Hoje, quinta-feira, desapareceram finalmente as dores do zumba que fiz no domingo. Mas acordei com torcicolo.
A ver se passa até sábado, para no domingo estar pronta para mais um ciclo deste meu mouvement perpétuel.
(Ultimamente este blogue já parece a primeira página dos jornais
portugueses há mais de cem anos, "sua majestade já recuperou da leve
constipação que teve ontem".)
(Amanhã darei notícias, e espero que sejam boas, para poderdes respirar de alívio, meus amigos.)
Mostrar mensagens com a etiqueta zumba. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta zumba. Mostrar todas as mensagens
16 maio 2019
15 maio 2019
update
Update: é quarta-feira, e ainda cá andam as dores por causa do zumba do domingo passado. Por este andar, nunca mais é sábado!
(Este é o meu segundo post sobre os efeitos colaterais do meu zumba. Um tema de interesse universal, sem dúvida...
Porque é que o Nobel não se lembrou de deixar também uns dinheirinhos para um prémio Nobel do umbigo? Eu ganhava, facilmente! Todos os anos.)
Porque é que o Nobel não se lembrou de deixar também uns dinheirinhos para um prémio Nobel do umbigo? Eu ganhava, facilmente! Todos os anos.)
13 maio 2019
mais me valia ir à missa...
Todas as segundas-feiras repito a mim mesma vezes sem conta a dolorosa pergunta:
- Porque é que caí outra vez na asneira de ir à aula de zumba das manhãs de domingo?!
(Ai! doem-me todos os músculos! e já sei que vão doer até quarta-feira.)
07 janeiro 2019
zumba, zimbas
Voltei ao meu zumba dominical.
Com renovado empenhamento, por coisas que eu cá sei, de modo que ao fim de três ou quatro músicas já estava a suar em bica. Tirei a t-shirt larga de manga comprida, ficando apenas com o top justinho.
E - zimbas! - foi nesse momento que descobri que durante o período em que o estúdio esteve fechado, do Natal ao Ano Novo, os espelhos se estragaram todos...
Coitados dos donos do estúdio, vão ter de gastar um dinheirão a comprar espelhos que funcionem melhor.
Com renovado empenhamento, por coisas que eu cá sei, de modo que ao fim de três ou quatro músicas já estava a suar em bica. Tirei a t-shirt larga de manga comprida, ficando apenas com o top justinho.
E - zimbas! - foi nesse momento que descobri que durante o período em que o estúdio esteve fechado, do Natal ao Ano Novo, os espelhos se estragaram todos...
Coitados dos donos do estúdio, vão ter de gastar um dinheirão a comprar espelhos que funcionem melhor.
06 maio 2018
atraso de vida
Estava aqui tão sossegadinha a fazer planos para passar um domingo na
horta (plantar os pés de tomate, mais os de pepino e os de pimento,
deitar na terra sementes de abóbora e assim) e toca o telefone. A
professora de zumba, a lembrar-me que hoje há aula (espertinha, ela!
prevenida. já sabe do que é que a casa gasta).
E lá vou eu.
Maldito fitness. Pode ser que me dê muita qualidade de vida daqui a cinquenta anos, mas já me estragou a manhã de domingo.
E lá vou eu.
Maldito fitness. Pode ser que me dê muita qualidade de vida daqui a cinquenta anos, mas já me estragou a manhã de domingo.
18 novembro 2011
zumba, ou: estamos tramados
O professor fenício deixou crescer barba e cabelo. Aquele nariz, aqueles caracóis densos, aquela beleza: afinal é assírio. Adoro os antigos.
Fico sempre ao fundo da sala - a uma distância de segurança do professor, para não ver a decepção no seu olhar, a uma distância de segurança do espelho, para não ver a decepção no meu olhar, e a uma distância confortável das fãs de roda dele, pelo sim pelo não.
Pela testa escorrem-me gostas de suor, que não me impedem de observar as outras: a leveza e a graça tropical da brasileira que consegue rodar as ancas como trilo contínuo entre os passos da dança, o calor maduro da peruana que sorri à música e ao professor, a agilidade felina da chinesa.
