. Na minha cabeça só ouço: "a Befana existe, a Befana não existe, a Befana existe..." E quando perguntei à minha mãe, ela só fez um sorriso esquisito.
Agora vou-te contar como sou. Sou inteligente, um bocado redondinha e tenho muito apetite, porque gosto de comer, um nariz de batatinha, loura mas com cabelo comprido. Na minha família há um problema sério, e a culpa é minha, porque estamos sempre a discutir por causa de eu roer as unhas: eu tento lutar contra isso, mas é mais forte que eu e no fim acabo a roer as unhas outra vez. A seguir fico muito aflita e tento desfazer a asneira: se me pudesses ajudar, para eu não roer mais as unhas!
Claro que para isso é preciso um feitiço. O que te proponho: eu continuo a roer, mas quando a mamã ou o papá olharem, tu fazes com que elas pareçam compridas: eu ia rebentar de felicidade e podia continuar a viver sem ter de evitar isso. O meu coraçãozinho está cheio de preocupações. Fatima
PS: Se existes, dá-me uma prova.
Fatima - Pádua
o meu nome é Fatima, tenho oito anos e não tenho a certeza se devo acreditar em ti ou não. Estou farta dos meninos da escola que dizem que tu não existes. Na minha cabeça só ouço: "a Befana existe, a Befana não existe, a Befana existe..." E quando perguntei à minha mãe, ela só fez um sorriso esquisito.
Agora vou-te contar como sou. Sou inteligente, um bocado redondinha e tenho muito apetite, porque gosto de comer, um nariz de batatinha, loura mas com cabelo comprido. Na minha família há um problema sério, e a culpa é minha, porque estamos sempre a discutir por causa de eu roer as unhas: eu tento lutar contra isso, mas é mais forte que eu e no fim acabo a roer as unhas outra vez. A seguir fico muito aflita e tento desfazer a asneira: se me pudesses ajudar, para eu não roer mais as unhas!
Claro que para isso é preciso um feitiço. O que te proponho: eu continuo a roer, mas quando a mamã ou o papá olharem, tu fazes com que elas pareçam compridas: eu ia rebentar de felicidade e podia continuar a viver sem ter de evitar isso. O meu coraçãozinho está cheio de preocupações. Fatima
PS: Se existes, dá-me uma prova.
Fatima - Pádua
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querido Pai Natal
festa de Natal de portugueses para portugueses e com portugueses (3)
Aqui podem ver algumas fotos.
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viver em Berlim
05 dezembro 2011
festa de Natal de portugueses para portugueses e com portugueses (2)
Em síntese, foi isto: o mundo é um lugar bom.
Impressionante como um grupo de patuscos
(hehehe para o "compatriota", que não acha graça nenhuma a este nome que nos dei)
um grupo sem estatutos nem hierarquias, composto por pessoas muito diferentes mas igualmente atarefadas, conseguiu organizar uma festa tão bonita, com tão bom ambiente e tanta qualidade.
Ainda agora me custa a acreditar que uma coisa tão especial nos nasceu das mãos, e da contribuição gratuita de tantos: artistas excelentes que participaram sem cobrar cachet, uma incansável equipa no serviço de comes e bebes, um público que trouxe bolos deliciosos (muito eu gostava de saber quem fez aquele pão-de-ló caseiríssimo, há que anos não comia uma crostinha assim).
Em breve haverá no facebook e na berlinda.org fotos e vídeos, mas para já deixo aqui um gostinho. (infelizmente o meu fotógrafo preferido chegou um pouco mais tarde, e por isso faltam fotos das crianças no palco - aquelas dinâmicas de grupos de miúdos são sempre muito engraçadas e enternecedoras - e da Madalena Leal de Faria a cantar canções de Natal)
Projecto deLavoisier: um grupo ainda desconhecido, com um projecto muito interessante, aplaudido de tal maneira que a organização teve de aceitar que eles cantassem mais do que o tempo previsto para cada grupo.
Ópera, com Inês Thomas Almeida (Mezzosoprano), Mónica Monteiro (Soprano), David Santos (Piano)
Estava na sala quando eles fizeram o teste de som. Arrancaram com este dueto (no vídeo, é a partir de 1:19), e eu a parar tudo, os milhentos papéis esquecidos na mão, a pensar "não vais chorar, pois não, Heleninha?" - não, mas foi por pouco.
Quando elas começaram a cantar, a sala estava muito agitada. As crianças corriam à volta das cadeiras, as pessoas conversavam. Apesar dos psssst, havia uma barulheira desagradável. Mas ao fim de um minuto aconteceu um momento de milagre: as pessoas perceberam a qualidade do que estava a acontecer no palco, deixaram-se tocar pela música, e todos se calaram. Nem as crianças se ouviam. Conseguiram encantar um público extremamente diverso, onde haveria com certeza pessoas que pouco apreciam a música clássica. E deixaram toda a gente bem-disposta com o seu dueto dos gatos - nunca o vi interpretado de forma tão hilariante.
A seguir ao intervalo, Jazz: Carlos Bica (Contrabaixo) e Carsten Daerr (Piano)
E eu a perguntar-me, como o miúdo no regresso do dentista, "Is this real life?!"
A seguir, um ar de Vaudeville com Lúcia Vicente. Felizmente já não havia crianças na sala...
"Is this real life?", hehehe
Para terminar, o Trio Fado.
Fado com violoncelo, muito bonito.
E depois discoteca, e conversas animadas até altas horas da noite. Esta manhã foi difícil levantar.
