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02 março 2018

quatro graus negativos


Quatro graus negativos, mas aqui a artista viu o céu azulíssimo e o magnífico sol e saiu sem luvas nem gorro.

Fique registado que quando se anda 2 km com quatro graus negativos e um bocadinho de vento as orelhas ficam hirtas, mas não caem ao chão a tilintar como um pedaço de gelo.

(Até parece que estou a entregar o meu corpinho à ciência...)


14 janeiro 2018

primeiro dia do ano ortodoxo


No dia 1 de Janeiro de 2017 levei o Fox cedinho ao lago, e vim de lá com fotografias incríveis de um inverno gelado.
Hoje, primeiro dia do ano para os ortodoxos, levei o Fox ao lago, e descobri que afinal o inverno ainda não desistiu de dar um ar da sua graça. Às tantas fui precipitada quando lamentei o dinheiro que paguei ao serviço de remoção de neve, por este inverno ainda não termos tido nada digno desse nome.

Em suma: aprende a patinar, companheiro / aprende a patinar, companheiro / que o gelo se está a levantar / que o gelo se está a levantar / que o inverno vai passar por aqui / etc.


   


 


12 dezembro 2017

então que tempo tem feito em Berlim?

Se é para dizer numa palavra: não sei.
Primeiro parecia que íamos directos do outono para a primavera. Fiz uma selfie num lago cheio de sol (fiz muitas), enquanto o Fox esperava pacientemente.





Depois nevou um bocadinho.



Depois  a neve derreteu.



Depois houve uma espécie de granizo durante a noite, mas o dia amanheceu sem nuvens.


Depois passou por nós uma cadelinha, e aqueceu outra vez. A bem dizer: para o Fox, foi primavera.
(Ficou tão feliz que até parecia uma zebra.)

 


Depois caiu um nevão valente...




 
...que transformou o meu bairro num cenário de filme.




Esperto foi o casal que saiu para dar uma voltinha de esqui de fundo às onze da noite, na minha rua:



Espertos, sim. Porque no dia seguinte voltou a primavera.
(Sem cadelinha.)


08 dezembro 2017

outono: a vez dos pintores

O que se segue é a minha câmara fotográfica marca Baratex a armar-se em pintora.
Ultimamente tenho saído mais com o smartphone, e é um erro, porque há efeitos especiais que só mesmo a Baratex consegue.


 

 




 


27 novembro 2017

lá vamos nós outra vez

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outono:

 




    
 
 






dez anos

Fez há pouco dez anos que nos instalámos em Berlim.
Tomámos a decisão no dia 17 de setembro de 2007, e a 17 de outubro tínhamos os camiões de mudança à porta da nossa casa em Weimar. Ainda hoje estou para saber como consegui organizar tudo em apenas um mês.

Num desses dias de correria fui a Dahlem, em busca de uma escola que me tinha sido muito recomendada. Ao atravessar uma daquelas ruas calmas, ladeadas por árvores antigas e frondosas, entre vivendas do século XIX, parei um pouco para saborear o longo túnel de folhas douradas que se desenhavam contra o céu muito azul. De repente, a brisa discreta agitou levemente os ramos e soltou uma imensidão de folhas. Surpreendida e muda pela beleza dessa neve de tons quentes, senti que a cidade me dava as boas-vindas, e que aqui podia ser muito feliz.

Desde então procuro recuperar esse momento de magia. Há tempos fiz vários filmes com a câmara de bolso, mas não fiquei nada satisfeita com o resultado. Até que, no lago onde passeio com o Fox, encontrei algo semelhante.

Isto: