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13 fevereiro 2021

um pouco a sul do pólo norte

 

Mas que belo sábado! Em vez de desbastar as mil fotos que tirei ontem, vou voltar ao lago. Mas sem máquina fotográfica, que desta vez vou com a família e eles não acham graça nenhuma ao meu ritmo de "pára e arranca".
O sol no terraço está a convidar-nos para almoçar lá fora.
Os vizinhos fizeram um iglu enorme no jardim deles. A ver quantas semanas se aguenta assim.






12 fevereiro 2021

quase nem...

Hoje o dia estava tão perfeito que nem me apetecia tirar fotografias. Foram pouco mais de mil... Depois conto.






11 fevereiro 2021

a vez dos pássaros

Guardei as imagens dos pássaros para um post independente. Agora agarrem-me, porque são dezenas fotos de chapins, e não sei quais delas devo deixar de fora. Para piorar, se amanhã estiver uma luz bonita sou capaz de ir de novo para lá. Este blogue corre o risco de tornar-se a sede de uma associação qualquer de fotógrafos de pássaros. 

Para já, aqui deixo algumas das fotografias de ontem.

Começo pelo chapim-real:

O chapim-palustre entra em cena:


Mas retira-se rapidamente, porque entretanto apareceu um chapim-azul:


Por cima deles, uma cotovia-de-poupa observa o que se passa na mesa de todos:



...e decide ir dar uma volta, porque não gosta de ajuntamentos.



Os chapins-azuis sucedem-se a bom ritmo, e posam para a máquina fotográfica: 








Desaparecem repentinamente. Pouco depois, um pica-pau malhado senta-se à mesa:







Um pouco mais à frente, numa clareira de água rodeada de gelo, os pássaros aquáticos:



E a garça que queria entrar num quadro de Hopper:




Também vi dois cisnes a voar sobre um lago, mas não reagi com a rapidez suficiente para fazer um filme. Talvez amanhã?


mais uma dúvida existencial

 


Está a aquecer a olhos vistos: apenas três graus negativos.

O sol veio para ficar, o dia está lindo.

Agora tenho uma dúvida: desbasto as 700 fotos que fiz ontem, ou vou dar outra voltinha de 10 km e faço outras 700?


10 fevereiro 2021

ouro sobre azul com fundo branco





Berlim continua gelada (cinco graus negativos durante o dia, mais coisa menos coisa) mas hoje o sol deu um ar da sua graça. Mal vi uma nesga de céu azul, preparei-me para um longo passeio. Foram quase seis horas por paisagens e ruas deslumbrantes de sol e neve. E mais de 700 fotografias.

Se não tiverem notícias minhas nos próximos dias, é porque estou a tentar decidir que fotografias deito fora, e não consigo desfazer-me de nenhuma.  




09 fevereiro 2021

arrefecimento global

 


Em Berlim aqueceu ligeiramente: seis graus negativos.

Hoje continuou a nevar. O vizinho simpático limpou o passeio pelo menos duas vezes, eu limpei uma. Ao fim de cinco minutos já pouco se notava.
Parece que amanhã vai haver sol. Espero que sim, quero muito sair por aí a tirar fotografias da cidade coberta por uns 20 cm de neve.

E espero que deixe de nevar, porque a partir de amanhã o vizinho simpático começa o seu turno semanal no restaurante. Se houver neve, vou ter de limpar o meu passeio e o dele com a minha pá e a vassoura.

Esta noite Berlim irá aos 15 graus negativos. E o centro da Alemanha irá abaixo dos 25 graus negativos. Vi um camião TIR português nas imagens dos engarrafamentos brutais que houve nas autoestradas na noite passada. Dez, quinze graus negativos, e as pessoas fechadas nos seus carros e nos seus camiões parados. Espero que este camião que vi na TV não seja o daquele simpático condutor que deu boleia ao Afonso Reis Cabral até à Alemanha, quando este tinha 13 anos. Se querem saber mais, vão lá ver o episódio correspondente dos Herdeiros de Saramago, mas o que eu queria mesmo dizer era:

coitadinha da minha figueira afegã, que aguenta até vinte graus negativos (dizia na etiqueta). Devia ter pensado em embrulhá-la mal a neve ficou mais do que 30 minutos na paisagem. Agora, se calhar, é tarde.

Uma pessoa habitua-se ao aquecimento global, e dá nisto. (Não, não estou a negar que o aquecimento global existe e é o maior problema que temos, muito mais grave que esta pandemia. Pelo contrário: é justamente por não ter a menor dúvida de que o planeta está a aquecer que achei que não era preciso proteger as espécies do jardim menos aptas para os rigores do inverno. Já há cinco ou seis anos que não tínhamos um inverno assim.)


08 fevereiro 2021

update

Update: o vizinho já passou com a maquineta praí umas cinco vezes. Enquanto almoçava, alguém (suspeito que foi a vizinha mesmo ao lado) entrou no meu terreno e limpou à pá todo o caminho do carro até à garagem. Por sorte olhei a tempo pela janela, e ainda consegui ver que alguém fizera isso - antes de a neve voltar a cobrir tudo.

Vou dar uma volta por aí, a ver se tiro fotografias de jeito. Apesar de o sol ter ido de férias para parte incerta, e por tempo indeterminado.

 

oito graus negativos

Caso queiram saber como está o tempo em Berlim: oito graus negativos, neva ininterruptamente, algumas rajadas ocasionais de vento. 