Em síntese, foi isto (no português muito particular do Joachim): "os portugueses que moram em Berlim e não vieram a esta festa devem ter os pirolitos avariados".
Impressionante como um grupo de patuscos
(hehehe para o "compatriota", que não acha graça nenhuma a este nome que nos dei)
um grupo sem estatutos nem hierarquias, composto por pessoas muito diferentes mas igualmente atarefadas, conseguiu organizar uma festa tão bonita, com tão bom ambiente e tanta qualidade.
Ainda agora me custa a acreditar que uma coisa tão especial nos nasceu das mãos, e da contribuição gratuita de tantos: artistas excelentes que participaram sem cobrar cachet, uma incansável equipa no serviço de comes e bebes, um público que trouxe bolos deliciosos (muito eu gostava de saber quem fez aquele pão-de-ló caseiríssimo, há que anos não comia uma crostinha assim).
Em breve haverá no facebook e na berlinda.org fotos e vídeos, mas para já deixo aqui um gostinho. (infelizmente o meu fotógrafo preferido chegou um pouco mais tarde, e por isso faltam fotos das crianças no palco - aquelas dinâmicas de grupos de miúdos são sempre muito engraçadas e enternecedoras - e da Madalena Leal de Faria a cantar canções de Natal)
Projecto deLavoisier: um grupo ainda desconhecido, com um projecto muito interessante, aplaudido de tal maneira que a organização teve de aceitar que eles cantassem mais do que o tempo previsto para cada grupo.
Ópera, com Inês Thomas Almeida (Mezzosoprano), Mónica Monteiro (Soprano), David Santos (Piano)
Estava na sala quando eles fizeram o teste de som. Arrancaram com este dueto (no vídeo, é a partir de 1:19), e eu a parar tudo, os milhentos papéis esquecidos na mão, a pensar "não vais chorar, pois não, Heleninha?" - não, mas foi por pouco.
Quando elas começaram a cantar, a sala estava muito agitada. As crianças corriam à volta das cadeiras, as pessoas conversavam. Apesar dos psssst, havia uma barulheira desagradável. Mas ao fim de um minuto aconteceu um momento de milagre: as pessoas perceberam a qualidade do que estava a acontecer no palco, deixaram-se tocar pela música, e todos se calaram. Nem as crianças se ouviam. Conseguiram encantar um público extremamente diverso, onde haveria com certeza pessoas que pouco apreciam a música clássica. E deixaram toda a gente bem-disposta com o seu dueto dos gatos - nunca o vi interpretado de forma tão hilariante.
A seguir ao intervalo, Jazz: Carlos Bica (Contrabaixo) e Carsten Daerr (Piano)
E eu a perguntar-me, como o miúdo no regresso do dentista, "Is this real life?!"
A seguir, um ar de Vaudeville com Lúcia Vicente. Felizmente já não havia crianças na sala...
"Is this real life?", hehehe
Para terminar, o Trio Fado.
Fado com violoncelo, muito bonito.
E depois discoteca, e conversas animadas até altas horas da noite. Esta manhã foi difícil levantar.
Em síntese, foi isto (no português muito particular do Joachim): "os portugueses que moram em Berlim e não vieram a esta festa devem ter os pirolitos avariados".
querido Pai Natal (7)
Querido Pai Natal,
Como decidi ser polícia, traz-me o material necessário: pistolas e algemas, boné de polícia, sirene e formulários de interrogatório. Gosto desta profissão porque podes ver os assaltos de perto, apanhas os ladrões e bates-lhes até eles confessarem o roubo e os tiros nos velhos que recebem reforma. Assim triunfa a Justiça e nós levamo-los para a esquadra para os encher de pancada. Quando a tareia chega ao fim o juiz dá-lhes a cadeira eléctrica e fica o assunto resolvido.
É assim que se acaba com o crime e somos nós quem acaba com ele. O meu pai é obrigado a vender aquela coisa, mas não é um criminoso, ele diz que senão rebentamos todos de fome. Ele é varredor de ruas, mas só ganha meia leca. Além disso não pode ir para o trabalho porque é muito longe e tem de se levantar cedo, por isso é que está sempre doente, mas é só a fazer de conta. Cá nos vamos aguentando, mas não tenho coisas de polícia. Também quero a ambulância da Cruz Vermelha, era bom se trouxesses a que tem sirene, mas tens de trazer também a metralhadora para os criminosos, depois posso andar a toda a velocidade e dar tiros e feliz natal.
de Gennaro Giovanni
Giovanni - Noccera Inferiore (Salerno)
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querido Pai Natal
04 dezembro 2011
querido Pai Natal (6)
Querido menino Jesus,
como é que fazer para ser tão pequenino no Natal e já estares pronto na Páscoa? E no Carnaval vais de três mosqueteiros ou de Batman? Tu sabes da nossa tragédia, que o papá já não está aqui. A mamã diz que não vai haver Natal, mas nós os filhos pensamos que bem podíamos receber dois ou três pequenos presentes, mesmo se é uma tragédia. Os avós telefonam e dizem que tu levas os presentes para casa deles, mas eu e o Graziano queremos que também os tragas para cá, como dantes, quando o papá estava aqui e nos ajudava a montar o Lego e a pista de corridas. É mesmo uma tragédia!