Ai! a chinesa: um corpo esculpido em borracha compacta, largado em movimentos elásticos de perfeita concentração. Onde o professor atira uma perna, ela atira também os braços e a cabeça perfeitamente controlados e soltos (isso mesmo: perfeitamente controlados e soltos!), onde o professor dá um passo ela salta ligeira e poderosa. E ri, feliz - como se aquele can-can enlouquecido fosse uma festa de alegria, como se estivesse a gostar mesmo. Descubro com espanto que ela gosta de ultrapassar todos os limites, experimenta um profundo prazer ao obrigar o corpo a responder de forma exacta e elegante à sua mente concentrada. Um prodígio.
E eu, e as outras europeias no fundo da sala: a suar as estopinhas já contentes se conseguimos acertar a sequência mambo/cha-cha-cha. Eu aliviada se o nosso Miguel colombiano não se ri da cumbia que ensaio em casa: olho para aquela chinesa superlativamente perfeita e controlada, tento imitá-la, e concluo que nós, os europeus, estamos tramados.
Fico sempre ao fundo da sala - a uma distância de segurança do professor, para não ver a decepção no seu olhar, a uma distância de segurança do espelho, para não ver a decepção no meu olhar, e a uma distância confortável das fãs de roda dele, pelo sim pelo não.
Pela testa escorrem-me gostas de suor, que não me impedem de observar as outras: a leveza e a graça tropical da brasileira que consegue rodar as ancas como trilo contínuo entre os passos da dança, o calor maduro da peruana que sorri à música e ao professor, a agilidade felina da chinesa.
Ai! a chinesa: um corpo esculpido em borracha compacta, largado em movimentos elásticos de perfeita concentração. Onde o professor atira uma perna, ela atira também os braços e a cabeça perfeitamente controlados e soltos (isso mesmo: perfeitamente controlados e soltos!), onde o professor dá um passo ela salta ligeira e poderosa. E ri, feliz - como se aquele can-can enlouquecido fosse uma festa de alegria, como se estivesse a gostar mesmo. Descubro com espanto que ela gosta de ultrapassar todos os limites, experimenta um profundo prazer ao obrigar o corpo a responder de forma exacta e elegante à sua mente concentrada. Um prodígio.
E eu, e as outras europeias no fundo da sala: a suar as estopinhas já contentes se conseguimos acertar a sequência mambo/cha-cha-cha. Eu aliviada se o nosso Miguel colombiano não se ri da cumbia que ensaio em casa: olho para aquela chinesa superlativamente perfeita e controlada, tento imitá-la, e concluo que nós, os europeus, estamos tramados.
17 agosto 2011
alto, loiro e espadaúdo
Perguntam-me por altos, loiros e espadaúdos, imaginam que os haja muito em Berlim, e só me apetece rir: com quem se foram eles meter!
Eu (se me fossem permitidas ilusões platónicas) (tenho de acrescentar isto porque o meu marido lê estes posts) seria mais fenícios baixinhos de longos cabelos esculpidos em caracóis, barba de três dias e calças largas metidas dentro das meias, como o Tintim. A baloiçar o corpo musculado numa delicada dança do ventre, do ventre e dos ombros em ritmos vertiginosos, da cabeça que parece que se soltou do corpo, das mãos em gestos de elegantíssima beleza.
Sim, voltei ao zumba.
Eu (se me fossem permitidas ilusões platónicas) (tenho de acrescentar isto porque o meu marido lê estes posts) seria mais fenícios baixinhos de longos cabelos esculpidos em caracóis, barba de três dias e calças largas metidas dentro das meias, como o Tintim. A baloiçar o corpo musculado numa delicada dança do ventre, do ventre e dos ombros em ritmos vertiginosos, da cabeça que parece que se soltou do corpo, das mãos em gestos de elegantíssima beleza.
Sim, voltei ao zumba.
18 maio 2011
discoteca turca
A vantagem de morar neste cantinho da Turquia é que depois, na aula de zumba, o professor traz músicas assim e nos ensaia uma coreografia que mistura pop e dança do ventre, e nós nos fartamos de rir: com a cabeça altivamente erguida, o dedo mindinho esticado a conduzir o arabesco dos braços, e as ancas a rodar numa invenção de orientalismo muito nosso.
Espero que aquela história da Leitkultur permita misturas destas - sem elas, a Alemanha perde muita da sua graça.
Espero que aquela história da Leitkultur permita misturas destas - sem elas, a Alemanha perde muita da sua graça.
