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23 junho 2020

Chico e Criolo



O vídeo não é novo, mas o lamento continua tristemente actual - e, ao mesmo tempo, encanta-me assistir ao diálogo artístico destes dois.


Didier Squiban



Descobri o "meu" músico bretão para acompanhar este período sabático na região de Brest.

(O Tri Yann e o Alain Stivell vão poder descansar um bocadinho.)


19 abril 2020

Chico



Para que conste quem é amiga: aqui vos deixo uma hora trinta e nove minutos vinte e sete segundos de felicidade.

Se não tiverem tempo para tudo, podem ir - por exemplo - para 49:09. Impossível ouvir isto sem começar a dançar, sem começar a sorrir.

(só me chateia aquela lambisgóia nas teclas) (Chico! olha aqui: também toco piano!) (também tenho cabelos brancos) (que é que ela tem que eu não tenho, hã?) (e por sonhar o impossível, eu acho, sonhei que tu...)

23 janeiro 2020

até me esqueci do que ia dizer



"Estava eu descansadinha, sentada no facebook", disse eu ontem ao jantar, e os amigos desataram a rir. Riram tanto que até me esqueci do que ia dizer. Tanto melhor: falaram eles, e foi assim que fiquei a saber da existência desta peça de David Lang: "The Little Match Girl Passion".

Uma beleza.

Aqui fica uma introdução à peça:





15 janeiro 2020

o anel no dedo que aponta a lua (episódio não sei quantos)



Por causa destas e doutras é que eu desgraço o meu bom nome nas redes sociais, mas vou confessar: apesar da beleza da música e apesar da beleza da coreografia, aqui a madame ficou que tempos a olhar para os bailarinos, porque parecem o Ken da Barbie - a tentar perceber se estavam vestidos, e que roupa era aquela.

(Claro que estou a falar de uma amiga minha, mas como ela disse "tu não vais contar isso no facebook, ouvistes!?" faço de conta que aconteceu comigo)


10 janeiro 2020

um pouco de beleza



Um pouco de beleza para o anoitecer: Ottensamer, Leonidas Kavakos e Brahms.

Vale cada segundo daqueles 13 minutos, mas se quiserem apanhar o expresso para o paraíso podem ir, por exemplo, ao início do terceiro minuto.

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ADENDA: O problema de tanta beleza no mural é que agora são horas de ir dormir, e não consigo fechar o estaminé. A música a tocar em repeat, e esta carinha aqui a olhar para mim...

(eu a lembrar-me daquela vez em que ele tocou "la fille aux cheveux de lin" - a interpretação mais bela que alguma vez ouvi dessa peça - a meia dúzia de passos de mim) (acho que quando conseguir finalmente desligar aqui o estaminé e ir dormir, vou ter bons sonhos)



23 dezembro 2019

aquele stress antes de começar o Natal

Tenho um trabalho urgente, exigente e chato que tem de estar pronto antes do Natal.
(Dava-me tanto jeito se este ano adiassem o Natal até pouco antes da Páscoa...)

Valha-me ao menos a música certa para me acompanhar enquanto vou aviando os parágrafos.



E esta:



(que seria de mim sem a Grimaud para me acalmar a ansiedade deste jogo Heleninha x Natal, no qual estou a meter golos na própria baliza como se não houvesse amanhã?)
(não acreditem em tudo o que digo aqui, olhem que isto é apenas a internet!)
(basta acreditarem nisto: Grimaud 💓💓💓💓💓, pronto)
(e quando vai de rabo de cavalo para os concertos:  💓💓💓💓💓💓💓💓💓💓💓💓 )





A luta continua:










15 novembro 2019

quando comecei a escrever este post, chamava-se "no paraíso", mas o lirismo, coitado, foi atropelado pelos parêntesis que se seguiram



A propósito do post anterior, sobre a colaboração entre a Uniqlo e a Marimekko, uma amiga comentou que eu sou mesmo a Eva com uma cesta de maçãs.
Ora, por falar em paraíso...

Neste cantinho do youtube, a peça que se segue a este "In Paradisum", de Fauré, é o Hino dos Querubins, de Tchaikovsky. Admiro a coragem destes compositores que se lançam à aventura de tentar traduzir a ideia de paraíso de maneira perceptível aos nossos sentidos, tendo para isso apenas os meios disponíveis aos mortais.