Também queremos dar um presente de Natal bonito à mamã, que passa o dia na cama a ver vendas de tapetes e coisas na televisão, que nunca compra. Ora então, menino Jesus, já que és como nós e tens a mamã Madonna, traz presentes à nossa mamã, que passa a vida na cama a ver televisão, mas nem sequer vê os filmes, só as vendas pela televisão, e dá-lhe a cozinha em aço inox, as jarras prateadas e os tapetes persas. Talvez ela então abra e diga oooooh!!!! que lindos tapetes. Para nós não precisas de trazer nada, o mais importante é para a mamã. Jesusinho, estamos nas tuas mãos, mas é mesmo verdade que eles as furaram com pregos?
Martina, e o meu irmãozinho Graziano, que ainda não sabe escrever mas me diz as coisas. Temos esperança que nos ajudes. Ciao.
Martina - Manduria (Tarent)
como é que fazer para ser tão pequenino no Natal e já estares pronto na Páscoa? E no Carnaval vais de três mosqueteiros ou de Batman? Tu sabes da nossa tragédia, que o papá já não está aqui. A mamã diz que não vai haver Natal, mas nós os filhos pensamos que bem podíamos receber dois ou três pequenos presentes, mesmo se é uma tragédia. Os avós telefonam e dizem que tu levas os presentes para casa deles, mas eu e o Graziano queremos que também os tragas para cá, como dantes, quando o papá estava aqui e nos ajudava a montar o Lego e a pista de corridas. É mesmo uma tragédia!
Também queremos dar um presente de Natal bonito à mamã, que passa o dia na cama a ver vendas de tapetes e coisas na televisão, que nunca compra. Ora então, menino Jesus, já que és como nós e tens a mamã Madonna, traz presentes à nossa mamã, que passa a vida na cama a ver televisão, mas nem sequer vê os filmes, só as vendas pela televisão, e dá-lhe a cozinha em aço inox, as jarras prateadas e os tapetes persas. Talvez ela então abra e diga oooooh!!!! que lindos tapetes. Para nós não precisas de trazer nada, o mais importante é para a mamã. Jesusinho, estamos nas tuas mãos, mas é mesmo verdade que eles as furaram com pregos?
Martina, e o meu irmãozinho Graziano, que ainda não sabe escrever mas me diz as coisas. Temos esperança que nos ajudes. Ciao.
Martina - Manduria (Tarent)
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querido Pai Natal
03 dezembro 2011
festa de Natal de portugueses para portugueses e com portugueses
(Sendo capaz de fazer títulos destes, não sei porque é que não me pedem a mim para escrever os discursos do presidente da república no "dia da raça"...)
Ando há que tempos para contar esta história, e afinal não vou ter tempo para os detalhes. Resumidamente: há meses chegou a Berlim um compatriota nosso que achou estranho os portugueses que moram nesta cidade não saberem uns dos outros. Curiosamente, ele chegou aqui mais ou menos na altura em que eu me tinha dado conta do mesmo: quando andei aflita para tentar avisar os portugueses que podiam assistir a um Governo Sombra em directo.
Só que, perante o mesmo problema, eu desenrasquei como pude (tens a minha eterna gratidão, Rita!) e ele deitou mãos à obra. Começou a falar com uns e outros, a organizar umas reuniões e tal, e meia dúzia de meses mais tarde já há uma mailing-list no Google e um grupo "Portugueses em Berlim" no facebook, por onde passam informações, pedidos de ajuda, ofertas de emprego, ofertas de apartamento, ofertas de ajuda a imigrantes, o que calha.
(Viesse o Governo Sombra agora a Berlim, podíamos encher o Olympia Stadion. Ou quase, vá.)
E amanhã há festa. Com comidas portuguesas (yes: rissóis!) e bebidas portuguesas (espero que haja Sumol de laranja) e artistas portugueses que vão participar gratuitamente. E até público português que vai ajudar também: a vender os rissóis e o mais que for preciso.
Amanhã, domingo 4 de Dezembro, em Berlim, vai ser dia de matar saudades dos sons e dos sabores que nos são tão familiares. A entrada é livre.
Tudo isto porque alguém acreditou e começou a fazer, e porque outros embarcaram generosamente no sonho. Por estas e por outras é que eu acredito que o mundo está cheio de gente boa.
***
Programa:
Parte I
15:00 – Abertura
15:30 – Apresentação das crianças alunas da Escola Europeia Bilingue Português / Alemão
16:00 – Canções de Natal – Madalena Leal de Faria (Soprano) e David Santos (Piano)
16:15 – Projecto DeLavoisier (Música)
16:45 – Apresentação de projetos de portugueses em Berlim
17:00 – Ópera – Inês Thomas Almeida (Mezzosoprano), Mónica Monteiro (Soprano), David Santos (Piano)
17:20 – Intervalo
Parte II
18:00 – Jazz – Carlos Bica (Contrabaixo) e Carsten Daerr (Piano)
18:30 – Vaudeville – Lúcia Vicente (Dança)
18:45 – Apresentação de projetos de portugueses em Berlim. Distribuição de presentes às crianças e entrega de um quadro do artista Carlos Martins.
19:00 – Trio Fado
20:00 – Discoteca – DJ Atom
23:00 – Encerramento da Festa de Natal
A Festa de Natal terá lugar na Werkstatt der Kulturen, na Wissmannstraße 32, 12049 Berlim.
Ando há que tempos para contar esta história, e afinal não vou ter tempo para os detalhes. Resumidamente: há meses chegou a Berlim um compatriota nosso que achou estranho os portugueses que moram nesta cidade não saberem uns dos outros. Curiosamente, ele chegou aqui mais ou menos na altura em que eu me tinha dado conta do mesmo: quando andei aflita para tentar avisar os portugueses que podiam assistir a um Governo Sombra em directo.