13 abril 2011
when I'm sixty four
Hoje encontrei na aula de zumba uma - não vou dizer velhinha, não vou dizer velhota - mulher de oitenta anos. Uma mulher fantástica. De momento tem problemas nos joelhos (artrose, derrame de líquido e um tumor benigno) mas que é isso para alguém da fibra dela? Pôs umas joelheiras ortopédicas, e toca a dançar. Tango, salsa, merengue, cumbia. E roda a anca, e salta, e vira.
Saiu da aula mais fresca e alegre que as outras, e ficámos a conversar um bocadinho - eu encantada. Ela é polaca, tem uns olhos verdes muito vivos, e o cabelo impecavelmente arranjado num tom avermelhado. A amiga dela, peruana, gabou-lhe a coragem de dançar. E ela, rindo: tem de ser, quero continuar em forma. Não me posso ver ao espelho, porque olho para aquela e pergunto "Maria? onde estás tu? essa aí é a tua mãe!" - o meu corpo está a ficar igual ao da minha mãe, tenho de ter cuidado para não ganhar barriga como ela.
E vá de falar de dietas, e das melhores máquinas para não ganhar barriga, e eu "basta fazer zumba com o umbigo colado às costas" e ela "como as francesas, andam sempre esticadas e com os músculos tensos, é uma coisa que se pode treinar" e eu "ai é esse o truque delas?" e a peruana "Pilates também ajuda muito" e eu "comer devagar" e a peruana "tu comes muito depressa" e ela "sim, às vezes sirvo o meu marido e vou comendo sem sequer me sentar". E por aí fora. Depois contou que o marido vai ser internado alguns dias no hospital, mas mudou logo de assunto, porque vem ao ginásio para descansar dos problemas que tem em casa, deixa-os todos à porta. Disse-nos adeuzinho, foi para as máquinas.
Oitenta anos.
O Paul McCartney não sabia nada da vida quando escreveu When I'm Sixty Four.
Saiu da aula mais fresca e alegre que as outras, e ficámos a conversar um bocadinho - eu encantada. Ela é polaca, tem uns olhos verdes muito vivos, e o cabelo impecavelmente arranjado num tom avermelhado. A amiga dela, peruana, gabou-lhe a coragem de dançar. E ela, rindo: tem de ser, quero continuar em forma. Não me posso ver ao espelho, porque olho para aquela e pergunto "Maria? onde estás tu? essa aí é a tua mãe!" - o meu corpo está a ficar igual ao da minha mãe, tenho de ter cuidado para não ganhar barriga como ela.
E vá de falar de dietas, e das melhores máquinas para não ganhar barriga, e eu "basta fazer zumba com o umbigo colado às costas" e ela "como as francesas, andam sempre esticadas e com os músculos tensos, é uma coisa que se pode treinar" e eu "ai é esse o truque delas?" e a peruana "Pilates também ajuda muito" e eu "comer devagar" e a peruana "tu comes muito depressa" e ela "sim, às vezes sirvo o meu marido e vou comendo sem sequer me sentar". E por aí fora. Depois contou que o marido vai ser internado alguns dias no hospital, mas mudou logo de assunto, porque vem ao ginásio para descansar dos problemas que tem em casa, deixa-os todos à porta. Disse-nos adeuzinho, foi para as máquinas.
Oitenta anos.
O Paul McCartney não sabia nada da vida quando escreveu When I'm Sixty Four.
29 janeiro 2011
coisas da minha vida
Ultimamente tenho tido dores de joelhos ao fazer zumba.
Ainda agora comecei, e já estou a correr o risco de ser mal entendida. Antes que os mais brejeiros comecem a mandar bocas: zumba é uma espécie de aeróbica com música da América Latina, que também pode incluir dança do ventre e flamenco - no fundo, tudo o que nos fizer suar e rir.
O extraordinário fenício que nos põe a dançar está cada vez melhor, e nós, o mulherio, também não fazemos má figura. Quando chega a vez da dança do ventre já nem nos preocupamos em imitar os seus movimentos. Aplaudimos, gritamos wow! e huuu!, e ele finge cara de zangado e diz "pouco barulho" e continua a agitar as ancas no seu fato de basquetebolista. É tudo muito engraçado.