(E fico a pensar: se tivesse realmente de escolher entre a cesta das maçãs - o consumo desenfreado - e ficar o dia inteiro nesta música - chamemos isso à consciência tranquila por não contribuir tanto para a destruição do planeta -, o que escolhia?)

(O que me lembra uma história das férias na África do Sul: ao ver a paisagem devastada pela passagem dos  elefantes - os ramos quebrados, as árvores derrubadas - perguntei à nossa guia porque é que eles fazem aquilo. Ela respondeu: "porque podem". Nesse momento achei os elefantes uns bichos um bocado antipáticos. Mas depois caí em mim: eles são tal e qual como nós, que também destruímos o planeta apenas porque podemos.)


14 novembro 2019

Hiromi Uehara



Descobri esta pianista num artigo recente do Spiegel, que falava das pessoas que vão à famosa Elphi de Hamburgo pelo facto de a sala andar nas bocas do mundo, e haver pacotes turísticos ou promocionais que incluem um concerto qualquer. De modo que muitos, depois de ver a sala, fotografar e pôr no instagram, saem a meio do concerto porque já fizeram tudo o que tinham a fazer naquele sítio.

Diz o Spiegel que não foi o caso deste concerto da pianista de jazz japonesa: ficaram todos, completamente agarrados à sua música. E acrescenta que ela "tem 40 anos, já anda nos palcos há 20, e não se consegue explicar porque é que continua a ser apenas um segredo bem guardado. Diz-se que tem uma "energia diabólica" e que é o "Jimi Hendrix do piano", ou uma "acrobata do teclado". O que é verdade: quando deu um concerto em Hamburgo, há alguns anos - com o seu trio, na Fabrik - alguém resmungou à saída: isto não foi um concerto, foi uma demonstração de poder."

Mas também há os momentos em que se trata de uma sublime manifestação de sensibilidade, como no caso do vídeo acima, de 2009, no qual ela toca uma composição sua numa altura em que andava a fazer o luto de uma pessoa que lhe fora muito próxima.





01 setembro 2019

Christoph Eschenbach, o novo maestro da Konzerthausorchester

Além de terem uma casa com uma acústica que bailhamedeus, a orquestra da Konzerthaus apresenta hoje o seu novo maestro. E logo hoje, apenas uma semana depois de Kirill Petrenko ter sido apresentado ao mundo como o novo maestro dos Filarmónicos cá da terrinha num concerto para 35.000 pessoas em frente à Porta de Brandeburgo, e transmitido na tv e online. É preciso ter azar! Pobre Konzerthausorchester, pobre Christoph Eschenbach.

Mas se o destino te oferece limões, mais vale fazer a limonada de cabeça erguida. A Konzerthaus tem hoje as portas escancaradas para apresentar o novo maestro: entrada livre, vários concertos - entre os quais um ensaio da orquestra, e a nona de Dvořák. Também vão passar o documentário "Aus der Stille in die Musik“ (link para o filme em alemão) de Andreas Morell, sobre a vida e a música de Christoph Eschenbach.

Vi este filme ontem, e a história da sua infância impressionou-me particularmente: nascido em Breslau em 1940, filho de uma estudante de música e do seu professor, perdeu a mãe logo à nascença e foi criado pela avó materna. Em 1944, o pai, que entretanto casara com uma mulher judia e resistia aos nazis, foi enviado para a frente num "batalhão disciplinar" onde em breve morreria. Em Janeiro de 1945 a avó e o neto puseram-se a caminho do oeste, juntamente com milhões de pessoas em fuga ao exército vermelho. Em Dezembro de 1945, num dos invernos mais rigorosos de que há memória na Alemanha, vivam com mais sessenta refugiados num barracão em Mecklenburg, deitados em palha e devorados por pulgas e piolhos. Um surto de tifo matou todas as pessoas do grupo - excepto o pequeno Christoph. Uma prima da mãe, alertada pela avó que conseguira estabelecer o contacto alguns dias antes de morrer, conseguiu levar o pequenito para sua casa em Wismar. O processo de recuperação demorou quase um ano. O pequeno Christoph - que perdera o pai aos 4 anos e a avó aos 5, que atravessara a Alemanha destruída pela guerra e vivera quase um ano num barracão sem condições - não conseguia nem sequer andar ou falar.