Só que, perante o mesmo problema, eu desenrasquei como pude (tens a minha eterna gratidão, Rita!) e ele deitou mãos à obra. Começou a falar com uns e outros, a organizar umas reuniões e tal, e meia dúzia de meses mais tarde já há uma mailing-list no Google e um grupo "Portugueses em Berlim" no facebook, por onde passam informações, pedidos de ajuda, ofertas de emprego, ofertas de apartamento, ofertas de ajuda a imigrantes, o que calha.
(Viesse o Governo Sombra agora a Berlim, podíamos encher o Olympia Stadion. Ou quase, vá.)
E amanhã há festa. Com comidas portuguesas (yes: rissóis!) e bebidas portuguesas (espero que haja Sumol de laranja) e artistas portugueses que vão participar gratuitamente. E até público português que vai ajudar também: a vender os rissóis e o mais que for preciso.
Amanhã, domingo 4 de Dezembro, em Berlim, vai ser dia de matar saudades dos sons e dos sabores que nos são tão familiares. A entrada é livre.
Tudo isto porque alguém acreditou e começou a fazer, e porque outros embarcaram generosamente no sonho. Por estas e por outras é que eu acredito que o mundo está cheio de gente boa.
***
Programa:
Parte I
15:00 – Abertura
15:30 – Apresentação das crianças alunas da Escola Europeia Bilingue Português / Alemão
16:00 – Canções de Natal – Madalena Leal de Faria (Soprano) e David Santos (Piano)
16:15 – Projecto DeLavoisier (Música)
16:45 – Apresentação de projetos de portugueses em Berlim
17:00 – Ópera – Inês Thomas Almeida (Mezzosoprano), Mónica Monteiro (Soprano), David Santos (Piano)
17:20 – Intervalo
Parte II
18:00 – Jazz – Carlos Bica (Contrabaixo) e Carsten Daerr (Piano)
18:30 – Vaudeville – Lúcia Vicente (Dança)
18:45 – Apresentação de projetos de portugueses em Berlim. Distribuição de presentes às crianças e entrega de um quadro do artista Carlos Martins.
19:00 – Trio Fado
20:00 – Discoteca – DJ Atom
23:00 – Encerramento da Festa de Natal
A Festa de Natal terá lugar na Werkstatt der Kulturen, na Wissmannstraße 32, 12049 Berlim.
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viver em Berlim
eles por eles
Gravações em rolo de papel para pianolas:
"Bridal Procession" - Edvard Grieg (1843-1907)
Prelude in C Sharp Minor - Rachmaninov
Etude Op.8 No.12 - Alexander Scriabin
Toccata in D minor Op.11 - Prokofiev
Piano Sonata - Igor Stravinsky (1925)
Arabesque no.2 - Debussy
Original Rags -Scott Joplin (1899)
Rhapsody In Blue - Gershwin
Um pequeno extra: Rachmaninoff toca Rimsky-Korsakov "Scheherazade" (1º mvmt)
"Bridal Procession" - Edvard Grieg (1843-1907)
Prelude in C Sharp Minor - Rachmaninov
Etude Op.8 No.12 - Alexander Scriabin
Toccata in D minor Op.11 - Prokofiev
Piano Sonata - Igor Stravinsky (1925)
Arabesque no.2 - Debussy
Original Rags -Scott Joplin (1899)
Rhapsody In Blue - Gershwin
Um pequeno extra: Rachmaninoff toca Rimsky-Korsakov "Scheherazade" (1º mvmt)
Ku'damm, às cinco da tarde
Sim: às cinco da tarde já é noite. Sim: está um frio de rachar.
Mas: centenas de plátanos iluminados no Ku'damm ajudam - e de que maneira - a atravessar Dezembro com uma espécie de alvoroço leve.
Mahler em mão própria
Segundo a wikipedia alemã, em 9 de Novembro de 1905 Mahler tocou ele próprio ao piano algumas das suas composições, para gravar em rolos de papel que seriam depois usados nos pianos da firma Welte-Mignon. Se bem percebo russo (hihihi), aqui podem ouvir Mahler a tocar o primeiro andamento da sua quinta sinfonia:
(tradução do texto russo: uma gravação rara, fotografias, caricaturas)
(tradução do texto russo: uma gravação rara, fotografias, caricaturas)
querido Pai Natal (5)
Crido jigante de natal,
É mesmo verdade que vais cazar este ano? A minha irmã Mirta dice qe leu isso no Sorisicanzoni, mas eu não acredito, e qero saber se és viúvo como o tio Alfonso, que est ano não pode vir por cauza das prestassões do trátor e tem de ir falar com o nutário e já não aguenta este emprego mas eu não sei qe emprego.
Trás esta lista: a mota. Dschiens para sqi, a bicicleta, patins de jelo e tudo o qe encontrares.
Crido jigante de natal, eu gosto dos meninos grandes, beijar e fazer festinhas ao Michele, mas o pai já me deu uma xtalada e disse tu tem cuidado, mas eu não fiz nada, foi só por causa do noivado! também vais trazer prezentes para a primeira cumunhão? A Miriam fez uma lista com seis páginas e a mãe dela deitou tudo ao lixo.
Ciao Mirandola
Mirandola - Bassano del Grappa (Vicenza)
É mesmo verdade que vais cazar este ano? A minha irmã Mirta dice qe leu isso no Sorisicanzoni, mas eu não acredito, e qero saber se és viúvo como o tio Alfonso, que est ano não pode vir por cauza das prestassões do trátor e tem de ir falar com o nutário e já não aguenta este emprego mas eu não sei qe emprego.