Mas ultimamente tenho tido dores num joelho, e resolvi atacar em cheio pela hidroginástica, para fortalecer os músculos. E fui, na terça-feira passada. Na quarta tinha uma dor lancinante (ahem, digamos, forte) na anca. Nem conseguia andar em casa, quanto mais ir dançar zumba. Na quinta-feira percebi que não era lumbago nem ciática, porque a dor deslocou-se para a caixa torácica. A familória riu-se, fizeram apostas sobre uma enxaqueca para sexta. São uns insensíveis, porque eu estou como se tivesse uma costela partida: rir ou tossir provoca-me dores, como já disse, lancinantes.
"Faz desporto, vais ver que te sentes melhor dentro do teu corpo", foi o que me disseram, e eu inscrevi-me neste ginásio. Ainda agora estou a tentar descobrir o que é que percebi mal.
Ainda agora comecei, e já estou a correr o risco de ser mal entendida. Antes que os mais brejeiros comecem a mandar bocas: zumba é uma espécie de aeróbica com música da América Latina, que também pode incluir dança do ventre e flamenco - no fundo, tudo o que nos fizer suar e rir.
O extraordinário fenício que nos põe a dançar está cada vez melhor, e nós, o mulherio, também não fazemos má figura. Quando chega a vez da dança do ventre já nem nos preocupamos em imitar os seus movimentos. Aplaudimos, gritamos wow! e huuu!, e ele finge cara de zangado e diz "pouco barulho" e continua a agitar as ancas no seu fato de basquetebolista. É tudo muito engraçado.
Mas ultimamente tenho tido dores num joelho, e resolvi atacar em cheio pela hidroginástica, para fortalecer os músculos. E fui, na terça-feira passada. Na quarta tinha uma dor lancinante (ahem, digamos, forte) na anca. Nem conseguia andar em casa, quanto mais ir dançar zumba. Na quinta-feira percebi que não era lumbago nem ciática, porque a dor deslocou-se para a caixa torácica. A familória riu-se, fizeram apostas sobre uma enxaqueca para sexta. São uns insensíveis, porque eu estou como se tivesse uma costela partida: rir ou tossir provoca-me dores, como já disse, lancinantes.
"Faz desporto, vais ver que te sentes melhor dentro do teu corpo", foi o que me disseram, e eu inscrevi-me neste ginásio. Ainda agora estou a tentar descobrir o que é que percebi mal.
24 junho 2010
zumba
Hoje tive a minha primeira aula de zumba, numa sala cheia de mulheres que suavam e riam, e no fim de cada sequência aplaudiam o professor.
O professor, ai, o professor!
Um belo fenício, extraordinária mistura de graciosidade e humor.
Mas já se sabe qual é o senão da história, nos tempos que correm: quase* todos os homens que conheço, nos quais se aliam desta forma beleza, graça e humor, são homossexuais.
Bem: eles homossexuais, e eu casada. Estamos quites, hehehe.
Para quem não sabe o que é zumba (eu até ontem também não sabia) e está a pensar brejeirices, aqui vai um exemplo:
A minha aula foi melhor. Do melhor, podem crer. Às tantas, veio uma música "oriental", e o nosso fenício começou a fazer dança do ventre. Dança excelente - o rapaz deve ser bailarino -, e ao mesmo tempo divertida: imaginem um homem, de t-shirt e calções enormes, a menear as ancas numa bela dança do ventre. Lindo! Mas ça va sans dire, que essa parte da questão já está suficientemente debatida.
(*) Repararam no "quase"? Foi de propósito, por causa das susceptibilidades dos "não desfazendo".
O professor, ai, o professor!
Um belo fenício, extraordinária mistura de graciosidade e humor.
Mas já se sabe qual é o senão da história, nos tempos que correm: quase* todos os homens que conheço, nos quais se aliam desta forma beleza, graça e humor, são homossexuais.
Bem: eles homossexuais, e eu casada. Estamos quites, hehehe.
Para quem não sabe o que é zumba (eu até ontem também não sabia) e está a pensar brejeirices, aqui vai um exemplo:
A minha aula foi melhor. Do melhor, podem crer. Às tantas, veio uma música "oriental", e o nosso fenício começou a fazer dança do ventre. Dança excelente - o rapaz deve ser bailarino -, e ao mesmo tempo divertida: imaginem um homem, de t-shirt e calções enormes, a menear as ancas numa bela dança do ventre. Lindo! Mas ça va sans dire, que essa parte da questão já está suficientemente debatida.
(*) Repararam no "quase"? Foi de propósito, por causa das susceptibilidades dos "não desfazendo".
Subscrever:
Mensagens (Atom)