Como ele próprio conta no filme (00:11:50):

"Do quarto ao lado vinha a música que ela tocava todas as noites. Ela era pianista, como a minha mãe. Até tinham estudado juntas. Todas as noites ouvia aquela música, que de algum modo me devolveu a saúde. E, mais que isso: devolveu-me a linguagem. Numa palavra: devolveu-me a coragem para recomeçar a andar. Devolveu-me a coragem. Foi então que começaram sete anos soalheiros da minha vida."

O filme chama-se "do silêncio para a música".

Daqui a pouco irei ao Gendarmenmarkt ouvir a música que vive dentro deste homem e lhe sanou as feridas fundas que algumas das páginas mais terríveis da História do século XX sulcaram nele. 




28 agosto 2019

clareiras de luz no meio do caminho

O meu coro está a preparar o Requiem de Mozart. Ontem estudámos o Offertorium até o termos na ponta da língua. Um dia destes vamos conseguir tê-lo na ponta do coração - nesse lugar onde a música começa a acontecer. Foram três horas e meia tu-cá-tu-lá com Mozart, a cruzar a perfeição dele com as nossas limitações, em caminho esforçado com passagens por algumas clareiras luminosas: a revelação ocasional da beleza em momentos mais bem conseguidos do coro.



No fim, perguntei ao maestro se tinha estado no concerto dos Filarmónicos para apresentar o Kirill Petrenko à cidade.
- Não. Não estava em Berlim.
- Estiveste, pois! Apareceste no filme que eles mostraram várias vezes antes do concerto!

Tratava-se de um filme para mostrar ao público que a Filarmonia de Berlim tem muito mais que "apenas" uma das melhores orquestras do mundo. Este meu maestro preparou muitos dos coros infantis e de amadores que subiram ao palco daquela casa sob a batuta de Simon Rattle - foi assim que o conheci, aliás - e o seu trabalho estava obviamente referido naquele filme.

Acrescentei:
- Foste visto por vinte mil pessoas! E eu, quando te vi no ecrã, avisei logo toda a gente à minha volta: aquele é o meu maestro! Avisei todas as vinte mil, podes crer!
Largou um par daquelas gargalhadas que gosto tanto de lhe ouvir.
- E que tal foi o concerto?
- Do outro mundo. Parece-me que vou ser muito feliz com o novo maestro dos Filarmónicos.
- Vais ser feliz com o Kirill?, riu ele.

- Sou feliz com tantos maestros... - pensei eu, mas calateboca.

Com a voz e a alegria no ponto certo, no regresso a casa larguei-me a cantar ao volante - gostoso demais, romaria, morena dos olhos d'água -, em descontraída cacofonia com a música que saía pelas janelas abertas dos outros carros, quando parávamos nos semáforos.
Gracias a la vida!

(Só é pena que toda esta cantoria me tenha feito esquecer a interpretação do Offertorium. A minha memória de curto prazo ultimamente anda como há-de ir.)


25 agosto 2019

bom domingo!



Eu podia ter acontecido numa outra época e num outro contexto geográfico (ou podia simplesmente não ter acontecido, que até era o caso mais provável) mas calhou de estar a ser aqui e agora, contemporânea destes dois.

Gracias a la vida! Por estes dois, e por tantos outros - pelo tanto que há no nosso mundo e nos ilumina a vida.

Espero que estejam a ter um bom domingo.

(eu estava, mas agora vou ter de começar a fazer uns trabalhos chatos...)

04 julho 2019

começar o dia com música assim

Um amigo que ganhei no facebook (e vai sem aspas no "amigo" porque não é preciso ter visto alguém em carne e osso para lhe ter amizade) (em termos de amizades nas redes sociais, sou o autêntico anti-São-Tomé: não preciso de tocar para saber) vai ser operado em breve, e - isto é um "supônhamos" a brincar - deu-lhe para ouvir já agora a voz dos anjos do paraíso (pelo menos era o que parecia a quem entrasse desprevenido no seu mural de facebook). De caminho fez uma incursão nos prazeres terrenos, e que prazeres! (como se estivesse a decidir se na vida depois da vida prefere ir para o andar de cima ou o de baixo)

Num impulso, decido partilhar no blogue essa sucessão de tesouros que aconteceu no facebook (esta minha vida internética de leva e traz!) (em termos de logística, sou o vaivém espacial das redes sociais).