Trás esta lista: a mota. Dschiens para sqi, a bicicleta, patins de jelo e tudo o qe encontrares.
Crido jigante de natal, eu gosto dos meninos grandes, beijar e fazer festinhas ao Michele, mas o pai já me deu uma xtalada e disse tu tem cuidado, mas eu não fiz nada, foi só por causa do noivado! também vais trazer prezentes para a primeira cumunhão? A Miriam fez uma lista com seis páginas e a mãe dela deitou tudo ao lixo.
Ciao Mirandola
Mirandola - Bassano del Grappa (Vicenza)
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querido Pai Natal
02 dezembro 2011
agora sim: começo a acreditar que o Natal vem por aí
Esta tarde choveu, e a chuva limpou o ar gelado, tornando as iluminações de Natal quase dolorosas de tão nítidas e kitsch. Fui ao ministério dos negócios estrangeiros, para um concerto do meu coro. Estavam a decorar a árvore de Natal na entrada.
Vendo aquele, perguntei-me quantos pinheiros de Natal vai haver em Belém neste ano de todas as misérias. No ano passado eram quatro, dois para o senhor presidente, dois para a primeira-dama. Se me deixassem mandar, este ano era um pequeno arranjo de Natal numa jarrinha. Se é crise, é crise.
O concerto correu bem, e deram-nos vinho quente no fim.
À saída, atravessei o mercado de Natal, este:
Havia dois americanos no palco, estavam a debitar disparates para o público, pelo que nem parei. Mas de repente ouvi as primeiras notas de "I feel good", e parecia um anúncio de bonecos movido a pilhas: a praça inteira, repito, a praça inteira desatou a dançar. E eu também, claro, tomada por aquela onda de boa disposição contagiante.
A cidade cheia de mercados de Natal, e eu que ainda não fui passear por nenhum. Na próxima semana, já está combinado: no fim do trabalho do Joachim, encontramo-nos no centro, todos os dias um mercado novo. Que esta vida são dois dias. E dois dias não chegam, nem de longe, para saborear esta cidade como ela pede.
(fotos à queima-roupa com telemóvel, que mais uma vez ia atrasada, e zangada comigo própria por sair para a rua num entardecer assim belo sem a máquina fotográfica)
Vendo aquele, perguntei-me quantos pinheiros de Natal vai haver em Belém neste ano de todas as misérias. No ano passado eram quatro, dois para o senhor presidente, dois para a primeira-dama. Se me deixassem mandar, este ano era um pequeno arranjo de Natal numa jarrinha. Se é crise, é crise.
O concerto correu bem, e deram-nos vinho quente no fim.
À saída, atravessei o mercado de Natal, este:
Havia dois americanos no palco, estavam a debitar disparates para o público, pelo que nem parei. Mas de repente ouvi as primeiras notas de "I feel good", e parecia um anúncio de bonecos movido a pilhas: a praça inteira, repito, a praça inteira desatou a dançar. E eu também, claro, tomada por aquela onda de boa disposição contagiante.
A cidade cheia de mercados de Natal, e eu que ainda não fui passear por nenhum. Na próxima semana, já está combinado: no fim do trabalho do Joachim, encontramo-nos no centro, todos os dias um mercado novo. Que esta vida são dois dias. E dois dias não chegam, nem de longe, para saborear esta cidade como ela pede.
(fotos à queima-roupa com telemóvel, que mais uma vez ia atrasada, e zangada comigo própria por sair para a rua num entardecer assim belo sem a máquina fotográfica)
fado
Se há uma vantagem imediata na classificação do Fado como património imaterial da humanidade (classificação essa feita por um organismo ele próprio cada vez mais imaterial, por falta de verbas...) é o debate que suscitou.
Nesta febre de fado que passou pela internet deparei com vários textos muito bons, que repasso aqui:
No Travessa do Fala-Só (por acaso foi no facebook - e se querem oferecer-se um presente de Natal gratuito e muito bom: tornem-se subscritores do Vítor no facebook. Também foi ele quem ofereceu o link para esse vídeo de fado cantado por uma croata.): O fado: do ganga, perdão, da ganga ao terylene e ao 100% algodão
No A Terceira Noite: «Imaterial», o tanas
No Segunda Língua: fado (2)
Também há a Aldina Duarte a falar do seu fado na TSF (obrigada, Dina)
E depois há coisas assim (e eu feliz por o fado sair da nossa fronteira e se tornar cidadão do mundo):
a propósito da série "querido Pai Natal"
No verão de 2009 atravessei uns EUA em grave crise económica. As revistas patetas que gosto de comprar quando lá estou (a Oprah, a Real Simple e - não me atirem tomates podres, por favor, que uma mulher não é de ferro e às vezes a futilidade ataca com força - a Martha Stewart) estavam cheias de artigos e testemunhos sobre como enfrentar a crise (a Martha Stewart a falar da crise é muito engraçada, hei-de ver se encontro essas revistas para contar depois aqui).
Julgo que foi na Real Simple que li o texto de uma jornalista freelancer de Nova Iorque, contando como tinha atravessado a insegurança desse inverno com a sua filhinha de sete ou oito anos. No apartamento gelado, a barriga a dar horas de fome, embrulhavam-se em cobertores e liam os livros da Laura Ingalls (lembram-se de "uma casa na pradaria"?), o que as ajudou a relativizar as suas próprias dificuldades e a ter esperança que a situação delas ia melhorar.