O vizinho simpático limpou-nos o passeio há cerca de duas horas. Já não se nota. Daqui a bocado vou limpar eu. Desta vez de luvas, e casaco fechado. E vou contente: já não me lembrava como é andar na rua com oito graus negativos. 

(Voltei a usar o frigorífico tradicional, para não ter de cortar a sopa com a serra eléctrica.)


07 fevereiro 2021

#flockdown


Este fim-de-semana a Alemanha esteve em alarme devido à previsão de muita neve juntamente com ventos fortes. Recomendaram às pessoas que ficassem em casa por precaução. No twitter, algum brincalhão cunhou logo o hashtag #flockdown. 
("Schneeflocke" significa "floco de neve")

Hoje nevou imenso dentro do meu frigorífico. 

Fui de novo a casa do vizinho levar o bolo que lhe tinha prometido. Infelizmente não me ocorreu que podia estar frio e vento, de modo que saí sem gorro nem cachecol, apenas com o casaco - aberto - sobe o vestido camiseiro leve. Estava frio (seis graus negativos) e vento. Custou-me um bocadinho fazer aqueles cerca de cem metros com o casaco a esvoaçar furiosamente e a neve a acumular-se junto ao pescoço e às orelhas. Mas não podia remediar, porque tinha as mãos ocupadas com o prato e o guardanapo que o cobria. 

Desta vez o vizinho estava em casa! Finalmente pude dar-lhe o famoso bolo. 
(Estava em casa, em vez de andar a limpar a neve que se estava a juntar nos passeios! Quando a gente mais precisa...)

No regresso, agarrei na vassoura e limpei a neve onde tinha de ser. Não demorou muito, mas mesmo assim lembrei-me daqueles alpinistas que perdem os dedos por causa do frio. A ver se da próxima vez não me esqueço das luvas quando for limpar neve com seis graus negativos.
(O Sísifo nórdico não leva uma pedra para o cimo do monte - em vez disso, tenta limpar o passeio num dia de nevão e vento forte. ) 

Espero que amanhã esteja um dia soalheiro e de céu azul, para dar uma voltinha por aí a tirar fotografias fantásticas.
(E, nesse caso, espero não me esquecer das luvas.)
(Nem das botas com espigões antiderrapantes.) 



06 fevereiro 2021

então o sol?







Ontem nevou, como estava previsto. Mas hoje o sol faltou ao combinado. Será que o São Pedro está a querer renegociar o contrato com a Merkel? Ou será que a Merkel confiou este assunto à Ursula von der Leyen? (espero bem que não, porque ela é menina para arranjar trapalhadas até com o São Pedro, e atrasar-nos o sol até Agosto ou Setembro...)

Em todo o caso: nevou um bocadinho. Fui fazer uns recados por volta das cinco da tarde (melhor dizendo: ao anoitecer) e depois agarrei na vassoura e fui limpar o passeio antes de o pessoal começar a pisar tudo. Daí a nada apareceu o tal vizinho que limpou a nossa neve no fim-de-semana passado. Tem um restaurante, que agora só faz take away de almoços durante a semana. Uma semana trabalha ele, outra semana trabalha o irmão. Ele não sabe o que fazer a tanto tempo livre. Há dez anos que não faz férias, porque decidiu que era prioritário pagar a casa - e vai conseguir em breve. Já consertou tudo o que era preciso consertar na sua propriedade (e eu cheia de pena por não ter arranjos nenhuns para fazer na minha casa, era um grande favor que lhe fazia...), e agora sente-se meio zombie. Disse-me que não varresse mais o passeio, que ele passaria com a sua máquina quando a neve estivesse mais alta. 

Esta manhã, quando me levantei, o passeio estava limpo: na rua toda, dos dois lados. 
Fiz outra vez um bolo para lhe levar. Mas ele não estava em casa. Parece um running gag. 

À tarde fui às compras, e escolhi um caminho mais longo para passar junto a um lago. Devia ter levado a objectiva maior, para fotografar os anéis de gelo a formar-se nos caules das plantas aquáticas. 
E depois, numa curva do caminho, descobri dois malucos que estavam a tomar banho nus na parte do lago que não estava gelada. Perguntei se podia tirar uma fotografia, e eles disseram que sim, enquanto caminhavam na minha direcção. Berlinenses!
Disse-lhes que se virassem de costas. Deram mais um mergulhito para a minha fotografia. 










05 fevereiro 2021

o sol em volta


Na semana passada nevou imenso - como já não se via desde 2013! - e depois, no fim-de-semana, pôs-se um sol lindo todo desbragado no céu azul.
Disse "desbragado", mas não me estou a queixar. 

Dei belos passeios aqui pelo bairro. Eu e mais uns quantos: no domingo à tarde, a praia dos cães do lago Grunewald mais parecia um daqueles quadros de inverno do Pieter Bruegel. 

Contornei esse lago com uma amiga. A meio da nossa volta parámos no restaurante da floresta a comprar vinho quente não alcoólico (agora é proibido beber álcool nos espaços abertos) e um pouco mais à frente escorreguei numa parte do caminho que era uma rampa de gelo, e caí. Tenho os joelhos num estado lastimoso, mas orgulho-me de anunciar que não entornei o copo com o vinho quente. 

Esta semana veio uma chuva forte que afogou a neve. Mas hoje começou a nevar ininterruptamente, e anunciam algum sol para sábado e domingo.
Algo me diz que a Merkel anda a pagar luvas ao São Pedro para nos dar dias tão perfeitos ao fim-de-semana. Mas não me estou a queixar.