(Este rapazinho tem um nome impossível: Jakub Józef Orliński. De resto, não lhe encontro mais nenhum defeito.)




(Caramba! Até fico gaga. Cacacacaca-ramba.
A Elina Garanka compõe aqui a Carmen mais sexy, sensual, libidinosa e pérfida que alguma vez vi. Confesso que estas cenas
me põem a orientação sexual mais em risco que todas as acções de ideologia de género juntas...) (Estou a brincar, claro. Toda a gente sabe que a ideologia de género é que vai acabar com a Humanidade) (Vou já pôr um vestido cor-de-rosa para não esquecer nunca qual é o meu lugar.)
(Não vejam, não: não sabem o que perdem.)





(Mais um dueto de Elina Garanca e Roberto Alagna. Gostei muito de um dos comentários no youtube sobre o final do dueto: Samson: “I love you, Delilah. Now let me tell you by screaming this Bb in your ear.”)
(Há tanta gente com tanta graça nas redes sociais!)


Por sua vez, o youtube em autogestão começou a dar-me presentes sucessivos:





(Nathalie Stutzmann. Maravilhosa. E num instante regresso a um concerto memorável com ela. Junho de 2016 era para ser o mês do Philippe Jaroussky em Berlim, mas o cantor ficou doente e as salas tiveram de arranjar outra solução. O Stabat Mater de Pergolesi seria dirigido por Nathalie Stutzmann, com Jaroussky e Anna Prohaska. Tinha comprado bilhetes para os concertos desse mês (inclusivamente para as master classes) com enorme antecedência, mas Jaroussky começou a falhar sucessivamente e eu comecei a acompanhar com mais atenção as notícias, esperando o milagre de uma recuperação a tempo deste Stabat Mater. Dessa vez não houve milagres. Jarousky continuava doente, e na sua falta Nathalie Stutzmann ofereceu-se para dirigir e cantar simultaneamente. O resultado foi um daqueles concertos "depois disto, já podia morrer".)




(Outra vez os anjos celestiais)





(O programa "A Vida Breve" de Luís Caetano na Antena 2 começa com o tema inicial deste trio. Fica a informação para todos os que ouvem e pensam "ai que bela música, de quem será?)

23 junho 2019

Nora



Esta miúda fascina-me. A sua musicalidade, a sua alegria, a sua infantil naturalidade.
Chama-se Nora, tem oito anos. É bretã, e faz música com o irmão, Isaac, e o pai, que veio da Coreia do Sul. Toca vários instrumentos com segurança e gosto. E tem aquela voz rica, suave e segura. 

Na página "Isaac et Nora" há muitos mais momentos encantadores. Como este, em que a voz doce de Nora acalma o barulho da rua.
E este, no qual Nora canta e brinca ao mesmo tempo:



29 maio 2019

bailero




Amanhã é feriado na Alemanha, e na sexta faço ponte.
Sinto-me como se fosse fim-de-semana, e começo-o com este "bailero".
Em sossego.


04 maio 2019

human requiem



A minha sorte (vocês sabem: aquela minha famosa e inexplicável sorte) atacou de novo: ontem fui pô-la mais uma vez à prova no Radialsystem, tentando arranjar um bilhete para o cronicamente esgotadíssimo Human Requiem, e quando cheguei à bilheteira disseram-me que não tinha sobrado bilhete nenhum.
- Não tenho qualquer hipótese?, perguntei eu - e com isso, queria pedir conselhos, tipo "ponha-se aí, pode ser que alguém venha devolver" ou "vá para a porta, às vezes aparecem pessoas a tentar vender algum bilhete que tenham a mais".
A senhora da caixa hesitou algum tempo, e depois disse:
- Por acaso, um senhor acabou de entregar um bilhete, dizendo para oferecer a alguém que precisasse dele. Se quiser, pode ser para si.  
Não percebi a hesitação dela. Perguntei-lhe se não o queria ela própria.
- Não, não, tome, leve-o.