Ontem, quando estava a escolher cartas dos miúdos italianos ao Pai Natal, lembrei-me disso. Algumas delas dão sinais de um sofrimento tão insuportável que me faz sentir um certo pudor de me queixar dos meus dói-dóis.
Isto é apenas um desabafo. De modo algum um apelo a que nos acomodemos caladinhos na "porca miseria" só porque outros estão ainda pior. O mundo é para mudar por inteiro para melhor, e não para nos deixarmos ficar apaziguados pelo azar maior de outros.
Julgo que foi na Real Simple que li o texto de uma jornalista freelancer de Nova Iorque, contando como tinha atravessado a insegurança desse inverno com a sua filhinha de sete ou oito anos. No apartamento gelado, a barriga a dar horas de fome, embrulhavam-se em cobertores e liam os livros da Laura Ingalls (lembram-se de "uma casa na pradaria"?), o que as ajudou a relativizar as suas próprias dificuldades e a ter esperança que a situação delas ia melhorar.
Ontem, quando estava a escolher cartas dos miúdos italianos ao Pai Natal, lembrei-me disso. Algumas delas dão sinais de um sofrimento tão insuportável que me faz sentir um certo pudor de me queixar dos meus dói-dóis.
Isto é apenas um desabafo. De modo algum um apelo a que nos acomodemos caladinhos na "porca miseria" só porque outros estão ainda pior. O mundo é para mudar por inteiro para melhor, e não para nos deixarmos ficar apaziguados pelo azar maior de outros.
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querido Pai Natal (4)
Querido Pai Natal,
eu sei que noutros sítios é diferente de Nápoles, as professoras não batem nos meninos, mas porque é que nascemos todos em Nápoles? Onde nós estamos, no Secondigliano 167, muitos drogam-se e há tiroteios à noite, para pregar partidas uns aos outros, e quase atingiram o meu irmão Marco na perna, ele diz que foi por engano, que o confundiram com outro.
O papá já não vem a casa há meses, porque o levaram, chorei e chorei e ele disse, que é que hei-de fazer, não chores, eu volto em breve. Também levaram o Giuseppe, mas no domingo deixaram-no sair outra vez porque ainda é muito pequeno. E na escola a nossa professora bate-nos e diz palavras para nós chorarmos e expulsa-nos da sala, e quando nos deixa entrar de novo diz outra vez palavras.
E então continuamos a chorar por um bocado e por isso peço-te que me tragas seis ou sete Barbi, "rouge" para as miúdas e o comando à distância para brincar, quando o meu irmão não vê, senão ele dá-me uma taraia. Tu sabes que me chamo Maria Rosaria e sou um bocadinho triste e um bocadinho engraçada e gosto mesmo muito de ti.
Maria Rosaria - Secondigliano (Nápoles)
eu sei que noutros sítios é diferente de Nápoles, as professoras não batem nos meninos, mas porque é que nascemos todos em Nápoles? Onde nós estamos, no Secondigliano 167, muitos drogam-se e há tiroteios à noite, para pregar partidas uns aos outros, e quase atingiram o meu irmão Marco na perna, ele diz que foi por engano, que o confundiram com outro.
O papá já não vem a casa há meses, porque o levaram, chorei e chorei e ele disse, que é que hei-de fazer, não chores, eu volto em breve. Também levaram o Giuseppe, mas no domingo deixaram-no sair outra vez porque ainda é muito pequeno. E na escola a nossa professora bate-nos e diz palavras para nós chorarmos e expulsa-nos da sala, e quando nos deixa entrar de novo diz outra vez palavras.
E então continuamos a chorar por um bocado e por isso peço-te que me tragas seis ou sete Barbi, "rouge" para as miúdas e o comando à distância para brincar, quando o meu irmão não vê, senão ele dá-me uma taraia. Tu sabes que me chamo Maria Rosaria e sou um bocadinho triste e um bocadinho engraçada e gosto mesmo muito de ti.
Maria Rosaria - Secondigliano (Nápoles)
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querido Pai Natal
01 dezembro 2011
polifonia dos nacionalismos
Para terminar em beleza esta nossa última comemoração do 1-0 no famoso Portugal-Espanha de há três quinze séculos:
e ela sorri
Ontem havia Jaroussky e Freiburger Barockorchester com Petra Müllejans na Filarmonia. No programa, só Händel.
A Filarmonia estava diferente: com os aprumadinhos do costume e os jovens em roupas desmazeladas do costume (agora me lembro que já levei lá dois portugueses em t-shirts com buracos - disseram-me que eram as mais limpas que tinham, hehehe), mas com muitos mais casais homossexuais que habitualmente. Ai os malandros, querem lá ver que vinham ao mesmo que eu?...
Levei os meus binóculos novos, prenda de aniversário, e sentei-me na cadeira, toda contente com esta minha nova prótese é-para-te-ver-melhor-minha-netinha.
Começou com uma peça orquestral, diziam eles que era uma abertura, mas eu desconfio que foi um truque para aumentar o suspense. "Deixa-os esperar mais um pouco antes de lhes soltarmos a nossa estrela à frente dos olhinhos", terá pensado a organização. Pois bem: foi uma grande ideia. Sei lá se me teria sobrado alguma atenção para saborear a Petra Müllejans. E teria perdido o verdadeiro espectáculo dessa noite. Ela toca o violino como se fossem um casal antigo, daqueles casais que se entendem muito bem, daqueles que gostam de rir juntos. Soltou-se em alegria e entusiasmo nas peças instrumentais, os olhos dialogavam com a orquestra, o corpo inteiro brincava divertido. Agora parava, antecipando um momento de tensão, que logo a seguir resolvia com um salto do tronco e do braço em arco sobre o violino, agora agitava-se inteira na onda da melodia, os joelhos cediam e faziam baloiçar o corpo. E sorria.
