01 setembro 2014

inesperadamente



Estou aqui a pensar nos sentimentos que este vídeo me despertou.
Não sei se vá ao padre, ao psiquiatra ou ao filósofo.

(Ao ver pela segunda vez, comecei a ter pena dos humanos. *suspiro* Não sei se vá ao padre, ao psiquiatra ou ao filósofo.)


3 comentários:

Gi disse...

Selvagens!

jj.amarante disse...

Relembro um texto que escrevi sobre touradas: http://imagenscomtexto.blogspot.pt/2010/10/o-touro-lagosta-e-o-templo-jain-de.html

Helena disse...

jj.amarante,
deixei de comer caramujos, ou lá como se chamam aqueles caracolinhos do mar, porque não consigo cozinhá-los devagar. O preço desse meu prazer é uma crueldade maior que a que consigo "justificar".
Já a lagosta, espero que morra no momento em que é metida na água a ferver.
Também podemos pensar nos peixes, que comemos sem pensar, e que morrem numa lenta e terrível agonia. Se pensar um bocado nisso, deixo de poder comer peixe. E talvez chegue a esse ponto, sim.
Já vi algumas touradas, e consegui abstrair do sofrimento dos animais para apreciar a arte, que é impressionante. Mas um dia vi um touro a urinar-se de medo o tempo todo, e nunca mais consegui abstrair.

Em suma: não me venham dizer que tenho de aceitar as touradas porque também como animais, porque uma coisa é a alimentação e outra é a actividade artística à custa do sofrimento dos animais. E contem-me sobre o sofrimento dos animais que como, porque é provável que eu mude os meus hábitos de alimentação, deixando de comer os animais que morrem (e vivem, alguns deles) em circunstâncias de extremo sofrimento.