Portanto: um desconhecido ofereceu-me um bilhete de 48 euros para um concerto que está sempre esgotado. E com esta é que me tramei: nunca mais vou ter o mesmo à-vontade para tentar vender os meus bilhetes de sobra à porta da Filarmonia.

Como ontem a minha famosa sorte estava em grande forma, entre o público estava um conhecido meu, antigo chefe da Filarmonia, e conquistámos juntos um dos poucos bancos da sala. De modo que acabei a participar nas conversas dele com vários dos cantores que paravam por ali. Um deles disse que a sala estava demasiado cheia, o que tornava a execução muito mais difícil e reduzia o efeito da encenação. Isto explicaria provavelmente, pensei eu, a hesitação da senhora da bilheteira em dar-me o bilhete.

O Human Requiem é um projecto do Rundfunkchor Berlin em colaboração com a Sasha Waltz e o Jochen Sandig: um enriquecimento sensorial do Deutsches Requiem de Brahms, que tira partido da excelente maturidade musical do coro, e lhe junta uma encenação entre o teatro e a dança. Os músicos movem-se, distribuem-se e actuam pela sala, e o público move-se com eles em suaves movimentos de onda.


Em vez da orquestra têm um piano e quatro mãos - o que foi, para mim, a parte mais decepcionante. Em compensação, a peça é ouvida de forma completamente diferente, consoante o naipe do músico que em cada momento passa por nós, e enche-nos os ouvidos, os olhos, a consciência e os sonhos. Encantamento puro.

Este Human Requiem já existe desde 2012, e já foi levado a vários países. Em breve irá a Barcelona, São Paulo e a Buenos Aires, entre outras cidades. Perguntei a um dos músicos se Lisboa estava também na rota. Disse que não. Caso alguém com poder para tanto me esteja a ler: levem-nos a Portugal. Arranjem-lhes uma sala com excelente acústica, e espaço para umas quinhentas pessoas. Mas vendam apenas 400 bilhetes para cada concerto, para eles se poderem mover à vontade e a encenação poder brilhar em todos os seus detalhes.








26 fevereiro 2019

dias de piano



Na semana passada tive a sorte de ver Daniel Trifonov a dançar a sonata para piano nº 8 B-Dur op. 84 de Prokofiev. Ontem tive a sorte de ver Khatia Buniatishvili a meditar a sonata para piano B-Dur D 960 de Franz Schubert. E daqui a duas semanas terei a sorte de estar com Maria João Pires num  refúgio do mundo, Belgais.

Só vos digo isto: não trocava a minha vida com a de ninguém.

--

Algumas das peças do concerto de ontem:





(Para ouvir acompanhando o poema de Goethe "Erlkönig")



30 novembro 2018

Ólafur Arnalds

Deixei o youtube em autogestão, e ele foi indo, foi indo, e desembocou aqui.
A melhor música para pacificar esta manhã cinzenta e cheia de trabalhos secantes para fazer.



(*) Trabalhos secantes: aqueles trabalhos que são uma boa seca e nos cortam o dia como uma secante.
(Depois também há a procrastinação, que aumenta para os limites máximos o segmento que a secante ocupa na circunferência.) (Olha, olha, que curioso: cá está ela outra vez, não sei como arranja de aparecer sempre que venho ao blogger...)


27 novembro 2018

as contas que esperem

Mais pássaros na minha folha Excel...

E porque o vídeo termina de forma abrupta, fui à procura da versão completa.
- Orquestra Filarmónica de Viena, Georg Solti, filme August Everding - com legendas em inglês
- Orquestra Filarmónica de Berlim, Karajan, com Elisabeth Schwarzkopf no papel de Gretel
Na interpretação de Karajan, o dueto Abendsegen começa por volta de 54:00.
Elisabeth Schwarzkopf: sublime.

As contas que esperem. Tenho o escritório cheio de pássaros.





contas à música



Trabalhar ao som de música assim.

(Estou a fazer um relatório de contas, estou tramada: ainda me saem pássaros do lugar dos algarismos!)