O Jaroussky entrou durante o intróito da sua primeira ária. Mais uma grande ideia, quase me apeteceu agradecer por escrito à organização: permitia estar ali mais para ouvir a música que para aclamar o superstar. No fim da primeira ária, a minha vizinha da esquerda dizia "ah, mas o Scholl, o Scholl" e o da direita perguntava, rindo, se eu queria emprestar os binóculos à fila toda. O vizinho da direita não batia palmas.
Sobre o Jaroussky não me vou alongar muito. Já sabem: a voz, esplêndida nas árias mais lentas e sentidas, mas um pouco fraca nos exercícios de virtuosismo das mínimas e semínimas. A cara, aquela carinha, ai, aquela carinha atravessada pelo sofrimento que corre das árias. E sobretudo: as mãos do Jaroussky. Da próxima vez levo um telescópio em vez de binóculos, que as mãos do Jaroussky pedem para ser vistas com o maior detalhe. E por trás das mãos do cantor que acariciavam o ar em delicados movimentos, a Petra Müllejans sorria.
Do programa, gostei especialmente desta:
A abençoada orquestra continuou sem pausa para uma peça instrumental, o cantor abandonou o palco sem ovação, eu muito grata por esse resto de eco que nos era permitido, e tão bem se misturava com a nova melodia da Sarabande.
A seguir, a "Ombra cara":
Por mim, o concerto devia ter acabado ali. Mas não. Ainda veio mais uma ária de Fórmula Um para cordas vocais, e depois muitas palmas, e depois os encores - que me deram outra vez vontade de ficar ali a noite toda: "Sì dolce è il tormento" e "Alto Giove" (e um terceiro, que já não lembro qual foi).
A minha vizinha da esquerda corria sérios riscos de começar a ser infiel ao Scholl. O da direita não aplaudia, nem por um momento aplaudiu. Vi-lhe os olhos cheios de água, sorrimos.
A Filarmonia estava diferente: com os aprumadinhos do costume e os jovens em roupas desmazeladas do costume (agora me lembro que já levei lá dois portugueses em t-shirts com buracos - disseram-me que eram as mais limpas que tinham, hehehe), mas com muitos mais casais homossexuais que habitualmente. Ai os malandros, querem lá ver que vinham ao mesmo que eu?...
Levei os meus binóculos novos, prenda de aniversário, e sentei-me na cadeira, toda contente com esta minha nova prótese é-para-te-ver-melhor-minha-netinha.
Começou com uma peça orquestral, diziam eles que era uma abertura, mas eu desconfio que foi um truque para aumentar o suspense. "Deixa-os esperar mais um pouco antes de lhes soltarmos a nossa estrela à frente dos olhinhos", terá pensado a organização. Pois bem: foi uma grande ideia. Sei lá se me teria sobrado alguma atenção para saborear a Petra Müllejans. E teria perdido o verdadeiro espectáculo dessa noite. Ela toca o violino como se fossem um casal antigo, daqueles casais que se entendem muito bem, daqueles que gostam de rir juntos. Soltou-se em alegria e entusiasmo nas peças instrumentais, os olhos dialogavam com a orquestra, o corpo inteiro brincava divertido. Agora parava, antecipando um momento de tensão, que logo a seguir resolvia com um salto do tronco e do braço em arco sobre o violino, agora agitava-se inteira na onda da melodia, os joelhos cediam e faziam baloiçar o corpo. E sorria.
O Jaroussky entrou durante o intróito da sua primeira ária. Mais uma grande ideia, quase me apeteceu agradecer por escrito à organização: permitia estar ali mais para ouvir a música que para aclamar o superstar. No fim da primeira ária, a minha vizinha da esquerda dizia "ah, mas o Scholl, o Scholl" e o da direita perguntava, rindo, se eu queria emprestar os binóculos à fila toda. O vizinho da direita não batia palmas.
Sobre o Jaroussky não me vou alongar muito. Já sabem: a voz, esplêndida nas árias mais lentas e sentidas, mas um pouco fraca nos exercícios de virtuosismo das mínimas e semínimas. A cara, aquela carinha, ai, aquela carinha atravessada pelo sofrimento que corre das árias. E sobretudo: as mãos do Jaroussky. Da próxima vez levo um telescópio em vez de binóculos, que as mãos do Jaroussky pedem para ser vistas com o maior detalhe. E por trás das mãos do cantor que acariciavam o ar em delicados movimentos, a Petra Müllejans sorria.
Do programa, gostei especialmente desta:
A abençoada orquestra continuou sem pausa para uma peça instrumental, o cantor abandonou o palco sem ovação, eu muito grata por esse resto de eco que nos era permitido, e tão bem se misturava com a nova melodia da Sarabande.
A seguir, a "Ombra cara":
Por mim, o concerto devia ter acabado ali. Mas não. Ainda veio mais uma ária de Fórmula Um para cordas vocais, e depois muitas palmas, e depois os encores - que me deram outra vez vontade de ficar ali a noite toda: "Sì dolce è il tormento" e "Alto Giove" (e um terceiro, que já não lembro qual foi).
A minha vizinha da esquerda corria sérios riscos de começar a ser infiel ao Scholl. O da direita não aplaudia, nem por um momento aplaudiu. Vi-lhe os olhos cheios de água, sorrimos.
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filarmonia de Berlim,
viver em Berlim
mas quem se terá lembrado de dizer que isto é uma só língua?
Estou há semanas a tentar traduzir "Mitfahrzentrale", recorro aos melhores truques que conheço
(que são: (1) googlear essas palavras em todas as línguas que conheço, uma de cada vez, acrescentando site:pt na esperança que me apareça uma pista em português; (2) procurar na wikipedia noutras línguas, e ver se existe o mesmo verbete em português)
mas só me aparece "carona".
Carona!
Quem se terá lembrado de dizer que portugueses e brasileiros falam a mesma língua?
Tentem fazer pesquisa terminológica na internet, já vão ver como elas mordem. Se quero textos em português de Portugal, tenho de acrescentar alguma palavra com consoantes mudas. E até essa bengala me vão tirar agora.
Humpf.
Ora então, a vós recorro: em Portugal existe um serviço para organizar boleias? Do género: quem vai de A para B no dia x põe os três lugares vazios do carro à disposição, os interessados pagam uma pequena taxa pelo serviço de coordenação e um preço módico pela viagem - suficientemente módico para ser mais compensador que ir de comboio ou camioneta. Isso existe em Portugal? E caso exista, como é que se chama esse serviço? Em inlgês é "ridesharing". Não confundir com o "carpooling".
Esse serviço já existe: encontrei o site deBoleia - que até é gratuito.
O que eu queria era saber que nome lhe dar.
(que são: (1) googlear essas palavras em todas as línguas que conheço, uma de cada vez, acrescentando site:pt na esperança que me apareça uma pista em português; (2) procurar na wikipedia noutras línguas, e ver se existe o mesmo verbete em português)
mas só me aparece "carona".
Carona!
Quem se terá lembrado de dizer que portugueses e brasileiros falam a mesma língua?
Tentem fazer pesquisa terminológica na internet, já vão ver como elas mordem. Se quero textos em português de Portugal, tenho de acrescentar alguma palavra com consoantes mudas. E até essa bengala me vão tirar agora.
Humpf.
Ora então, a vós recorro: em Portugal existe um serviço para organizar boleias? Do género: quem vai de A para B no dia x põe os três lugares vazios do carro à disposição, os interessados pagam uma pequena taxa pelo serviço de coordenação e um preço módico pela viagem - suficientemente módico para ser mais compensador que ir de comboio ou camioneta. Isso existe em Portugal? E caso exista, como é que se chama esse serviço? Em inlgês é "ridesharing". Não confundir com o "carpooling".
Esse serviço já existe: encontrei o site deBoleia - que até é gratuito.
O que eu queria era saber que nome lhe dar.
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estas difíceis traduções
lugares secretos
Lugares secretos, um novíssimo blogue de visita a lugares amados.
Será que aceitam posts pedidos?
Eu queria pedir um sobre Chioggia, terra de pescadores no sul da baía de Veneza (a rica), que vale mesmo a pena conhecer.
(eu queria pedir um post por dia, todos os dias um sonhar algures)
Será que aceitam posts pedidos?
Eu queria pedir um sobre Chioggia, terra de pescadores no sul da baía de Veneza (a rica), que vale mesmo a pena conhecer.
(eu queria pedir um post por dia, todos os dias um sonhar algures)
querido Pai Natal (3)
Querido menino Jesus, eu gosto muito de ti. Muitas pessoas no mundo seguem a tua religião cristã. Queria perguntar-te como é a vida no céu. Penso que aí deve ser uma vida muito alegre, no mundo é uma vida difícil, e há muito crime. Quando tu nasceste, o mundo era mais calmo, é o que se diz.
Querido menino Jesus, eu queria que o mundo ficasse outra vez calmo como dantes. Mas agora quero falar sobre a tua vida. Penso que Pôncio Pilatos foi muito cruel contigo. A vida foi-te um bocadinho difícil, Jesus. Tu fizeste milagres, e ninguém quis saber, só a mãe do Lázaro é que ficou contente. Quando cresceste, sofreste muito por causa dos pregos nas mãos e nos pés. Lamento imenso isso dos pregos. Não devias ter dito que eras o filho de Deus, eles pensaram que estavas a entrar com cunhas.
Eu rezo todos os dias o terço com a minha avó, a minha mãe e a minha irmã. Querido menino Jesus, que nasceste num estábulo perto de Maria e José, e com aqueles animais, o boi e o burrinho, peço-te que mais ninguém morra, e eu também não, por isso faz com que não haja mais sofrimento e livra-nos das guerras.
O teu fã Salvatore
Salvatore - Ascoli Piceno
Querido menino Jesus, eu queria que o mundo ficasse outra vez calmo como dantes. Mas agora quero falar sobre a tua vida. Penso que Pôncio Pilatos foi muito cruel contigo. A vida foi-te um bocadinho difícil, Jesus. Tu fizeste milagres, e ninguém quis saber, só a mãe do Lázaro é que ficou contente. Quando cresceste, sofreste muito por causa dos pregos nas mãos e nos pés. Lamento imenso isso dos pregos. Não devias ter dito que eras o filho de Deus, eles pensaram que estavas a entrar com cunhas.
Eu rezo todos os dias o terço com a minha avó, a minha mãe e a minha irmã. Querido menino Jesus, que nasceste num estábulo perto de Maria e José, e com aqueles animais, o boi e o burrinho, peço-te que mais ninguém morra, e eu também não, por isso faz com que não haja mais sofrimento e livra-nos das guerras.
O teu fã Salvatore
Salvatore - Ascoli Piceno
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